POTÊNCIA – Mesmo com uma preocupante tendência de queda de público, os Estados Unidos continuam sendo uma das maiores potências cinematográficas do mundo. Com todas as transformações e ameaças que têm afetado o mercado theatrical nos últimos anos, os números do setor ainda impressionam. Em 2010, o faturamento nas bilheterias nos EUA e no Canadá (mercados reunidos em um mesmo território pela MPAA, que só disponibiliza os resultados dos dois países consolidados) chegou a US$ 10,6 bilhões, e o total de ingressos vendidos foi de 1,34 bilhão (estima-se que os EUA respondam por 92% desses totais). Em relação a 2009, o público total caiu 5,6%, mas a renda conseguiu se manter estável em função do aumento de 5,2% no preço médio do ingresso, justificado, principalmente, pelo avanço do 3D, para o qual os exibidores cobram um preço mais caro (premium).
EXPANSÃO DO 3D – Em 2010, o 3D se expandiu de forma significativa: ao todo, foram 25 títulos lançados no formato, e, com a retomada do processo de digitalização do circuito, o número de salas 3D mais do que duplicou. Como consequência, a participação de mercado das produções em 3D passou de 11% em 2009 para 21%.
PRODUÇÃO – Em termos de volume de produção, o cinema americano tem se mantido relativamente estável nos últimos três anos, depois de uma redução significativa em 2008, quando a crise afetou drasticamente o setor. Em 2010, 560 filmes foram lançados comercialmente no circuito, sendo que 141 foram produzidos pelos estúdios associados à Motion Pictures Association of America (Disney, Paramount, Sony, Fox, Universal, Warner). Os dados indicam, porém, que algumas mudanças importantes têm atingido o setor. Por um lado, o número de filmes de grande orçamento e de médio porte vem se reduzindo ano a ano, com os grandes estúdios concentrando seus investimentos em poucos blockbusters,enquanto o número de produções independentes, que havia caído drasticamente com a crise financeira de 2008, voltou a crescer.
DIGITALIZAÇÃO – Paralisada pela crise financeira de 2008, a digitalização do circuito de salas nos EUA foi retomada a todo vapor. De 2009 para 2010, a quantidade de salas com projeção digital no país saltou 114%, totalizando 15.774 (40% do total). Pelo segundo ano consecutivo, o número de salas 3D mais do que duplicou, chegando a 7.937.
SETOR ESTRATÉGICO – Apesar de não dispor de um órgão regulador, o cinema sempre foi considerado pelo governo uma atividade estratégica, já que a indústria audiovisual do país gera mais de 2,4 milhões de empregos e tem grande penetração no mercado externo. O setor de comunicação, por sua vez, conta com a FCC (Federal Communications Commission), que regula as comunicações via televisão, rádio, satélite e cabo.
INSTITUIÇÕES – Do ponto de vista institucional, a atividade se organizou em entidades de grande influência como a Motion Pictures Association of America (MPAA), que junta os seis maiores estúdios e defende seus interesses econômicos e políticos, além de ser responsável pelo sistema de classificação indicativa dos filmes (ratings), e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que reúne profissionais do setor, criou um dos prêmios de maior influência mundial, o Oscar.
AÇÃO – Mesmo sem regulação oficial, a história do cinema americano é marcada por impasses resolvidos na justiça. O caso mais famoso foi uma ação antitruste movida pelo governo no fim dos anos 30 sob a alegação de que o controle dos estúdios sobre a distribuição e a exibição constituía uma restrição ao comércio segundo a Lei Sherman. As ações duraram quase dez anos e chegaram ao fim em 1948, quando os estúdios foram obrigados a se desfazer dos cinemas e acabar com as negociações em pacotes.
PÚBLICO – Tradicionalmente, o mercado americano é medido pelos resultados de bilheteria - por isso, há pouca informação sobre o público. Sabe-se, no entanto, que na era de ouro de Hollywood, antes da entrada da televisão, a frequência era muito maior. Segundo o livro O grande filme, de Edward Jay Epstein, em 1947, quando a população era de 143,4 milhões e o preço do ingresso em torno de US$ 0,25, o público de cinema nos EUA foi de 4,7 bilhões.
Steven Spielberg (ET - O extraterrestre, A lista de Schinlder)
James Cameron (Titanic, Avatar)
Clint Eastwood (Os imperdoáveis, Menina de ouro, Gran Torino)
Martin Scorsese (Taxi Driver, Os infiltrados)
Woody Allen (Tudo pode dar certo, Meia-noite em Paris)
Quentin Tarantino (Pulp Fiction, Bastardos inglórios)
John Lasseter (Toy Story, Cars)
Christopher Nolan (Batman – O cavaleiro das trevas, A origem)
George Lucas (Guerra nas estrelas, Loucuras de verão)
Motion Pictures Association of America (MPAA)
www.mpaa.org
American Film Institute
www.afi.com
Academy of Motion Pictures Arts and Ciences
www.oscars.org