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Boletim Filme B

25-08-2025 - Edição 1449

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Fim de semana no Brasil é o mais fraco de 2025 até agora

Fabiano Ristow

O último fim de semana foi o mais fraco do ano até agora no Brasil. Entre 21 e 24 de agosto, foram vendidos 767 mil ingressos, arrecadando R$ 16,5 milhões, segundo dados estimados do Filme B Box Office Brasil. Até então, o pior fim de semana de 2025 havia sido o 13º (27 a 30 de março), com 778,6 mil / R$ 17,4 milhões.

A notícia não é boa, mas vamos contextualizar.

  • Não houve a estreia de um grande blockbuster. O principal lançamento, em quarto lugar, foi o terror Faça ela voltar (Sony), visto por 87 mil pessoas, gerando R$ 1,8 milhão. Ficou consideravelmente abaixo do filme anterior da dupla de diretores Danny e Michael Philippou, Fale comigo (Diamond), que em 2023 vendeu 237,7 mil ingressos em seu primeiro fim de semana.
  • A Semana do Cinema já está sendo amplamente divulgada. É esperado, portanto, que muitos espectadores estejam aguardando o período entre 28 de agosto e 3 de setembro, quando os ingressos custarão apenas R$ 10 em quase todo o país.
  • O ano de 2025 tem sido, no geral, ótimo para o mercado, tornando os pontos de referência bem mais altos. Nos EUA, cenário semelhante teria ocorrido neste fim de semana, não fosse uma jogada inédita da Netflix em parceria com os complexos (leia detalhes no texto abaixo sobre as bilheterias americanas e globais).

Quarteto Fantástico mantém liderança

Quarteto Fantástico - Primeiros passos (Disney) manteve a liderança pela quinta vez, chegando a um acumulado de 3,5 milhões de espectadores, seguido por um "quase empate" entre Os Caras Malvados 2 (Universal) e A hora do mal (Warner). Somente esses três filmes foram vistos por mais de 100 mil pessoas cada um. A animação teve a melhor sustentação do top 10, com queda de 36% em público e 38% em renda.

Anônimo 2 (Universal) estreou em oitavo lugar, com 25 mil ingressos vendidos, R$ 564 mil arrecadados e a menor média de público por sessão do top 10 (sete pagantes). Não é possível comparar com o desempenho do longa original, lançado no Brasil diretamente em VoD em 2021, durante a pandemia. Em 2023, o longa de ação estrelado por Bob Odenkirk foi disponibilizado em plataformas de streaming por assinatura.

Outra novidade no circuito foi a comédia dramática brasileira Uma mulher sem filtro (H2O), com 20 mil ingressos vendidos e R$ 410 mil arrecadados. Apesar da expectativa do mercado, a aposta claramente foi bem maior do que a demanda real.

Lançamento mais buscado, 'Faça ela voltar' se destaca em cinemas de São Paulo e Recife

Taiani Mendes
Visto por 86,5 mil pessoas no fim de semana, Faça ela voltar (Sony) foi bastante procurado nos cinemas de São Paulo, presentes em sete posições do top 10 de público e seis do ranking por renda.
 
Nos dois a liderança é do Cinemark SP Market, que fica na zona sul da capital, com o Cinemark Riomar Recife na segunda colocação. Chama a atenção a ausência de salas do Rio de Janeiro nas listas, que têm complexos de Fortaleza, Curitiba e Manaus. Contabilizando a segunda-feira, o horror australiano passou de 100 mil espectadores e R$ 2,1 milhões.
 
 
O relançamento mais bem-sucedido foi Invocação do mal (Warner), que atraiu 23,2 mil espectadores, gerando R$ 327 mil no fim de semana. Invocação do mal 2 (Warner), lançado originalmente em 2016, atraiu 14,8 mil pagantes, e Invocação do mal 3: A ordem do demônio (Warner), de 2021, vendeu 14,3 mil ingressos. A maratona segue até quarta-feira com preços promocionais em diversas redes, e Invocação do Mal 4: O último ritual estreia dia 4 de setembro.
 
Dakota Johnson, que é uma das estrelas de Amores materialistas (detentor de uma das maiores médias de público por sala do período), também tem papel de destaque na comédia romântica Amores à parte (Diamond), que vendeu 12,1 mil entradas e arrecadou R$ 357 mil no fim de semana.
 
A cinebiografia Luiz Gonzaga - Légua tirana (O2 Play) registrou 8,2 mil espectadores, a maioria no Nordeste e principalmente nos cinemas de Pernambuco, onde o artista nasceu.
 
