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no mercado de
cinema no Brasil
Junho e julho prometem ser meses de muito movimento nas salas de cinema. Entre animações clássicas, épicos históricos, super-heroínas e dramas brasileiros de peso, a programação do próximo bimestre mistura blockbusters internacionais e produções nacionais que já despertam a atenção do público. Confira os principais destaques, e não deixe de ver também os principais lançamentos de maio.
Dolores (California Filmes) abre o mês de junho, no dia 4. O drama brasileiro é uma realização conjunta de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes — herdeiros intelectuais de um projeto originalmente concebido pelo saudoso Chico Teixeira — e reúne três gerações de mulheres em cena: Carla Ribas, Naruna Costa e Ariane Aparecida. Apresentado na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e na Mostra de Tiradentes, o longa já foi elogiado pela crítica por sua direção de atores precisa e pelo olhar sensível às relações femininas atravessadas por afeto, mágoa e cotidiano.
Na mesma semana, chega o tão aguardado Mestres do Universo (Sony), adaptação live-action da franquia de bonecos que marcou os anos 1980. Com Nicholas Galitzine no papel de He-Man e Jared Leto como o vilão Skeletor, o longa dirigido por Travis Knight aposta em uma estética contemporânea para conquistar tanto os fãs nostálgicos quanto as novas gerações.
Criadas (Vitrine Filmes), com estreia em 11 de junho, é mais um motivo para celebrar o cinema brasileiro. O longa de Carol Rodrigues acompanha o reencontro de Sandra e Mariana, duas primas negras — uma de pele retinta, outra de pele clara — que voltam a conviver na mesma casa onde cresceram, onde a mãe de Sandra trabalhou como empregada doméstica. O filme navega pelo peso das memórias, das feridas antigas e de uma presença sobrenatural que começa a agir enquanto as duas lidam com o passado. Exibido no Festival do Rio 2025, o projeto vem sendo celebrado por sua representatividade e pela força de seu elenco: Mawusi Tulani, Ana Flávia Cavalcanti e Ivy Souza.
Também em 11 de junho, o nome de Steven Spielberg voltará às telas com Dia D (Universal), ficção científica que reúne Emily Blunt, Josh O'Connor e Eve Hewson sob a direção do lendário cineasta. O projeto, batizado originalmente de Disclosure Day, foi amplamente comentado durante o Super Bowl de 2026, quando um teaser provocou a internet ao sugerir um enredo sobre revelações de nível governamental envolvendo fenômenos extraterrestres — sem confirmar nada, claro.
Uma das datas mais concorridas do mês é 18 de junho, quando chega Toy Story 5 (Disney), um dos filmes mais esperados do ano. Sete anos após a despedida emocionante de Toy Story 4, a Pixar traz de volta Woody (Tom Hanks), Buzz Lightyear (Tim Allen) e Jessie (Joan Cusack) para enfrentar uma nova ameaça: a tecnologia. Lilypad, um tablet com voz e personalidade próprias (interpretada por Greta Lee), chega para Bonnie e muda tudo. Dirigido por Andrew Stanton, o filme aborda a ansiedade contemporânea sobre crianças e telas com a sensibilidade típica da Pixar — e seu teaser acumulou 142 milhões de visualizações em apenas 24 horas.
Na mesma data, Quinze dias (Manequim Filmes) é a grande aposta do cinema nacional para a temporada. Adaptação do bestseller homônimo de Vitor Martins — publicado em 2017 e vendido em mais de dez países —, o longa dirigido por Daniel Lieff (Alice & Só) conta a história de Felipe, um adolescente inseguro que sofre bullying e planeja férias tranquilas longe da escola. Os planos desmoronam quando sua mãe (Débora Falabella) anuncia que Caio (Diego Lira), o vizinho e paixão de infância, ficará hospedado por quinze dias. Com roteiro de Ray Tavares e Vitor Brandt e estreante Miguel Lallo no papel principal, o filme promete se tornar um marco do cinema jovem e LGBTQIA+ brasileiro.
Julho: férias escolares
Em 26 de junho, é a vez de Supergirl (Warner) tomar conta do IMAX. Protagonizada por Milly Alcock — a mesma que encantou como a jovem Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão (HBO Max) —, o filme integra o novo Universo DC de James Gunn. Na trama, Kara Zor-El embarca em uma missão galáctica com seu fiel Krypto, o Superdog, para salvar uma jovem em busca de vingança. O longa dirigido por Craig Gillespie conta ainda com Matthias Schoenaerts e David Krumholtz no elenco.
Julho arranca no dia 9 com Moana (Disney), a adaptação live-action do clássico animado de 2016. Dwayne Johnson retorna ao papel de Maui, agora em carne e osso, enquanto Catherine Laga'aia, atriz de origem samoana, estreia como a destemida navegadora polinésia. A direção fica por conta de Thomas Kail, vencedor do Tony Award, em mais um capítulo da estratégia da Disney de refilmar seus sucessos animados. Aliás, o início do mês das férias escolares é ótimo para a criançada: na semana anterior, estreia ainda Minions & monstros (Universal).
O título mais aguardado do mês — talvez do semestre — chega no dia 16 de julho: A Odisseia (Universal). O primeiro filme de Christopher Nolan desde Oppenheimer (2023), que acumulou sete Oscar, é também o primeiro da história a ser filmado inteiramente com câmeras IMAX 70mm. Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o épico tem Matt Damon como Odisseu em sua perigosa viagem de volta para casa após a Guerra de Troia, enquanto Anne Hathaway vive Penélope, Tom Holland interpreta Telêmaco, Robert Pattinson é o vilão Antínoo, e Zendaya aparece como Atena. O novo trailer, lançado no início de maio, mostrou Odisseu em combate contra o Ciclope e animou ainda mais as expectativas.
Por fim, o mês de julho se encerra com Homem-Aranha: Um novo dia (Sony), no dia 30. Tom Holland retorna como Peter Parker em uma aventura que se passa quatro anos após o apagão de memória de Sem volta para casa. Dirigido por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi) e escrito pelos roteiristas da trilogia anterior, o filme tem Zendaya, Jacob Batalon, Jon Bernthal e Mark Ruffalo no elenco — e promete uma virada dramática inesperada para o Cabeça de Teia do MCU.
Para a lista completa de estreias dos próximos meses, consulte o Calendário de Estreias da Filme B e as tabelas abaixo.



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