CRESCIMENTO - Um dos países com maior frequência ao cinema do mundo, o México apresentou índices de crescimento significativos em 2010 – conseguindo, assim, se manter como principal mercado da América Latina. O total de ingressos vendidos aumentou 6,5% em relação a 2009 e chegou perto da marca de 190 milhões, enquanto a arrecadação em bilheteria teve alta de 18,4% (alcançando MXN 9 bilhões, ou US$ 714 milhões). A participação de mercado dos filmes mexicanos, no entanto, continua bastante pequena. Em 2010, as 56 produções locais lançadas em circuito conseguiram apenas 6,1% de market share (em 2009, esse índice foi de 7,5%). Nenhum dos filmes mexicanos lançados em 2010 ficou entre os 20 mais vistos, e os títulos americanos continuaram dominando o mercado, com 90% de participação.
CIRCUITO - O circuito exibidor do México é, disparado, o maior da América Latina, com 4,9 mil salas – mais que o dobro do circuito brasileiro, por exemplo. O índice do país é de uma sala para cada 22 mil habitantes, enquanto no Brasil esse mesmo índice é de uma sala para cada 85 mil habitantes. O maior exibidor é o grupo Cinépolis, de Alejandro Ramirez, que iniciou suas operações no Brasil em 2010. A Cinépolis tem grande penetração no interior do México, enquanto o segundo maior grupo do país, o Cinemex, tem forte presença na capital.
DIGITALIZAÇÃO - No ano de 2010, o México viveu um boom de telas digitais, que passaram de 180, em 2009, para 650. Os filmes em 3D, por isso, levaram 19% do total da arrecadação em bilheteria no mesmo ano.
FUNDOS - Em 2010, o governo federal destinou mais de MXN 700 milhões à produção de filmes mexicanos, por meio dos seus diversos mecanismos de apoio. O Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE) é o organismo público encarregado de fomentar o desenvolvimento da atividade cinematográfica nacional. O órgão tem programas de apoio à produção, à promoção, à difusão e à distribuição de películas locais e ao desenvolvimento de roteiros. Para tanto, administra dois fundos: o Fundo para a Produção Cinematográfica de Qualidade (Foprocine), para o cinema experimental de autor, e o Fundo de Investimentos e Estímulos ao Cinema (Fidecine), para projetos mais comerciais.
INCENTIVOS FISCAIS - O México também desenvolveu um programa de incentivos fiscais para a produção, chamado Estímulo Fiscal a Projetos de Investimentos na Produção Cinematográfica Nacional (Eficine 226). Por meio dele, os contribuintes que invistam em projetos de cinema podem obter um crédito fiscal no Imposto de Renda equivalente ao montante investido. Por ano, o Eficine tem capacidade para distribuir MXN 500 milhões. O orçamento dos projetos que usufruam do estímulo não pode exceder MXN 20 milhões.
PRODUÇÃO ESTRANGEIRA - Em 2010, o governo mexicano introduziu um incentivo chamado PRO AV, que devolve até 17,5% do total gasto em produções estrangeiras no país. O modelo atraiu, pelo menos, quatro grandes produções internacionais, entre elas Colombiana, produzida por Luc Besson.
Alejandro Gonzalez Iñarritu (Babel, Biutiful)
Guillermo Del Toro (A espinha do diabo, O labirinto do fauno)
Alfonso Cuarón (E sua mãe também, Filhos da esperança)
Carlos Carrera (O crime do padre Amaro, El traspatio)
Carlos Reygadas (Batalha no céu, Luz silenciosa)
Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE)
www.imcine.gob.mx