Outros relançamentos foram a animação do Studio Ghibli Princesa Mononoke (SATO Company), que ocupa exclusivamente salas IMAX e alcançou 6,1 mil pagantes no fim de semana, e o anime Demon Slayer - Mugen Train: O filme (Cinecolor), visto por 3,5 mil.
 
Em sessões de pré-estreia, O último azul (Vitrine), de Gabriel Mascaro, mobilizou 3,5 mil pessoas, movimentando R$ 75,9 mil. Ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlim, o longa estreia na próxima quinta, 28.
 
Na primeira edição do programa Kinostalgia, do Kinoplex, o filme mais buscado foi o mais recente, X-Men: Apocalipse, que vendeu 1,6 mil ingressos de quinta a domingo.

Fonte: Filme B Box Office

Obs1: clique na tabela para visualizar a versão completa.
Obs2: números passíveis de modificação (dados colhidos em 26 ago. 2025, às 10h30).
Bilheteria completa, assine Filme B Box Office Brasil

Fonte: Filme B Box Office

Netflix lidera nos EUA com 'Guerreiras do K-Pop: Para cantar junto'

Taiani Mendes
Esse foi um fim de semana atípico nos Estados Unidos, com a versão sing-along da animação Guerreiras do K-Pop (Netflix) conquistando o primeiro lugar após arrecadar entre US$ 18 milhões e US$ 20 milhões só com sessões no sábado e no domingo. O número vem de estimativas dos estúdios concorrentes e dos exibidores, pois a sigilosa Netflix informa apenas que, no streaming, Guerreiras do K-Pop é a animação original mais popular da empresa e está prestes a se tornar o lançamento em língua inglesa mais assistido.
 
Produzida pela Sony Pictures Animation, a aventura musical que coloca um grupo de cantoras contra ameaças sobrenaturais — e uma boy band — estreou mundialmente no streaming dia 20 de junho e, na época, ganhou exibições pontuais em cinemas da Califórnia e de Nova York para cumprir as exigências da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, de olho no Oscar.
 
Como a animação virou um fenômeno gigantesco de audiência e colocou até canções nas paradas musicais, no início de agosto a Netflix anunciou a exibição da versão sing-along nos cinemas dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia nos dias 23 e 24 de agosto. A surpresa veio a calhar, porque o mercado americano está num dos piores momentos do ano, e, ao todo, 1700 salas dos EUA receberam famílias com crianças empolgadas pela cantoria. Na América do Norte, só a rede AMC deixou de programar o filme por não concordar com a janela reduzida da Netflix.
 
Diante do excelente desempenho do longa nas telonas, a gigante do streaming tratou de disponibilizar hoje mesmo, dia 25, Guerreiras do K-Pop: Para cantar junto no seu catálogo, aparentemente sem planos de expandir ou repetir as sessões especiais nos cinemas.
 
Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba - Castelo Infinito chega ao topo das bilheterias globais
 
Lançado primeiro no Japão, Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba - Castelo Infinito está entrando em novos territórios asiáticos e ganhando força no ranking global, que agora o tem como líder do fim de semana pela primeira vez. O anime arrecadou US$ 32,5 milhões em 12 mercados, atingindo US$ 242,5 milhões no total. A estreia no Brasil será dia 11 de setembro, e nos EUA a expectativa da abertura, a partir do dia 12, está entre US$ 20 milhões e US$ 29 milhões.
 
A vice-liderança global ficou com o terror A hora do mal, que soma US$ 200 milhões de arrecadação desde o lançamento. Nos últimos dias, Superman e F1 - O filme superaram a marca de US$ 600 milhões cada um, o que representa duas grandes vitórias da Warner Bros. Outro sucesso do estúdio, Premonição 6, acaba de estrear na China e está perto dos US$ 300 milhões no agregado.

