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Puxada por 'Minha melhor amiga' e 'Resident Evil', semana atrai mais de 2,5 milhões

Puxada por 'Minha melhor amiga' e 'Resident Evil', semana atrai mais de 2,5 milhões

Fabiano Ristow
24 set 26

Imagem destaque

Divulgação

'Minha melhor amiga' e 'Resident Evil'

A cine-semana de 17 a 23 de setembro levou 2,52 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e somou R$ 54 milhões em renda, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025. O resultado foi puxado por Minha melhor amiga (Paris), que passou dos 4,3 milhões de espectadores em sua terceira semana, e pela estreia de Resident Evil (Sony). Juntos, os dois títulos responderam por 71% dos ingressos vendidos e por 70% da renda do período.

Terceira semana na liderança

A comédia dirigida por Susana Garcia, com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, vendeu 1,15 milhão de ingressos na semana e arrecadou R$ 24 milhões, o equivalente a 45,5% de todo o público do período. Com isso, chegou a 4,3 milhões de espectadores e R$ 72 milhões acumulados em 21 dias. O circuito também cresceu: o filme, que estreou em 3 de setembro no que foi o maior lançamento de um filme brasileiro em número de salas (1.531), ocupou nesta terceira semana 1.574 salas em 792 cinemas.

Resident Evil fechou a primeira semana com 637 mil ingressos vendidos e R$ 14 milhões.

Entre os demais lançamentos, Antártida (Paris) ficou em 7º lugar, com 38,7 mil espectadores e R$ 803 mil. A animação Gatos no museu 2: Tesouros do Egito (Imagem) estreou em 10º, com 28 mil espectadores e R$ 590 mil, e No limite da justiça (Diamond) somou 17 mil espectadores e R$ 434 mil.

Na sequência vieram Masha e os ursos (A2 Filmes), com 7,2 mil espectadores em 186 cinemas e Três vezes adeus (Autoral Filmes).

Em pré-estreias, A ilha esquecida (Universal) reuniu 11,7 mil espectadores e já soma 81 mil ingressos e quase R$ 1 milhão antes do lançamento, hoje.

Marcas dos filmes em cartaz

Em 3º lugar, Homem-Aranha: Um novo dia (Sony) vendeu 316 mil ingressos e R$ 6,8 milhões em sua oitava semana. O filme superou a marca dos 18,6 milhões de espectadores, com renda acumulada de R$ 408,3 milhões. Ainda mantém o posto do terceiro filme mais visto da história no Brasil.

A Odisseia (Universal), de Christopher Nolan, completou dez semanas em cartaz com 54 mil espectadores e R$ 1,5 milhão na semana. Com isso, passou dos R$ 130 milhões de renda (R$ 130,5 milhões) e chegou a 5,33 milhões de espectadores.

Na segunda semana, Da magia à sedução: Feitiço de amor (Warner) e Código: Vingança (Paris) ultrapassaram os R$ 5 milhões de renda. O primeiro soma 371 mil espectadores e R$ 5,4 milhões; o segundo, 394 mil espectadores e R$ 5,1 milhões. Também na segunda semana, A maravilhosa árvore encantada (Diamond) superou os R$ 3 milhões e chegou a 234 mil espectadores.

Coyote vs. Acme (Paris) passou dos 500 mil espectadores em sua quarta semana e soma 507 mil ingressos e R$ 9,1 milhões. A mesma marca foi atingida por O convite (O2 Play), que, na 11ª semana, chegou a 501 mil espectadores e R$ 13,4 milhões.

Balanço da semana e do ano

Os R$ 54 milhões e 2,52 milhões de ingressos colocam a cine-semana abaixo da média semanal do ano, de R$ 61,2 milhões e 2,84 milhões de espectadores, que é puxada pelas semanas de grandes lançamentos, como a de 30 de julho (R$ 175,9 milhões e 7,79 milhões de espectadores), e pela própria Semana do Cinema de setembro.

A comparação com a semana anterior (10 a 16 de setembro) também é afetada pela promoção: com ingressos a partir de R$ 10, aquele período registrou 5,74 milhões de espectadores e R$ 68 milhões, com PMI de R$ 11,85. Na semana de 17 a 23 de setembro, com preços regulares, o tíquete médio voltou a R$ 21,34, e a renda caiu 21%, enquanto o público recuou 56,2%.

No acumulado de 2026, o mercado soma R$ 2,32 bilhões e 108,1 milhões de ingressos, altas de 26% e 17%, respectivamente, sobre o mesmo ponto do ano passado. A renda de 2026 está a cerca de R$ 8,1 milhões de igualar o total de todo o ano de 2025 (R$ 2,33 bilhões). Em público, faltam cerca de 7,5 milhões de espectadores para alcançar os 115,5 milhões registrados no ano passado, segundo dados do Filme B Box Office Brasil.