AUSTRÁLIA
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MERCADO

CRESCIMENTO – O cinema na Austrália tem conseguido bons índices de crescimento nos últimos anos. Em 2010, 403 filmes foram lançados, alcançando uma bilheteria de AUD 1,13 bilhão, a maior da história do país. Como na maioria dos mercados cinematográficos, essa alta foi puxada principalmente pelo aumento de salas e títulos com tecnologia 3D.

MARKET SHAREDos mais de 400 filmes lançados, apenas 43 foram produções nacionais, responsáveis por AUD 50,6 milhões da bilheteria, apenas 4,5% do total. O market share do cinema australiano continua sendo um dos mais baixos do mundo. Apesar disso, o ano de 2010 foi considerado bom para os filmes australianos. Nove deles conseguiram arrecadar mais de AUD 2 milhões (algo que não se repetia há uma década). Amanhã, quando a guerra começou (Tomorrow, When the War Began) foi o primeiro em bilheteria entre as estréias locais, com AUD 13,5 milhões. Animal Kingdom, vencedor do Sundance Film Festival de 2010, ficou em terceiro lugar, com AUD 4,9 milhões. A audiência do mercado como um todo também foi a melhor desde 2002, com 92 milhões de ingressos vendidos.

FREQUÊNCIA – Com uma média anual de 4,14 ingressos por pessoa, a Austrália continua sendo um dos países com a maior freqüência ao cinema do mundo.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

LEGISLAÇÃO – Screen Australia é o órgão do governo federal para financiamento direto da indústria cinematográfica nacional. A entidade foi criada em 2008, assumindo todas as funções e apropriando-se das dotações orçamentárias de todas suas agências anteriores: Australian Film Commission (AFC), Film Finance Corporation Australia (FFC) e Film Australia Limited. A instituição oferece recursos para desenvolvimento, produção e comercialização de conteúdo audiovisual australiano, bem como para o desenvolvimento de profissionais e produções cinematográficas. O organismo também apóia projetos de grupos aborígenes de conteúdo diferenciado. O financiamento dos projetos é geralmente concedido para os cineastas profissionais com algum nível de experiência no setor, dependendo do programa. Além disso, Screen Australia tem um programa de financiamento dedicado ao plano de marketing das produções, que inclui recursos para a participação do filme em festivais internacionais, confecção de material promocional e distribuição local.

INCENTIVO FISCAL – Em 2007, o governo do país implantou o “producer offset” (compensação do produtor, na tradução em português), que se trata da devolução de até 40% em taxas pagas ao governo por produções audiovisuais nacionais qualificadas (cinema e TV) ou co-produções oficiais.

INDEPENDENTES – Enquanto o “producer offset”, que requere um orçamento mínimo por projeto para ser concedido, objetiva apoiar projetos maiores e mais comerciais, produções de menor porte, mais artísticas, dependem dos subsídios diretos da Screen Australia. Em maio de 2011, Screen Austrália aprovou um orçamento de AUD 13 milhões em investimentos diretos na produção audiovisual do país para os próximos quatro anos. Já o “producer offset” proporcionou mais de AUD 320 milhões em apoio do governo para a indústria desde a sua criação.

DIGITALIZAÇÃO – O número de telas com tecnologia digital aumentou significativamente de apenas 27, em 2006, para 452, em 2010, aumentando a penetração do cinema digital no país para 23%. Nesse sentido, Screen Australia tem um programa especial para incentivar o conhecimento, a experiência e as atividades em conteúdo audiovisual com tecnologia digital no país, o Digital Ignition. O programa ajuda profissionais do setor a explorar as oportunidades que a digitalização oferece – como novas ferramentas para contar as histórias e distintas plataformas para alcançar o público –, desenvolvendo planos de financiamento e modelos de receitas e de formação de profissionais especializados na área. Para tanto, colabora com a elaboração de projetos que envolvam tecnologia digital e organiza um workshop anual sobre o tema.

COPRODUÇÕES – Apesar dos descontos de imposto de 15% em locação e pós-produção outorgados pelo governo da Austrália, a taxa de câmbio do dólar australiano continua a ser o elemento-chave na atração de investimento estrangeiro para a indústria cinematográfica local. Para estimular as co-produções, o governo abriu ainda a possibilidade de que esses tipos de projetos possam usufruir do “producer offset”. Desse modo, produções cinematográficas ou televisivas feitas sob as regras dos convênios oficiais de co-produção podem automaticamente solicitar a compensação de imposto concedida pelo programa. As demais produções executadas em conjunto com a Austrália devem passar por um teste de conteúdo para terem o direto de solicitar o benefício. O país tem acordos de co-produção com Canadá, China, Alemanha, Itália, Irlanda, Israel, Singapura, Reino Unido, França e Nova Zelândia. O maior parceiro em número de projetos é o Canadá.




CINEASTAS DE DESTAQUE

Baz Luhrmann (Vem dançar comigo, Moulin Rouge, Austrália)

George Miller (Mad Max, Happy Feet)

Stephan Elliot (Priscilla, a rainha do deserto; Bons costumes)

Rolf de Heer (Bad Boy Bubby, Dance me to my Song)

Phillip Noyce (Terror a bordo, Geração roubada)

Peter Weir (A testemunha, Caminho da liberdade)

P.J. Hogan (O casamento de Muriel, O casamento do meu melhor amigo)

Bruce Beresford (Conduzindo Miss Daisy, O último dançarino de Mao)


PRINCIPAIS ÓRGÃOS OFICIAIS

Screen Australia
www.screenaustralia.gov.au

Australian Film Institute
www.afi.org.au

Ausfilm
www.ausfilm.com.au


Fontes: Screen Australia, www.screenaustralia.gov.au / Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory


PAÍSES