REINO UNIDO
População:
62.348.447
Bandeira

MERCADO

SOLIDEZ - O cinema no Reino Unido está no grupo dos mercados “maduros” da Europa – ou seja, aqueles que apresentam solidez, mas pouco espaço de crescimento. Nos últimos cinco anos, o público de cinema no país vem se mantendo estável, com totais que variam de 160 milhões a 170 milhões. Comparado ao resultado de 2009, porém, quando o total de espectadores teve um pico de 173,5 milhões, o público de 2010 sofreu ligeira queda, de 2,5%, fechando em 169,2 milhões. Como ocorreu também em outros países, a expansão dos filmes e das salas no novo formato 3D digital contribuiu para que a queda de público não se refletisse na arrecadação das bilheterias, que cresceu 4,7%. Os filmes em 3D foram responsáveis por 24% do total da arrecadação, contra 16% em 2009.

PRODUÇÃOComo é comum em outros países de língua inglesa, muitos filmes da produção cinematográfica do Reino Unido são feitos em regime de coprodução com os grandes estúdios de Hollywood e, apesar de serem viabilizados com capital estrangeiro, são considerados ingleses – caso, por exemplo, da franquia Harry Potter e do blockbuster Sherlock Holmes. De qualquer maneira, mais de 100 filmes considerados oficialmente como locais são produzidos e lançados por ano no Reino Unido, dos quais 40% são coproduções ou filmes internacionais rodados no país (inward features). Em 2010, das 119 produções nacionais que entraram em cartaz, 72 foram produções 100% britânicas, 19 foram coproduções, e 28, inward features. O market share nacional foi de 24%, sendo que 18,6% corresponderam a produções que tiveram investimentos de estúdios norte-americanos e foram rodadas no Reino Unido.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

MUDANÇAS – A regulação da atividade cinematográfica no Reino Unido passou por várias transformações recentes. Em abril de 2011, o UK Film Council, até então o principal órgão regulador da atividade, foi fechado pelo governo, e suas funções foram transferidas para o British Film Institute (BFI) e para a Film London (Film Commission da cidade de Londres). A decisão do governo foi motivada por um severo corte nos gastos públicos em 2010.

FUNDOS - Com o fim do UK Film Council, o British Film Institute herdou a gestão de programas de financiamento destinados à atividade cinematográfica, como fundos para desenvolvimento de roteiro, produção de longas e curtas-metragens, exportação e distribuição de filmes, instalação e modernização de salas de exibição, e organização e participação em festivais, entre outros. A principal fonte de recursos vem da National Lottery (Loteria Nacional), que tem parte da sua renda direcionada para três tipos de fundos de apoio à atividade fílmica: o Fundo de cinema (Film Fund); o Fundo de Cópias e Publicidade (Prints & Advertising Fund), e o Fundo de Transição para a Formação de Público (Transition Fund for Audience Development).

INCENTIVO FISCAL - Além dos fundos disponíveis, produtores de filmes nacionais qualificados pelo órgão podem solicitar até 25% de desconto nas taxas pagas ao governo sobre os custos de produção. Com o intuito de ampliar a frequência aos cinemas, o BFI tem ainda um programa especial de apoio a filmes em língua estrangeira e filmes britânicos “especializados”, com estilo cinematográfico inovador e tema desafiador.

DIGITALIZAÇÃO – Em seu departamento de distribuição e exibição, o British Film Institute tem uma linha de apoio a oportunidades em tecnologia digital em todas as áreas, incluindo modelos de negócios inovadores, plataformas de distribuição e entrega, pesquisa e desenvolvimento de técnicas. O governo britânico foi um dos primeiros a investir na digitalização dos cinemas, financiando a criação de uma rede de 240 salas com projeção digital regular, destinada a filmes independentes, num investimento total de £ 12 milhões, além de um projeto-piloto que leva os mais modernos equipamentos de cinema digital para espaços de exibição em áreas rurais. Principalmente devido a essas iniciativas, o número de salas digitais no país aumentou 111% de 2009 para 2010, passando para 1.408. Dessas, 1.095 têm tecnologia 3D.




CINEASTAS DE DESTAQUE

Ken Loach (Ventos da liberdade, À procura de Eric)

Mike Leigh (Segredos e mentiras, O segredo de Vera Drake)

Michael Winterbottom (A festa nunca termina, O preço da coragem)

Mike Newell (Quatro casamentos e um funeral, Harry Potter e o cálice de fogo)

Ridley Scott (Blade Runner, Robin Hood)

Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill, Amor para sempre)

Stephen Frears (Ligações perigosas, A rainha)

Andrea Arnold (Marcas da vida, Fish Tank)

David Yates (Harry Potter e o enigma do príncipe, Harry Potter e as relíquias da morte – P. 1 & 2)

Kenneth Branagh (Hamlet, Thor)

Danny Boyle (Trainspotting, Quem quer ser um milionário?)


PRINCIPAL ÓRGÃO OFICIAL

British Film Institute
www.bfi.org.uk


Fontes: Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory / British Film Institute


PAÍSES