ALEMANHA
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MERCADO

UM ANO DE QUEDAS - Depois de bater recordes em 2009, o mercado de cinema alemão enfrentou queda de 13,5% em público. Nem mesmo o avanço do 3D, que provocou um aumento de 9% no preço dos ingressos, pôde compensar a baixa do público, e a arrecadação nas bilheterias também sofreu baixa, de 5,7%. Ainda assim, os filmes em 3D tiveram forte impacto: 11 dos 32 títulos que ultrapassaram a marca de um milhão de ingressos vendidos em 2010 foram exibidos no formato. A participação dessas produções no mercado em termos de público cresceu de 5% para 17%.

MARKET SHARE LOCAL EM BAIXA – Em contraste com os últimos dois anos, em que os filmes nacionais bateram recordes – em 2009, foram quase 40 milhões de espectadores –, a safra alemã de 2010 não alcançou os mesmos resultados, chegando ao fim do ano com 21 milhões de ingressos vendidos (uma queda de quase 50%). Como consequência, o market share do filme nacional passou de 27,4% para 16,8%.

INCERTEZAS NA PRODUÇÃO - Em 2009, o total de filmes alemães lançados atingiu a marca recorde de 219 títulos, mas em 2010 esse número diminuiu para 193. Um dos motivos dessa queda esteve nas incertezas da indústria em relação às bases legais do sistema de financiamento público ao setor. Em 2009, o modelo vigente foi considerado inconstitucional, depois que grupos exibidores apresentaram uma queixa e se recusaram a pagar suas contribuições ao German Federal Film Board (FFA). Eles alegavam condições desiguais em relação às redes de TV, que não precisavam pagar taxas. No início de 2011, no entanto, o Federal Administrative Court aprovou uma emenda sobre o financiamento cinematográfico na qual obrigava as emissoras a também contribuírem com o fundo.

DIGITALIZAÇÃO EM CURSO - Até o fim de 2010, mais de um quarto de todas as salas na Alemanha tinha sido convertido à tecnologia digital. Do total de 4.699 salas, 1.248 são digitais, sendo 1.121 capacitadas para 3D. Depois de não conseguir chegar a um acordo sobre uma solução nacional de digitalização para toda a indústria, o governo lançou um programa, operado pelo German Federal Film Board, para digitalizar as telas em salas pequenas.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

FOMENTO - O German Federal Film Board (FFA), órgão de apoio à atividade cinematográfica na Alemanha, arrecada uma contribuição de exibidores e de distribuidores de homevideo, de provedores de TV e de produtores audiovisuais. O orçamento anual da entidade é de aproximadamente € 76 milhões, repassados à industria por meio de incentivos diretos. As emissoras de televisão públicas e privadas também participam do financiamento ao cinema por meio de acordos com o FFA, estudados caso a caso. Os setores da indústria que contam com financiamento do FFA são: produção de curtas e longas-metragens, desenvolvimento de roteiros, distribuição, exibição e mercado de vídeos. A instituição também tem fundos disponíveis para treinamento de pessoal e pesquisas cinematográficas.

BLOCKBUSTERS LOCAIS - O cinema alemão é forte na produção de filmes com grande apelo de público. A maior parte deles traz no elenco astros populares da televisão e são coproduzidos pelos maiores canais de TV. Em 2010, um ano considerado exceção, com uma safra nacional de pouco apelo, nenhum filme entrou no top ten, masem 2009, por exemplo, três produções alemãs entraram no ranking: a aventura infantil Vicky the Viking (US$ 41,2 milhões de bilheteria), a comédia Rabbit Without Ears 2 (US$ 40,9 milhões), e o drama histórico Pope Joan (US$ 25 milhões).

COPRODUÇÕES - Dos 193 títulos alemães lançados em 2010, 58 (30%) foram coproduções, seja com participação majoritária ou minoritária. Um dos principais parceiros é a França.



CINEASTAS DE DESTAQUE

Caroline Link (A música e o silêncio, Lugar nenhum na África)

Christian Petzold (The State I Am In, Yella)

Fatih Akin (Do outro lado, Soul Kitchen)

Tom Tykwer (Corra, Lola, corra; Triângulo amoroso)

Werner Herzog (O enigma de Kaspar Hauser, O homem urso)

Wim Wenders (Asas do desejo, Pina)

Ülrich Kohler (Montag, Sleeping Sickness)

Til Schweiger (Rabbit Without Ears, Rabbit Without Ears 2)

Michael Haneke (Funny Games, A fita branca)


PRINCIPAL ÓRGÃO OFICIAL

German Federal Film Board
www.ffa.de


Fontes: Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory / German Federal Film Board


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