Anúncio

Paramount fecha acordo antitruste nos EUA e destrava a compra da Warner Bros. Discovery

Paramount fecha acordo antitruste nos EUA e destrava a compra da Warner Bros. Discovery

Redação
21 set 26

Imagem destaque

A Paramount Skydance fechou um acordo com os 12 procuradores-gerais estaduais liderados pela Califórnia e encerrou a ação antitruste que travava a compra da Warner Bros. Discovery. Com o entrave removido, a fusão que cria um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo está liberada para ser concluída nos próximos dias. O anúncio formal é esperado ainda para esta segunda-feira, 21.

O acordo prevê concessões. Segundo a imprensa americana, a Paramount aceitou salvaguardas para a CNN, penalidades financeiras atreladas ao compromisso do CEO David Ellison de lançar ao menos 30 filmes por ano e a operação dos dois estúdios como negócios separados por um período. A empresa, porém, escapou de vender seus canais de TV a cabo. A ação movida pelo sindicato dos roteiristas (WGA) também entrou no acordo.

A pressa tinha data: a partir de 1º de outubro, a Paramount começaria a pagar uma “ticking fee” de US$ 7 milhões por dia caso o negócio não fosse concluído — conta que poderia chegar a quase US$ 2 bilhões. Anunciada em fevereiro, a operação avalia a Warner em US$ 81 bilhões (US$ 110 bilhões em valor de empresa) e prevê a compra das ações a US$ 31 cada.

Ao longo da disputa, a Paramount chegou a ameaçar deixar a Califórnia — Texas e Tennessee cortejaram a empresa —, mas o acordo fechado com o próprio procurador californiano sinaliza que o estúdio permanecerá no estado.

Ellison montou seu império em tempo recorde. Pouco depois de a Skydance comprar a Paramount de Shari Redstone por US$ 8 bilhões, partiu para uma série de ofertas hostis pela Warner. Em dezembro de 2025, a WBD chegou a acertar a venda de seus ativos de estúdio e streaming à Netflix, mas trocou a gigante do streaming por uma proposta mais robusta da Paramount pela companhia inteira. A Netflix saiu com uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões.

O acordo com os procuradores veio dias após a aprovação da FCC, em 17 de setembro, que abriu caminho para fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes deterem 49,5% da empresa combinada, em ações sem direito a voto. O novo conglomerado nascerá com cerca de US$ 80 bilhões em dívidas.