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Festival do Rio 2026: ‘A margem do rio’ é o grande vencedor da Première Brasil

Festival do Rio 2026: ‘A margem do rio’ é o grande vencedor da Première Brasil

Redação
12 out 26

Imagem destaque

Davi Campana / Divulgação

Cine Odeon

A margem do rio (Vitrine), de Enock Carvalho e Matheus Farias, foi o grande vencedor da Première Brasil do 28º Festival do Rio, cuja cerimônia de premiação aconteceu no Cine Odeon neste domingo, 11. O longa levou quatro troféus Redentor do júri oficial, presidido pela produtora espanhola Esther García, parceira de Pedro Almodóvar na El Deseo: melhor longa-metragem de ficção, atriz coadjuvante (dividido entre Renna Costa, Artia e Ísis Broken), fotografia (Luciana Baseggio) e som. O filme ainda conquistou o Prêmio Felix de melhor filme brasileiro e tem estreia marcada no circuito para 7 de janeiro de 2027.

Entre os documentários, o Redentor de melhor longa ficou com Elza (Gullane+), de Eryk Rocha, produção da Aruac Filmes e da Maria Farinha Filmes, com lançamento previsto para 25 de fevereiro de 2027. A direção de documentário premiou Camila Valença, por Cão sem plumas.

Vicentina pede desculpas (Malute/Netflix), de Gabriel Martins, saiu do Odeon com três prêmios: direção de ficção e roteiro, pelo júri oficial, e melhor longa de ficção no voto popular. O filme é o mais próximo de chegar às salas entre os vencedores, com estreia agendada para 5 de novembro.

A professora de francês (Embaúba Filmes) também somou três troféus: melhor atriz para Grace Passô — em empate com Isabel Teixeira, por Diário do fogo —, ator coadjuvante para Pedro Goifman e trilha sonora original para Florencia Di Concilio. Já London (Retrato Filmes), de Victor di Marco e Márcio Picoli, rendeu a Di Marco o prêmio de melhor ator e a Samy Sill o de figurino, além de levar o troféu da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema) de melhor filme brasileiro.

A montagem também terminou empatada, entre Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A extraordinária vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela foi ali guardar o coração na geladeira. Ana Paula Cardoso levou direção de arte por Funk (Paris), previsto para 8 de abril de 2027. O Prêmio Especial do Júri foi para O filho da puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite, e o de melhor curta, para Santo, de Maria Luísa Alves. No voto popular, o melhor documentário foi Fui olhar você dormir, de Anna Azevedo.

Novos Rumos

Na mostra Novos Rumos, cujo júri foi presidido pela montadora Karen Harley, o melhor longa foi Não estamos sonhando, de Ulisses Arthur, que também deu a Pedro Leão o prêmio de melhor ator. Thais Fujinaga venceu em direção por Talismã (Vitrine), que estreia em 10 de dezembro. O deserto de Luiza, de Alan Minas, rendeu o prêmio de atriz a Nina Prado e foi o escolhido do público na mostra. O melhor curta foi Ondas de silêncio, de Caio J. Bonfim, e o elenco do curta Um domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque, recebeu o Prêmio Especial do Júri.

Felix, aquisições e crítica

Dedicado à diversidade, o Prêmio Felix escolheu, além de A margem do rio, Em segredo (Tunísia), de Leyla Bouzid, como melhor filme internacional e Pai e pai, de Jake Witzenfeld, como melhor documentário. Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, recebeu o prêmio especial do júri, e Elefantes na névoa (Nepal), de Abinash Bikram Shah, menção honrosa. Rita Von Hunty / Guilherme Terreri foi eleita a personalidade do ano no Prêmio Suzy Capó.

Nos prêmios que garantem janela de exibição, o português Maria Vitória, de Mário Patrocínio, mais votado pelo público na mostra Expectativa, leva o Prêmio Aquisição TV Globo. O mexicano Seis meses no prédio rosa e azul, de Bruno Santamaría Razo, vencedor do voto popular na Première Latina, fica com o Prêmio Aquisição Telecine — e ainda recebeu da Fipresci o troféu de melhor filme latino. O júri da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira premiou Me deixa ser, de Viviane D’Avilla, com menção honrosa para 144 - Apocalipse não, de João Paulo Cuenca.

Segundo a organização, o festival exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas, dos quais 45 disputaram as mostras competitivas, e recebeu mais de 150 mil pessoas. A cerimônia foi apresentada pelos atores Vanessa Giácomo e Rafael Infante.

Os vencedores do Festival do Rio 2026

Première Brasil — Júri oficial
Longa-metragem de ficção A margem do rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
Longa-metragem documentário Elza, de Eryk Rocha
Curta-metragem Santo, de Maria Luísa Alves
Direção de ficção Gabriel Martins, por Vicentina pede desculpas
Direção de documentário Camila Valença, por Cão sem plumas
Ator Victor di Marco, por London
Atriz (ex aequo) Isabel Teixeira, por Diário do fogo, e Grace Passô, por A professora de francês
Ator coadjuvante Pedro Goifman, por A professora de francês
Atriz coadjuvante Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A margem do rio
Roteiro Gabriel Martins, por Vicentina pede desculpas
Montagem (ex aequo) Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A extraordinária vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela foi ali guardar o coração na geladeira
Fotografia Luciana Baseggio, por A margem do rio
Direção de arte Ana Paula Cardoso, por Funk
Figurino Samy Sill, por London
Som Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A margem do rio
Trilha sonora original Florencia Di Concilio, por A professora de francês
Prêmio Especial do Júri O filho da puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
Première Brasil — Voto popular
Longa-metragem de ficção Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins
Longa-metragem documentário Fui olhar você dormir, de Anna Azevedo
Novos Rumos
Longa-metragem Não estamos sonhando, de Ulisses Arthur
Curta-metragem Ondas de silêncio, de Caio J. Bonfim
Direção Thais Fujinaga, por Talismã
Atriz Nina Prado, por O deserto de Luiza
Ator Pedro Leão, por Não estamos sonhando
Prêmio Especial do Júri Elenco do curta Um domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque
Longa — voto popular O deserto de Luiza, de Alan Minas
Prêmio Felix
Filme brasileiro A margem do rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
Filme internacional Em segredo (Tunísia), de Leyla Bouzid
Documentário Pai e pai, de Jake Witzenfeld
Prêmio Especial do Júri Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian
Menção honrosa Elefantes na névoa (Nepal), de Abinash Bikram Shah
Prêmio Suzy Capó
Personalidade do ano Rita Von Hunty / Guilherme Terreri
Mostra Expectativa — Prêmio Aquisição TV Globo (voto do público)
Melhor filme Maria Vitória (Portugal), de Mário Patrocínio
Première Latina — Prêmio Aquisição Telecine (voto do público)
Melhor filme Seis meses no prédio rosa e azul (México), de Bruno Santamaría Razo
Fipresci
Filme brasileiro London, de Victor di Marco e Márcio Picoli
Filme latino Seis meses no prédio rosa e azul, de Bruno Santamaría Razo
Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira
Melhor filme Me deixa ser, de Viviane D’Avilla
Menção honrosa 144 — Apocalipse não, de João Paulo Cuenca