PRODUÇÃO NACIONAL - Um dos países que mais incentivam e protegem o cinema, a França tem o mercado cinematográfico mais forte da Europa e também o maior market share nacional do continente (35,7% em 2010). Em 2010, a produção francesa atingiu seu recorde: foram 261 filmes locais lançados em circuito (31 a mais que em 2009). O investimento na produção, depois de cair para € 1,1 bilhão em 2009, voltou a crescer e somou € 1,4 bilhão em 2010, dos quais 40% (€ 575,8 milhões) vieram do CNC. Três filmes franceses ficaram entre os dez mais vistos do ano: Les petits mouchoirs, de Guillaume Canet, com 5,3 milhões de espectadores, Camping 2, com 3,9 milhões, e Como arrasar um coração (L’arnacoeur), com 3,7 milhões.
RENDA RECORDE - Os números do mercado em 2010 quebraram recordes pelo segundo ano consecutivo. O público total no país chegou a 206,3 milhões – o maior desde 1967 –, o que representou um aumento de 5,6% em relação a 2009. A arrecadação de bilheteria, por sua vez, atingiu a marca de € 1,3 bilhão. Os 24 filmes em 3D exibidos no ano contribuíram significativamente para esse aumento, sendo responsáveis por aproximadamente 16% do total de ingressos vendidos.
DIGITALIZAÇÃO - A transição digital está sendo conduzida com intensa atuação do governo, pro meio do CNC. A entidade tem um programa dedicado à digitalização do cinema e receberá do governo francês, pelos próximos três anos, € 125 milhões para um fundo específico, com o propósito de apoiar pequenos exibidores. Em 2010, os subsídios para o French Digital Plan somaram €10 milhões. Além disso, o sucesso comercial dos filmes em 3D estimulou quase todas as grandes cadeias exibidoras a investir alto na conversão de suas salas. O número de salas digitais no país mais que dobrou em 2010, fechando o ano com 1.860 salas (34% do total). Dessas, 1.476 são 3D.
MODELO - O modelo francês de regulação e fomento à atividade cinematográfica é considerado um dos mais completos do mundo. O país foi um dos primeiros a criar um órgão governamental voltado para o setor, o Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC), fundado em 1946, logo após a Segunda Guerra. A receita do CNC é derivada de três fontes principais: taxação sobre o faturamento das TVs, sobre o homevideo e sobre os ingressos de cinema.
COTAS - Os canais de TV aberta, quando exibem pelo menos 52 longas-metragens por ano, devem dedicar no mínimo 3,2% de sua receita anual à produção de filmes europeus, dos quais 2,4% devem ser para obras faladas em francês. Esses recursos devem ser aplicados em pré-compra de direitos de transmissão, partes de ações do produtor e despesas com distribuição em cinemas. Além disso, três quartos do total de 3,2% devem ser investidos em produções independentes. A regulamentação do CNC para proteger o cinema inclui ainda obrigações para canais de televisão como cotas de exibição, número limite de longas-metragens na programação, restrição de horário para filmes na programação, período limite (janela) entre a exibição do filme no cinema e na televisão paga e aberta.
FUNDOS - Criada em 1985, a Société pour le Cinéma et du Financement de l'Audiovisuel Company (SOFICA) é um conjunto de sociedades anônimas que agem como fundos de investimentos, cuja única atividade é o financiamento de filmes e obras audiovisuais aprovados pelo CNC. As empresas que integram a SOFICA contribuíram, em 2010, para custear 105 filmes, somando € 48,8 milhões em investimentos totais.
COPRODUÇÕES - O crescimento do número de filmes produzidos em 2010 foi puxado principalmente pelo aumento das coproduções internacionais, quando 45% (118 filmes) do total de longas produzidos foram coproduções com 36 países diferentes. Ao todo, a França tem acordos com 45 países, sendo o Canadá seu principal parceiro.
Luc Besson (Nikita, Arthur e os Minimoys)
Jean Pierre Jeunet (O fabuloso destino de Amelie Poulin, Micmacs – Um plano complicado)
François Ozon (Ricky, Potiche – Esposa troféu)
Xavier Beauvois (Le petit lieutenant, Homens e deuses)
Philippe Garrel (Amantes constantes, Un été brulant)
Jean-Luc Godard (Filme socialismo, Acossado)
Jaques Rivette (Defesa secreta, Quem sabe?)
Michel Hazanavicius (OS 117, O artista)
Christophe Honoré (As canções de amor, Les bien aimés)
Alain Resnais (Amores parisienses, Ervas daninhas)
Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC)
www.cnc.fr