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no mercado de
cinema no Brasil
A Warner lotou na noite desta quarta-feira, 23 de setembro, uma sala do Cinépolis JK Iguatemi, em São Paulo, para uma sessão exclusiva de Digger, novo filme de Alejandro G. Iñárritu estrelado por Tom Cruise. Diante de uma plateia de exibidores, jornalistas e influenciadores, o longa foi muito aplaudido ao fim da projeção. A julgar por essa sessão, o filme agradou ao público, a despeito da recepção divisiva que vem colhendo da crítica desde que foi mostrado à imprensa nos últimos dias.
Na trama, Cruise vive Digger Rockwell, um magnata do petróleo que provoca um acidente catastrófico numa plataforma e desencadeia uma crise global. A partir daí, ele embarca numa missão frenética para provar que pode salvar a humanidade antes que o desastre criado por ele destrua o mundo. O elenco inclui ainda Riz Ahmed, John Goodman, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg e Jesse Plemons. O filme foi rodado inteiramente em VistaVision.
As primeiras reações da imprensa internacional vieram após a première mundial, em Londres, na terça-feira, 22, numa sessão de gala com a presença do príncipe William e da princesa Kate. E foram das mais díspares. No campo entusiasmado, Anne Thompson, do IndieWire, definiu Digger como “um filme de arte corajoso e belíssimo”, com potencial para o Oscar. O crítico Jim Hemphill o chamou de “um dos filmes de estúdio mais visualmente inventivos, conceitualmente audaciosos e imprevisíveis já feitos”, e Mark Daniell viu ali “a atuação mais corajosa e arriscada de Tom Cruise em mais de 20 anos”. Houve ainda quem comparasse a sátira de Iñárritu a Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick.
Do outro lado, Ryan Lattanzio, também do IndieWire, classificou o longa como “um equívoco autoindulgente do começo ao fim”. Joey Magidson, do Awards Radar, foi na mesma linha: “Digger é uma bagunça… não muita coisa funciona aqui”. O crítico Edward Douglas chegou a prever um CinemaScore — a nota dada pelo público nos Estados Unidos na saída das sessões — “horrendo”. Entre os dois polos, Erik Davis, do Fandango, resumiu o filme como “uma grande aposta”.
A resposta da plateia paulistana, ao menos, sugere que a previsão mais pessimista pode não se confirmar.
Recado de Iñárritu
Antes da sessão, Denise Novais, diretora de marketing da Warner, leu aos presentes uma mensagem em nome do próprio Iñárritu. “O nosso querido diretor me pediu que fizéssemos essa sessão especial de Digger”, disse. A exibição foi a segunda do filme no Brasil — a primeira aconteceu no Rio de Janeiro, horas antes — e a primeira em São Paulo, praticamente em conjunto com Londres e outros países.
O texto insistiu no mistério em torno da história. “Vocês vão perceber que Digger é um filme que, quanto menos vocês souberem sobre a história, melhor”, leu Denise, que pediu aos convidados que compartilhassem nas redes sociais suas impressões sobre o filme, mas sem revelar detalhes da trama. “Primeiras impressões, sentimentos, reações estão liberados, mas spoilers, gente, não! Depois vocês vão entender por que eu tô falando isso.” Os celulares foram guardados em saquinhos entregues aos convidados, e era proibido fotografar ou filmar a tela.
Digger estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira, 1º de outubro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Os ingressos estão em pré-venda desde a última terça-feira, 22.
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