Bilheteria fim de semana EUA

Título Distrib.
nos EUA
Distrib.
no Brasil
Cinemas Sem. Renda (US$)
22-24
Dif. Acumulado
(US$)
1Guerreiras do K-PopNetflixNetflix1.700118,000,000-18,000,000
2A hora do malWarner Bros.Warner3.631315,600,000-36.2%115,880,823
3Uma sexta-feira mais louca aindaWalt Disney StudiosDisney3.67539,200,000-35.6%70,540,708
4Quarteto Fantástico - Primeiros passosWalt Disney StudiosDisney3.19055,900,000-34.7%257,251,951
5Os Caras Malvados 2Universal PicturesUniversal3.28845,100,000-32.2%66,178,030
6Anônimo 2Universal PicturesUniversal3.28223,700,000-60%16,546,585
7SupermanWarner Bros.Warner2.33873,430,000-34.7%346,975,181
8Corra que a polícia vem aíParamount PicturesParamount2.77642,950,000-40%47,563,349
9Honey Don't!Focus FeaturesUniversal1.31712,950,000-2,950,000
10Jurassic World - RecomeçoUniversal PicturesUniversal2.10082,100,000-29.1%335,579,810

Fonte: Box Office Mojo

Rapidinhas

Redação

Cinco tipos de medo vence Gramado

Divulgação
Xamã e Bella Campos em ‘Cinco tipos de medo’
Cinco tipos de medo, do cineasta Bruno Bini, foi o grande consagrado do 53º Festival de Cinema de Gramado, que terminou neste sábado (23) na Serra Gaúcha. Além de levar o principal prêmio da noite, o Kikito de melhor filme, a produção também garantiu os troféus de melhor roteiro e melhor montagem, e o de melhor ator coadjuvante para o músico Xamã. A premiação também reconheceu Gero Camilo como melhor ator por Papagaios e Malu Galli como melhor atriz por Querido mundo. O prêmio de melhor direção foi para Laís Melo, por , e o de melhor atriz coadjuvante ficou com Aline Marta Maria por A natureza das coisas invisíveis. Na categoria de documentários, o longa Lendo o mundo foi o grande vencedor. Veja aqui a lista completa dos premiados.

Começam filmagens de longa sobre Lars Grael

Léo Barrilari
Lars Grael
Começam nesta segunda-feira, 25, em Niterói, as filmagens de Viver de vento, cinebiografia do velejador Lars Grael. Produzida  pela Tambellini Filmes e dirigida por Marcos Guttmann, com roteiro de Melanie Dimantas, tem sua estreia prevista para 2026. Daniel de Oliveira interpreta o bicampeão olímpico que, após perder a perna direita em acidente com lancha durante regata em 1998, superou a tragédia e voltou a competir, contando com o apoio da esposa Renata (Caroline Abras) e do irmão Torben (Mouhamed Harfouch). Rodado também em Araruama, o longa promete entrelaçar esporte, drama familiar e resiliência para retratar desde a infância do atleta até a criação do Projeto Grael, iniciativa que já formou milhares de jovens em situação de vulnerabilidade por meio da educação náutica, consolidando o legado de perseverança e inclusão que faz de Lars um dos grandes símbolos do esporte brasileiro.

MinC mapeia espaços públicos de exibição

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sala de cinema
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, abriu, em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), uma chamada pública para mapear salas de cinema em universidades, institutos federais, museus e espaços culturais apoiados pela Lei Paulo Gustavo. O formulário, disponível na plataforma Mapas da Cultura até 19 de setembro, coletará dados sobre infraestrutura, gestão e programação, constituindo o primeiro passo para a criação da Rede de Salas Públicas de Cinema, iniciativa que pretende modernizar os espaços, capacitar exibidores e descentralizar o acesso ao audiovisual brasileiro.

Disney mira homens da Geração Z

Arte: Variety
Imagem ilustrativa
Em meio ao enfraquecimento de Marvel e Lucasfilm, a Disney mobilizou roteiristas e produtores de Hollywood em busca de propriedades intelectuais originais que reconquistem os homens da Geração Z (13-28 anos), faixa de público que hoje representa apenas 10% de seus ingressos vendidos. A missão, capitaneada pelo executivo David Greenbaum, recém-saído da Searchlight e agora à frente da divisão de live-action, e por Daria Cercek, mira tramas de aventura global, caças ao tesouro e lançamentos sazonais, após bilheterias que não atingiram as expectativas, como Indiana Jones (2023) e Quarteto Fantástico - Primeiros passos. Embora o estúdio ainda lidere a bilheteria mundial e tenha investido US$ 1,5 bilhão em participação na gigante gamer Fortnite, o CEO Bob Iger reconheceu em teleconferência que “grandes filmes” — não apenas marcas consolidadas — serão prioridade para reverter a fuga desse público masculino, num momento em que o universo de super-heróis perde fôlego e a saga Star Wars completa sete anos sem um longa inédito.

