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A margem do rio (Vitrine), de Enock Carvalho e Matheus Farias, foi o grande vencedor da Première Brasil do 28º Festival do Rio, cuja cerimônia de premiação aconteceu no Cine Odeon neste domingo, 11. O longa levou quatro troféus Redentor do júri oficial, presidido pela produtora espanhola Esther García, parceira de Pedro Almodóvar na El Deseo: melhor longa-metragem de ficção, atriz coadjuvante (dividido entre Renna Costa, Artia e Ísis Broken), fotografia (Luciana Baseggio) e som. O filme ainda conquistou o Prêmio Felix de melhor filme brasileiro e tem estreia marcada no circuito para 7 de janeiro de 2027.
Entre os documentários, o Redentor de melhor longa ficou com Elza (Gullane+), de Eryk Rocha, produção da Aruac Filmes e da Maria Farinha Filmes, com lançamento previsto para 25 de fevereiro de 2027. A direção de documentário premiou Camila Valença, por Cão sem plumas.
Vicentina pede desculpas (Malute/Netflix), de Gabriel Martins, saiu do Odeon com três prêmios: direção de ficção e roteiro, pelo júri oficial, e melhor longa de ficção no voto popular. O filme é o mais próximo de chegar às salas entre os vencedores, com estreia agendada para 5 de novembro.
A professora de francês (Embaúba Filmes) também somou três troféus: melhor atriz para Grace Passô — em empate com Isabel Teixeira, por Diário do fogo —, ator coadjuvante para Pedro Goifman e trilha sonora original para Florencia Di Concilio. Já London (Retrato Filmes), de Victor di Marco e Márcio Picoli, rendeu a Di Marco o prêmio de melhor ator e a Samy Sill o de figurino, além de levar o troféu da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema) de melhor filme brasileiro.
A montagem também terminou empatada, entre Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A extraordinária vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela foi ali guardar o coração na geladeira. Ana Paula Cardoso levou direção de arte por Funk (Paris), previsto para 8 de abril de 2027. O Prêmio Especial do Júri foi para O filho da puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite, e o de melhor curta, para Santo, de Maria Luísa Alves. No voto popular, o melhor documentário foi Fui olhar você dormir, de Anna Azevedo.
Novos Rumos
Na mostra Novos Rumos, cujo júri foi presidido pela montadora Karen Harley, o melhor longa foi Não estamos sonhando, de Ulisses Arthur, que também deu a Pedro Leão o prêmio de melhor ator. Thais Fujinaga venceu em direção por Talismã (Vitrine), que estreia em 10 de dezembro. O deserto de Luiza, de Alan Minas, rendeu o prêmio de atriz a Nina Prado e foi o escolhido do público na mostra. O melhor curta foi Ondas de silêncio, de Caio J. Bonfim, e o elenco do curta Um domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque, recebeu o Prêmio Especial do Júri.
Felix, aquisições e crítica
Dedicado à diversidade, o Prêmio Felix escolheu, além de A margem do rio, Em segredo (Tunísia), de Leyla Bouzid, como melhor filme internacional e Pai e pai, de Jake Witzenfeld, como melhor documentário. Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, recebeu o prêmio especial do júri, e Elefantes na névoa (Nepal), de Abinash Bikram Shah, menção honrosa. Rita Von Hunty / Guilherme Terreri foi eleita a personalidade do ano no Prêmio Suzy Capó.
Nos prêmios que garantem janela de exibição, o português Maria Vitória, de Mário Patrocínio, mais votado pelo público na mostra Expectativa, leva o Prêmio Aquisição TV Globo. O mexicano Seis meses no prédio rosa e azul, de Bruno Santamaría Razo, vencedor do voto popular na Première Latina, fica com o Prêmio Aquisição Telecine — e ainda recebeu da Fipresci o troféu de melhor filme latino. O júri da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira premiou Me deixa ser, de Viviane D’Avilla, com menção honrosa para 144 - Apocalipse não, de João Paulo Cuenca.
Segundo a organização, o festival exibiu 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas, dos quais 45 disputaram as mostras competitivas, e recebeu mais de 150 mil pessoas. A cerimônia foi apresentada pelos atores Vanessa Giácomo e Rafael Infante.
Os vencedores do Festival do Rio 2026
| Première Brasil — Júri oficial | |
| Longa-metragem de ficção | A margem do rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias |
| Longa-metragem documentário | Elza, de Eryk Rocha |
| Curta-metragem | Santo, de Maria Luísa Alves |
| Direção de ficção | Gabriel Martins, por Vicentina pede desculpas |
| Direção de documentário | Camila Valença, por Cão sem plumas |
| Ator | Victor di Marco, por London |
| Atriz (ex aequo) | Isabel Teixeira, por Diário do fogo, e Grace Passô, por A professora de francês |
| Ator coadjuvante | Pedro Goifman, por A professora de francês |
| Atriz coadjuvante | Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A margem do rio |
| Roteiro | Gabriel Martins, por Vicentina pede desculpas |
| Montagem (ex aequo) | Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A extraordinária vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela foi ali guardar o coração na geladeira |
| Fotografia | Luciana Baseggio, por A margem do rio |
| Direção de arte | Ana Paula Cardoso, por Funk |
| Figurino | Samy Sill, por London |
| Som | Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A margem do rio |
| Trilha sonora original | Florencia Di Concilio, por A professora de francês |
| Prêmio Especial do Júri | O filho da puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite |
| Première Brasil — Voto popular | |
| Longa-metragem de ficção | Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins |
| Longa-metragem documentário | Fui olhar você dormir, de Anna Azevedo |
| Novos Rumos | |
| Longa-metragem | Não estamos sonhando, de Ulisses Arthur |
| Curta-metragem | Ondas de silêncio, de Caio J. Bonfim |
| Direção | Thais Fujinaga, por Talismã |
| Atriz | Nina Prado, por O deserto de Luiza |
| Ator | Pedro Leão, por Não estamos sonhando |
| Prêmio Especial do Júri | Elenco do curta Um domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque |
| Longa — voto popular | O deserto de Luiza, de Alan Minas |
| Prêmio Felix | |
| Filme brasileiro | A margem do rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias |
| Filme internacional | Em segredo (Tunísia), de Leyla Bouzid |
| Documentário | Pai e pai, de Jake Witzenfeld |
| Prêmio Especial do Júri | Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian |
| Menção honrosa | Elefantes na névoa (Nepal), de Abinash Bikram Shah |
| Prêmio Suzy Capó | |
| Personalidade do ano | Rita Von Hunty / Guilherme Terreri |
| Mostra Expectativa — Prêmio Aquisição TV Globo (voto do público) | |
| Melhor filme | Maria Vitória (Portugal), de Mário Patrocínio |
| Première Latina — Prêmio Aquisição Telecine (voto do público) | |
| Melhor filme | Seis meses no prédio rosa e azul (México), de Bruno Santamaría Razo |
| Fipresci | |
| Filme brasileiro | London, de Victor di Marco e Márcio Picoli |
| Filme latino | Seis meses no prédio rosa e azul, de Bruno Santamaría Razo |
| Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira | |
| Melhor filme | Me deixa ser, de Viviane D’Avilla |
| Menção honrosa | 144 — Apocalipse não, de João Paulo Cuenca |
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