COLÔMBIA
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MERCADO

EM ALTA – Depois de um período de declínio, o mercado de cinema na Colômbia recuperou-se em 2010, com uma arrecadação de bilheteria 38% superior à de 2009 e um aumento de 24% em público.

PRODUÇÃO – A Colômbia é o quarto país da América Latina em número de filmes produzidos por ano, depois da Argentina, Brasil e México. A produção local tem crescido, ainda que lentamente, desde a aprovação da Lei de Cinema, em 2003. O número de filmes nacionais lançados comercialmente ficou praticamente estável nos últimos três anos. Em 2010, dez produções locais estrearam nas salas de cinema.

MARKET SHAREApesar de o market share do cinema nacional ter se mantido praticamente estável de 2009 para 2010 (4,8%), a expectativa é que em 2011 essa participação aumente, já que no início do ano as produções nacionais tiveram ótimo desempenho. No fim de 2010, a comédia El paseo, de Harold Trompetero, já tinha faturado US$ 7,5 milhões e ainda seguia em cartaz. Desde 2006, quando o drama Sonar no cuesta nada, de Rodrigo Triana, arrecadou US$ 6 milhões, não houve outro blockbuster nacional.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

LEI DE CINEMA – O governo disponibiliza financiamento público para produções e coproduções nacionais por meio do Fundo de Desenvolvimento do Cinema criado pela Lei do Cinema, estabelecida em 2003. O fundo apoia todas as etapas da cadeia cinematográfica, como desenvolvimento de roteiros, produção, pós-produção e distribuição, assim como concede incentivos automáticos para a promoção e a participação de filmes nacionais em festivais de cinema. O fundo conta com investimentos aproximados de US$ 8 milhões anuais, que se somam a outros incentivos como: dedução de impostos por investimentos em filmes nacionais; isenção de até 50% no imposto de renda de companhias envolvidas com cinematografia; desconto no imposto de renda dos grupos que exibem filmes nacionais; isenção do imposto de vendas (IVA) nos ingressos de cinema; apoios econômicos não reembolsáveis; “Titularização” de projetos cinematográficos (dividir um projeto em títulos negociáveis em bolsa).

INVESTIMENTOSO país tem feito um grande esforço para estimular a produção, com um investimento concentrado em poucos títulos selecionados anualmente por um júri internacional.

DIGITALIZAÇÃO – A penetração do cinema digital na Colômbia ainda é baixa. De um total de 609 salas de exibição, apenas 97 detinham a tecnologia até o final de 2010.

COPRODUÇÕES – Um dos objetivos do governo é incentivar as coproduções e a incorporação de talentos estrangeiros em produções locais, de forma a conseguir mais circulação em outros países latinoamericanos. O governo da Colômbia trabalha atualmente numa proposta para um novo plano de incentivos fiscais especialmente designados para produções internacionais, além de tentar atrair estúdios para o país. A Fox foi o primeiro estúdio a produzir em território colombiano, o que foi um marco para a indústria local, que sempre foi um tabu no mercado internacional devido às questões relacionadas ao tráfico de drogas.




CINEASTAS DE DESTAQUE

Carlos Moreno (Perro come perro, Todos tus muertos)

Rodrigo Garcia (Coisas que eu poderia dizer só de olhar para ela, Passageiras)

Ciro Durán (La nave de los sueños, La toma de la embajada)

Ciro Guerra (La sombra del caminante, Los viajes del viento)

Sergio Cabrera (La estrategia del caracol, Ilona llega con la lluvia)

Lisandro Duque Naranjo (Los niños invisibiles, Los actores del conflicto)

Victor Gaviria (La vendedora de rosas, Sumas y restas)


PRINCIPAIS ÓRGÃOS OFICIAIS

Dirección de Cinematografía del Ministerio de Cultura
www.mincultura.gov.co

Proimágenes en Movimiento
www.proimagenescolombia.com


Fontes: Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory / "Incentivos fiscales para la producción y coproducción audiovisual en Iberoamérica, Canadá y EE.UU" Steve Solot, 1ª edição, LATC, Rio de Janeiro, 2009 / Dirección de Cinematografía del Ministerio de Cultura / Variety, May - 2011, Spotlight: Colombia


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