Dolores ganha exibição no San Sebastian Festival

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'Dolores', longa-metragem de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar
Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, Dolores fará sua estreia mundial na 73ª edição do San Sebastian Festival, que acontece na cidade espanhola entre 19 e 27 de setembro. A história parte de um roteiro deixado pelo cineasta Chico Teixeira, falecido em 2019, que tinha no longa a conclusão de sua Trilogia dos Afetos,composta por A Casa de Alice (2007) e Ausência (2014). Dolores, interpretada por Carla Ribas (A casa de Alice), é uma mulher que acaba de completar 65 anos e teve um sonho premonitório: abrir um cassino. O problema é que ela já foi viciada em jogos e tem uma relação tensa com a única filha, Deborah (Naruna Costa), mas é próxima da neta, Duda (Ariane Aparecida), que trabalha numa loja de armas, e sonha em se mudar para os EUA. A produção é assinada por Sara Silveira, Eliane Bandeira e Maria Ionescu; Dezenove Som e Imagens é a produtora, em coprodução da Misti Filmes e da GT Produções; a distribuição é da  California Filmes, que não apontou a data de lançamento no Brasil.

Stephen King fala sobre A longa marcha a fãs

Divulgação
'A longa marcha - Caminhe ou morra' - distribuição Paris Filmes
O escritor Stephen King participará de uma sessão Ask-Me-Anything (AMA) no Reddit no dia 27 de agosto, às 13h, na comunidade r/movies, para promover a nova adaptação cinematográfica de sua obra A longa marcha - Caminhe ou morra, que estreia nos cinemas brasileiros em 11 de setembro com distribuição da Paris Filmes. No evento, que contará com tradução automática para o português, os fãs poderão fazer perguntas diretamente ao autor sobre temas variados, desde recomendações literárias até sua opinião sobre inteligência artificial e escolhas de elenco para futuras adaptações de suas obras.

Pré-estreia de gala para O último azul

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Clarissa Pinheiro, Denise Weinberg, Gabriel Mascaro, Adnilo, Tibério Azul, Sandino Saraiva e Marcela Prado.
Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, O último azul, novo longa de Gabriel Mascaro, estreia nesta quinta-feira, 28 de agosto, nos cinemas de todo o país. O filme reuniu elenco, equipe e convidados em uma pré-estreia especial em clima de gala na semana passada, no Kinoplex Shopping Leblon (RJ), onde o tradicional tapete vermelho foi substituído por um tapete azul, enquanto muitos presentes também escolheram peças nessa cor para homenagear a produção. Ambientado na Amazônia, o longa apresenta um Brasil quase distópico, em que idosos são transferidos pelo governo para colônias habitacionais. Antes de ser obrigada a deixar sua vida para trás, Tereza (vivida por Denise Weinberg), 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. Com produção da Desvia (Brasil) e Cinevinay (México), em coprodução com a Globo Filmes (Brasil), Quijote Films (Chile) e Viking Film (Países Baixos), o longa tem distribuição da Vitrine Filmes.

Bilheterias do verão dos EUA não chegam aos US$ 4bi

Filme B
Imagem ilustrativa
Hollywood estava bastante otimista de que os vários e promissores sucessos de bilheteria da temporada de verão conseguiriam impulsionar as vendas de ingressos para chegar aos US$ 4 bilhões mais uma vez desde a pandemia. Todavia, à medida que a temporada chega ao fim, parece que as bilheterias ficarão abaixo desse patamar. Segundo a Comscore, a receita total de 1º de maio a 24 de agosto atingiu US$ 3,53 bilhões. Este período costuma ser o mais lucrativo para a indústria cinematográfica, com receitas representando cerca de 40% da bilheteria anual. As vendas de ingressos só ultrapassaram a marca de US$ 4 bilhões uma vez desde a pandemia, durante os dias de glória de Barbenheimer em 2023. Apesar das receitas deste ano terem superado os US$ 3,52 bilhões do verão passado, assim como a arrecadação de US$ 3,41 bilhões de 2022, as vendas de ingressos ainda não retornaram aos níveis pré-pandemia, como os US$ 4,38 bilhões de 2019, de acordo com a Comscore. “Agosto, setembro e outubro são os meses mais fracos do ano para o público cinematográfico”, diz David A. Gross, que dirige a consultoria Franchise Entertainment Research. “A bilheteria acumulada em 2025 deve continuar a crescer em relação a 2024, mas em ritmo lento.”

