Cine Araújo e Grupo Vila Rica compram a rede UCI no Brasil

Cine Araújo e Grupo Vila Rica compram a rede UCI no Brasil

Redação
25 ago 26

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A rede de cinemas UCI está trocando de dono no Brasil. A informação foi revelada pela coluna Capital, do jornal O Globo, e confirmada pela Filme B: a Harbor Lights Entertainment (HLE) — companhia americana controlada pela família Ellison e pela RedBird Capital, mesma dupla que comanda a Paramount Skydance — fechou a venda das marcas UCI e UCI Kinoplex no país. A segunda é operada em sociedade com o grupo Severiano Ribeiro. No total, o negócio reúne 25 complexos e mais de 200 salas espalhadas por 11 estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo.

A compradora é uma joint venture formada pela rede paulista Cine Araújo, do empresário Marcos Silva Araújo, e pelo Grupo Vila Rica, dono da mineira Cineart e da distribuidora Cineart Filmes. O jornal informou ainda que a negociação se estendeu por mais de um ano e foi disputada, com ao menos uma outra proposta na mesa dos americanos. Procurada pela coluna, a UCI não comentou. A Filme B também procurou Araújo e aguarda resposta.

Um ponto ainda em aberto são os quatro cinemas da bandeira UCI Orient, na Bahia, cuja inclusão no negócio permanece indefinida.

Com a aquisição, a Cine Araújo passa à frente de Cinesystem e Kinoplex e se torna a terceira maior rede do país em número de salas, atrás apenas de Cinemark e Cinépolis. Somadas as operações, o grupo chegaria a mais de 430 salas de exibição no Brasil.

Atualmente, a Cine Araújo mantém 29 espaços de cinema em dez estados, muitos deles no interior, em cidades como Volta Redonda e Cabo Frio, no Rio, além de Campinas (SP) e Londrina (PR). Já a Cineart concentra suas operações exclusivamente em Minas Gerais. O valor da transação não foi divulgado.

A UCI integrava a HLE, empresa que até recentemente se chamava National Amusements e que deu origem ao império de mídia da família Redstone — além das redes de cinema, o grupo chegou a deter 77% da Paramount. Em 2024, David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison (Oracle), acertou a compra da National Amusements(concluída em 2025) e, na sequência, costurou a fusão de sua Skydance com o estúdio de Hollywood, operação que superou US$ 8 bilhões e teve a RedBird Capital como parceira.

Rebatizada de HLE após o negócio, a holding seguiu sob controle conjunto dos Ellison e da RedBird, operando salas na Argentina, no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos sob as bandeiras Showcase, Multiplex e UCI. Agora, a companhia vem se desfazendo desse portfólio em vários mercados: nos EUA, acaba de repassar 13 unidades da Showcase ao grupo belga Kinepolis por US$ 30 milhões, e na América Latina busca comprador também para os cinemas argentinos.

Enquanto se afasta da exibição, os donos da Paramount tentam emplacar a fusão do estúdio com a rival Warner Bros.