O entusiasmo de exibidores com ‘Minha melhor amiga’: "cinema brasileiro puro e de qualidade"

O entusiasmo de exibidores com ‘Minha melhor amiga’: "cinema brasileiro puro e de qualidade"

Fabiano Ristow
04 ago 26

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'Minha melhor amiga'

Passada a sessão exclusiva promovida pela Paris Filmes na última sexta-feira, 31 de julho, no Cine Marquise, em São Paulo, os exibidores que assistiram a Minha melhor amiga começaram a detalhar suas impressões — e o tom é de aposta firme na comédia que estreia em 3 de setembro. Os relatos convergem para os mesmos pontos: a química entre Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, o apuro de produção e a capacidade do filme de fazer rir e emocionar na mesma medida.

E não é para menos. O longa de Susana Garcia entrega exatamente o que se espera de uma comédia milionária nos moldes das outras dirigidas pela mesmíssima cineasta: Minha mãe é uma peça 3, Minha irmã e eu e Minha vida em Marte: a química e a espontaneidade das atrizes. Foi esse ingrediente, aliás, que transformou aqueles filmes em fenômenos de bilheteria. Para além do talento das protagonistas, há uma sinceridade na relação entre elas que se traduz em identificação por parte do público — e, no caso de Minha melhor amiga, essa identificação tende a ser ainda mais ampla. Literalmente qualquer pessoa que tenha na vida uma amizade íntima vai se reconhecer na tela. Inclusive os homens. O roteiro é assinado pelas duas protagonistas, e por Susana e Andrea Batitucci.

"Um filme completo, a gente ri, se emociona, se identifica e sai do cinema leve, com vontade de 'quero mais'. Não dá nem para prever as salas campeãs, porque é um conteúdo para todos, cinema brasileiro puro e de qualidade", disse Patricia Cotta, head nacional de marketing do Kinoplex. A avaliação sobre a dupla de protagonistas se repete nos demais depoimentos. "Divertidíssimo. A química entre as duas atrizes está perfeita. Chorei de rir e de me emocionar também", afirmou Monica Portella, diretora de marketing da UCI no Brasil.

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'Minha melhor amiga'

O trabalho de produção — rodado no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Sevilha — foi outro ponto recorrente. "Minha melhor amiga entrega duas horas de muitas risadas, fotografia incrível do Rio, Lisboa e Sevilha, alta qualidade de produção, trilha sonora nota 10 e, acima de tudo, um ótimo roteiro e excelente atuação da Mônica e da Ingrid. Será muito bem-vindo em setembro", avaliou Ricardo Szperling, vice-presidente para a América Latina da rede Cinemark.

Vale dizer que Ingrid e Mônica estão no auge. Não são apenas o texto, a direção e o valor de produção que chamam a atenção — são sobretudo as atuações, ao mesmo tempo escancaradamente hilárias e cheias de sutilezas: os gaguejos, a entrega dos diálogos, o timing cômico, os olhares. E há ainda um bônus reservado aos fãs de Paulo Gustavo, uma surpresa que o filme guarda para a sala de cinema.

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Para outros exibidores, a força do longa está em transitar por vários gêneros. "É uma satisfação ver esse tipo de filme, esse tipo de produção de primeiríssima linha. Temos um filme que se assemelha a um road movie, a um family movie, com uma pitada boa de romance que serve para toda a família. É um filme interessante, inteligente, com um roteiro muito bem definido e que deverá fazer muito sucesso nas telas brasileiras. Acreditamos muito no filme", classificou Hormar Castello, diretor de programação da GNC Cinemas.

Na mesma linha, o apelo emocional foi destacado por Vanessa Guijo, coordenadora de programação da Centerplex: "Adorei o filme. Uma história leve, emocionante e cheia de momentos que aquecem o coração. Valeu muito a pena assistir."

Miltinho Durski, diretor da rede Cineplus, resumiu a mensagem que ficou: "O filme te mostra como pode ser fácil ser feliz, desde que você tenha uma grande e verdadeira amizade ao seu lado."

A recepção calorosa dá corpo a um projeto que nasceu, literalmente, da vida real. Antes de virar filme, as viagens de Mônica Martelli e Ingrid Guimarães pela Europa com as filhas adolescentes já haviam viralizado nas redes sociais, com a dupla compartilhando os perrengues e as situações hilárias que serviram de matéria-prima para o roteiro — assinado a várias mãos, com participação das próprias atrizes. Na trama, Júlia (Mônica) é uma jornalista divorciada que não acredita mais no amor, e Clara (Ingrid) vive um casamento em crise e uma rotina frustrante como corretora de imóveis; quando as filhas, Manu e Isadora, partem para um intercâmbio em Portugal, as duas embarcam para a Europa em busca de um recomeço. São "perrengues chiques" — afinal, tudo se passa em boas casas do Rio e em hotéis europeus —, mas sem que isso menospreze dilemas bem reais da vida amorosa e familiar de qualquer brasileiro.

O filme aterrissa num momento em que a própria Ingrid Guimarães tem levantado a bandeira do gênero, ao criticar publicamente a falta de reconhecimento da comédia nas premiações. O entusiasmo dos exibidores, agora, reforça a leitura da Paris Filmes de que a dupla tem em mãos uma das apostas mais fortes do cinema brasileiro para o segundo semestre.