MERCADO – O mercado chileno vive um bom momento nos últimos anos e continua crescendo ano a ano. Em 2010, o cinema no país teve público total de 13,3 milhões, um aumento de quase 12% em relação a 2009. Já a arrecadação em bilheteria teve um crescimento de 4%, fechando 2010 em US$ 69,2 milhões.
MARKET SHARE – O cinema nacional, no entanto, tem perdido espaço. De 2009 para 2010, sua participação no mercado caiu de 3,7% para 2,1%. Nos últimos três anos, essa queda no market share nacional foi de 75% (em 2007, o cinema chileno chegou a deter 8,4% do mercado cinematográfico). O número de filmes locais produzidos ficou praticamente estável, em 15 títulos, apenas uma a mais que em 2009.
LEGISLAÇÃO – No Chile, não existem incentivos fiscais exclusivos para a produção audiovisual, mas há diversas fontes nacionais de financiamento com recursos designados por meio de editais públicos. Atualmente, a principal fonte de recursos para a atividade cinematográfica é o Fundo de Fomento Audiovisual, criado no âmbito do Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CNCA). Desde 2005, por meio de suas distintas linhas e modalidades, o fundo financiou 817 projetos, com um orçamento total de dois milhões de pesos. O dinheiro do fundo, por lei, deve se destinar ao apoio à produção e à pós-produção de obras audiovisuais de longa e curta-metragem, documentários e animação; conceder subvenções ao desenvolvimento de roteiros e à pré-produção; apoiar projetos referentes à promoção, à distribuição, à difusão e à exibição das obras audiovisuais nacionais; e apoiar a formação profissional no setor, entre outros.
FOMENTO – Além desse fundo, o governo mantém ainda o Programa de Fomento al Cine y a la Industria Audiovisual de la Corporación de Fomento de la Producción (CORFO), uma agência estatal para impulsionar a atividade produtiva nacional. Por meio do programa, o Estado promove a execução de projetos de empresas produtoras e distribuidoras, destinados à exploração cinematogrática e televisiva, que gerem oferta de produtos audiovisuais em volume e qualidade suficientes para as exigências dos mercados nacional e internacional.
OUTRAS FONTES – O cinema ainda pode se beneficiar de fontes de recurso voltadas para a arte em geral, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Nacional (para projetos culturais) e o Fundo da Direção de Assuntos Culturais do Ministério de Relações Exteriores. A Lei de Doações Culturais, que permite a empresas fazer doações em dinheiro a instituições educacionais ou culturais em troca de abatimentos na declaração de impostos, oferece ainda outra possibilidade de recursos para o setor. O Conselho Nacional da Cultura e das Artes, além de administrar o Fundo de Fomento Audiovisual, disponibiliza um conjunto de benefícios e serviços que buscam apoiar o desenvolvimento, o fomento, a difusão, a proteção e a preservação de obras audiovisuais nacionais e da indústria audiovisual, assim como a pesquisa e o desenvolvimento de novas linguagens. O Conselho também é responsável por ações estratégicas, como políticas para formação de público e o desenvolvimento da atividade em nível regional.
DIGITALIZAÇÃO – De cerca de 300 salas de exibição no Chile, apenas 45 têm tecnologia digital, o que representa 15% do parque exibidor do país.
COPRODUÇÃO – O Conselho Nacional da Cultura e das Artes apoia projetos de coprodução, pois considera que os acordos firmados entre dois ou mais países facilitam a realização de obras cinematográficas que podem contribuir para as indústrias de todos os países envolvidos. Os filmes realizados em coprodução são considerados nacionais pelas autoridades do país. Atualmente, o Chile tem tratados de coprodução com Argentina, Brasil, Canadá, França e Venezuela.
Andrés Wood (Machuca, Violeta se fue a los cielos)
Patrício Guzman (A batalha do Chile, Nostalgia da luz)
Alejandro Jodorowski (El topo, Santa Sangre)
Pablo Larrain (Tony Manero, Post Mortem)
Cristian Jimenez (Ilusões óticas, Bonsai)
Gonzalo Justiniano (B-Happy, Alguien a visto a Lupita?)
Miguel Littin (Los náufragos, Dawson Isla 10)
Consejo Nacional de la Cultura y las Artes (CNCA)
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