COREIA DO SUL
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MERCADO

COTA DE TELA - Forte território cinematográfico do continente asiático, a Coreia tem uma produção robusta, bancada majoritariamente pela iniciativa privada e capaz de sobreviver de seu próprio mercado. O governo mantém uma rigorosa política de cota de tela (ainda que nos últimos anos ela tenha se tornado mais branda), e o país traz um dos maiores índices de participação de mercado para filmes locais do mundo (geralmente em torno de 45%).

3D - Em 2010, o público de cinema sofreu queda de 6,5% (com 146,8 milhões de ingressos vendidos), mas a expansão das salas e dos filmes em 3D, com seus ingressos mais caros, fez com que a arrecadação nas bilheterias aumentasse 5,1%, fechando em US$ 992 milhões. Puxados por Avatar, que quebrou todos os recordes de bilheteria do país, os filmes em 3D ficaram com 16,5% do total da arrecadação em 2010. Em 2009, esse percentual foi de apenas 2,2%.

PRODUÇÃO NACIONAL -A produção continua sua tendência de crescimento, tendo alcançado um novo recorde em 2010, com 152 filmes lançados em circuito. Enfrentando problemas contínuos de rentabilidade causados pelo aumento dos orçamentos das produções, por um lado, e pela crise do mercado de DVD, do outro, a indústria local teve que reduzir o custo médio de suas películas a quase a metade, passando de US$ 3,5 milhões para US$ 1,9 milhão. Ainda assim, as produções nacionais garantiram um market share de 46,5%, um pouco menor que o dos filmes americanos (47,3%). O marketing de filmes sul-coreanos dentro do país e no mercado asiático se concentra nos atores, que, em sua maioria, atuam em novelas locais exibidas em todo o continente.

DIGITALIZAÇÃO - Até o fim de 2010, cerca de 60% das salas de exibição da Coreia do Sul já tinham sido convertidas à projeção digital, somando 1.221. Dessas, 573 contam com tecnologia 3D. O circuito coreano é um dos mais avançados no processo de digitalização, com expectativa de chegar a 95% de salas digitalizadas até o fim de 2011.

COPRODUÇÃO - Os estúdios nacionais buscam mercados externos para crescer. Os principais parceiros são seus vizinhos mais próximos, China e Japão, com os quais a Coreia tem mais em comum culturalmente. Como os mercados para filmes em coreano são limitados, produtores locais têm trabalhado na oferta de conteúdo e talento nacionais como base para projetos rodados em inglês com parceiros hollywoodianos. Além disso, o Kofic também investe US$ 2 milhões adicionais para criar um fundo de US$ 8 milhões somente para coproduções.

LEGISLAÇÃO E REGULAÇÃO

PRESTÍGIO - Além de ter grande participação em seu próprio mercado, o cinema coreano alcançou reconhecimento artístico nos principais festivais de cinema do mundo. Um bom exemplo é O hospedeiro (2006), blockbuster local com mais de 11 milhões de ingressos vendidos, que fez sucesso na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Outro cineasta de prestígio internacional é Park Chan Wook, vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes em 2004, por Oldboy.

REGULAÇÃO - A Korean Film Comission (Kofic) é o principal órgão estatal de promoção do cinema nacional. Desde julho de 2007, o Kofic tem administrado o Fundo pelo Desenvolvimento do Cinema, de US$ 430 milhões, com o objetivo de promover e apoiar a indústria cinematográfica sul-coreana. O fundo é composto de US$ 172 milhões oriundos do governo, outros US$ 172 milhões provenientes da arrecadação em bilheteria e US$ 86 milhões de um outro fundo de cinema já existente, gerado por uma taxação no preço do ingresso entre 2007 e 2014.  A maior parte do financiamento concedido pelo Kofic é direcionada a projetos de orçamentos baixos, como produções independentes, animações e curtas-metragens.

PIRATARIA - Os altíssimos índices de pirataria na Coreia do Sul praticamente acabaram com o mercado de homevideo no pais. Recentemente, o governo e setores da indústria lançaram uma campanha nacional denominada Good Download Campaign.




CINEASTAS DE DESTAQUE

Park Chan Wook (Old Boy, Sede de sangue)

Bong Joon-ho (O hospedeiro, Mother – A busca pela verdade)

Hong Sang-soo (Woman is the Future of Man, The Day he Arrives)

Kim Jee-Woon (A Bittersweet Life, The Good, the Bad and the Weird)

Na Hong-Jin (The Chaser, The Murderer – The Yellow Sea)

Kim Ki Duk (Primavera, verão, outono, inverno, A casa vazia


PRINCIPAL ÓRGÃO OFICIAL

Korean Film Comission (Kofic)
www.koreanfilm.or.kr


Fontes: Focus, Marché Du Film 2011, European Audiovisual Observatory / Film Business Asia, Cannes Special Edition, May 2011 / Cinema no mundo – Indústria, política e mercado, Ásia, Volume III, 2007 / Variety, Scout & About, Korea, May, 2011 / Korean Film Comission (Kofic)


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