Oscar: Brasil divulga lista final dos 6 candidatos a representar o país

Oscar: Brasil divulga lista final dos 6 candidatos a representar o país

Redação
09 set 26

Imagem destaque

Foi divulgada nesta quarta-feira, 9 de setembro, a shortlist dos filmes brasileiros que poderão ser escolhidos para representar o país na disputa por uma estatueta em Los Angeles em março de 2027. Nesta que é a última etapa antes da escolha de um único título, a lista, que continha 15 títulos em 28 de agosto, chega a seis obras. 

São elas: o documentário A fabulosa máquina do tempo, de Eliza Capai, que acompanha o retorno da diretora a Guaribas, terreno árido que já havia sido seu objeto de estudo anteriormente; 100 dias, ficção dirigida por Carlos Saldanha e protagonizada por Felipe Bragança, que narra a travessia a remo do velejador brasileiro Amyr Klink pelo Atlântico; Feito pipa, de Allan Deberton, que foca na relação entre um menino de 11 anos e sua avó, conforme o Alzheimer dela avança; A natureza das coisas invisíveis, de Rafaela Camelo, centrado na amizade entre duas meninas de 10 anos de idade; Nosso segredo, longa de estreia como diretora de Grace Passô, que também assina o roteiro; e Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins (Marte Um), com produção da Filmes de Plástico. 

Dentre os seis, um será escolhido pela Academia Brasileira de Cinema no dia 16 de setembro para tentar trazer mais um Oscar para casa.

A trajetória dos seis pré-selecionados

O documentário A fabulosa máquina do tempo, de Eliza Capai, teve estreia mundial na Berlinale, onde abriu a mostra Generation Kplus. No Festival de Guadalajara, levou o prêmio de melhor feito técnico-artístico da Competição Ibero-americana de Documentários. Já no Cine PE, saiu com quatro Calungas — melhor direção (Eliza Capai), melhor trilha sonora, melhor atriz (ao coletivo de meninas protagonistas) e melhor longa pelo júri da crítica (Abraccine). Passou ainda por festivais como Xangai, Cracóvia, Thessaloniki e É Tudo Verdade.

Feito pipa, de Allan Deberton, foi um dos títulos mais laureados desta safra. Na Berlinale, conquistou dois prêmios na Generation Kplus: o Urso de Cristal do júri infantil e o Grand Prix do júri internacional. No Festival de Gramado, foi o mais premiado da edição, com cinco distinções: melhor direção, melhor atriz (Teca Pereira), melhor ator coadjuvante (Lázaro Ramos), melhor filme pelo júri popular e uma menção honrosa ao ator mirim Yuri Gomes.

A natureza das coisas invisíveis, de Rafaela Camelo, estreou na Berlinale de 2025, na mostra Generation Kplus, e acumula a carreira mais longa no grupo. Em Gramado, levou o Prêmio Especial do Júri, além de melhor atriz coadjuvante (Aline Marta Maia) e melhor trilha sonora. Na Mostra de São Paulo, foi eleito o melhor filme brasileiro pelo júri da crítica e ainda ganhou o Prêmio Prisma Queer de melhor filme brasileiro. No exterior, venceu em festivais como o Frameline, de São Francisco, o Queer Porto e o Festival Internacional de Cinema do Uruguai.

Nosso segredo, estreia de Grace Passô na direção, teve première internacional na Berlinale, na seção Perspectives, dedicada a obras de estreia. No Festival de Gramado, saiu como grande vencedor: levou três Kikitos, incluindo o de melhor filme, além de melhor fotografia (Wilssa Esser) e melhor direção de arte (Lucas Osório).

Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins, faz sua estreia mundial no Festival de Toronto, na seção Platform, e na sequência disputa a Concha de Ouro na competição oficial de San Sebastián. Coprodução da Filmes de Plástico com a Netflix, marca a estreia do diretor de Marte Um nesses dois festivais de primeira grandeza.

Por fim,100 dias, de Carlos Saldanha, faz sua estreia mundial no Festival do Rio, como filme da Gala de Encerramento da mostra Première Brasil. Coprodução entre Brasil e Finlândia, chega aos cinemas em 29 de outubro.