ÍNDIA
População:
1.216.000.000
Bandeira

MERCADO

PRODUÇÃOApesar da grande força econômica de Hollywood, na verdade o maior mercado de cinema do mundo, tanto em quantidade de filmes produzidos quanto em público, é a Índia. O país tem uma grande tradição cinematográfica que vem desde os anos 1930 e, até hoje, traz uma numerosa produção de grande popularidade. Mais de mil longas indianos são lançados em circuito todos os anos, e o público chega perto da marca de três bilhões de espectadores.

EM QUEDA – Mesmo com números tão expressivos, no entanto, a Índia foi o único dos países de economia emergente em que o cinema sofreu retração em 2010. A arrecadação das bilheterias chegou ao fim do ano com uma queda de 9,5% em relação a 2009 Nos últimos quatro anos, o número de espectadores sofreu quedas consecutivas, passado de 3,9 bilhões em 2006 para 2,7 bilhões em 2010 – uma diferença de 70% (1,2 bilhão de ingressos em números absolutos).

IMPASSEAinda não há consenso em torno das razões desse declínio. Em 2009, houve um problema circunstancial: a atividade sofreu com o boicote dos principais produtores do país, que se recusaram a lançar seus filmes até que fossem atendidas suas exigências para rever a repartição das receitas junto aos exibidores. Mas também é fato que o mercado indiano vive um momento de impasse e transformação a partir da chegada do formato multiplex e o início da modernização do circuito exibidor. Não se sabe, ainda, qual será o impacto dessa mudança para o cinema indiano.

EXIBIÇÃO - O parque exibidor da Índia é composto por um grande número de cinemas de apenas uma sala, que ocupam sobretudo o sul do país e só exibem filmes nacionais, sendo que muitas dessas produções são regionais, faladas em dialetos específicos, locais. Os poucos complexos modernos estão situados nas grandes cidades e sua arrecadação tem sido a fonte primária de receitas para os filmes americanos. Mas, por enquanto, apesar de as produções norte-americanas terem aumentado significativamente sua presença nas telas, o fato é que elas ainda não conseguiram crescer sua participação de mercado, que continua em torno de 5% e 7%. O preço médio do ingresso (p.m.i.) nas salas multiplex é quatro vezes maior do que nas salas antigas, o que, diante da desiguladade de renda do país, talvez ajude a explicar a dificuldade de uma expansão mais rápida desse novo modelo.

DIGITALIZAÇÃO – Das 10 mil salas da Índia, apenas 279 estão equipadas com a tecnologia digital que atende aos padrões hollywoodianos (DCI). Dessas, 130 estão aptas para o formato 3D. Por outro lado, há 3,6 mil salas que dispõem do chamado “e-cinema”, que, com custo e resolução menores, atendem às demandas dos filmes nacionais.

BOLLYWOOD – A produção indiana costuma ser chamada de Bollywood - uma contração das palavras Bombaim, cidade que tem uma grande concentração de companhias produtoras, e Hollywood. No entanto, os filmes desse pólo respondem por apenas cerca de 30% do total de títulos, já que a grande maioria é realizada por companhias independentes e regionais. Os filmes indianos costumam contar histórias de triângulos amorosos e trazem muitos números de música e dança. São espetáculos de longa duração, com mais de três horas, exibidos com intervalo.

INTERNACIONALIZAÇÃO – Apesar de o cinema indiano ter um interesse estritamente local, a exportação de filmes no país vem aumentando desde 2006, a ponto de já representar 10% do faturamento dos produtores. Isso se explica pelo interesse de pequenos distribuidores que lançam os filmes em comunidades de imigrantes principalmente nos EUA e na Inglaterra.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

REGULAÇÃO – A iniciativa privada domina a produção, no entanto, em 2000, o governo criou a National Film Development Corporation (NFDC), que substituiu a anterior e menos eficaz Film Finance Corporation. O órgão tem como principais objetivos planejar, promover e organizar o desenvolvimento da indústria do cinema indiano.

FESTIVAISA maior parte dos filmes indianos que participam dos grandes festivais internacionais de maior prestígio é feita por diretores que não vivem no país, como Mira Nair, Deepa Mehta e Gurinder Chadha. Quase todos eles são viabilizados graças a coproduções internacionais.




CINEASTAS DE DESTAQUE

Sanjay Leela Bhansali (Three Idiots)

Rajkumar Hirani (Devdas)

Karan Johar (My Name is Kahn)

Buddhaded Dasgupta (Diary of a Naughty Girl)

Mira Nair (Um casamento à indiana)


PRINCIPAL ÓRGÃO OFICIAL

National Film Development Corporation
www.nfdcindia.com


Fontes: Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory / Cinema no Mundo – Indústria, política e mercado. Ásia – volume III, Iniciativa Cultural, 2007 / Film Business Asia, Cannes Special Edition, May 2011


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