Países anunciam representantes para o Oscar

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‘Sound of Falling’, da Alemanha
Com o prazo de submissão se aproximando em 1º de outubro, diversos países já anunciaram seus representantes para a categoria de melhor filme internacional do Oscar 2025. A Alemanha selecionou o drama intergeracional Sound of Falling, de Mascha Schilinski, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, enquanto a Áustria escolheu a sátira social Peacock, de Bernhard Wenger. Outros destaques incluem a Tailândia com a comédia romântica fantasmagórica A Useful Ghost, a Bulgária com o conto folclórico moderno Tarika e a Palestina com o drama histórico Palestine 36, de Annemarie Jacir. A temporada de premiações promete ser intensa, com a lista dos 15 finalistas sendo revelada em 16 de dezembro e as indicações oficiais anunciadas em 22 de janeiro de 2025. Entre as seleções já confirmadas estão também a Irlanda com o documentário Sanatorium, a República Tcheca com I'm Not Everything I Want to Be e a Suíça com o drama médico Late Shift.

Terror brasileiro é lançamento da Retrato Filmes

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Pôster
Apanhador de almas, terror brasileiro dirigido por Fernando Alonso e Nelson Botter Jr., tem seu lançamento confirmado com a divulgação do cartaz e primeiro trailer. A produção é estrelada por Klara Castanho (Tudo por um pop star) e marca a estreia nos cinemas da influenciadora Duda Reis, que movimenta cerca de 17,5 milhões de seguidores nas redes sociais. Produzido pela Iron Chest Films, a trama acompanha quatro jovens aspirantes a bruxas, que viajam para testemunhar um ritual sobrenatural, e ao se depararem com uma criatura maligna são forçadas a tomar uma decisão que mudará o rumo de suas vidas. A estreia nos cinemas acontece no dia 18 de setembro, com distribuição da Retrato Filmes.

Mostra de Cinema ChinaBrasil gratuita

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Cartazes
A IV Mostra de Cinema ChinaBrasil, que acontece entre 26 a 28 de agosto, no Cinesystem Belas Artes Botafogo (RJ), traz uma programação gratuita formada por 12 longa-metragens de gêneros variados, seis de cada país. A curadoria é do produtor e documentarista Hélio Pitanga e a idealização de Arthur Chen, empresário chinês que atua para a difusão do cinema. Das seis produções chinesas, cinco são inéditas por aqui; já os seis filmes brasileiros, que já participaram de festivais e estrearam nos cinemas, poderão ser revisitados. Entre as obras chinesas, está a superprodução Detetive Chinatown: O Mistério de 1900, que arrecadou R$ 2,7 bi nas bilheterias da China em 2025. Entre as produções brasileiras, estão Somos tão jovens, de Antonio Carlos da Fontoura; Porto Príncipe, da diretora Maria Emília de Azevedo; e os documentários musicais Elis & Tom: Só tinha de ser com você, de Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay, e Chico, Artista brasileiro, de Miguel Faria Jr. Além das exibições, a mostra promove ainda um encontro entre realizadores chineses e brasileiros, nesta quarta, 27, de 14h às 18h, no mesmo local da mostra. O Seminário de Intercâmbio de Criadores exibirá oito curtas-metragens de ambos os países, seguido de debate por mesa formada por profissionais do audiovisual. A entrada é franca

Espaço Petrobras exibe clássicos do terror

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Clássicos do terror
O Espaço Petrobras de Cinema anuncia uma mostra de filmes de terror, com exibição de clássicos do gênero nas quintas feiras do mês de setembro, sempre às 21h. É a oportunidade de assistir numa tela grande com projeção a laser, garantindo a melhor experiência possível, filmes como O iluminado, de Stanley Kubrick; Os pássaros, de Alfred Hitchcock, Carrie, a estranha, de Brian De Palma; e ainda O bebê de Rosemary, de Roman Polanski. Para essas sessões especiais não será cobrada taxa para compra de ingressos online, e a pré-venda já está aberta. Os filmes também serão exibidos na Cinesala nas sextas feiras de setembro, também às 21h.

Expocine divulga programação

Expocine anunciou a programação de painéis da edição deste ano, que acontece de 30 de setembro a 3 de outubro, em São Paulo. Os encontros com a presença de distribuidores, exibidores, produtores, fornecedores, marcas e instituições do setor serão realizados no auditório do Hotel Renaissance.
No dia 1 de outubro, às 11h30, o palco recebe Daniela Fernandes, diretora de Preservação e Difusão Audiovisual da Secretaria do Audiovisual no MinC; Marília Marton, secretária de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; Totó Parente, secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, com mediação de Marcelo Lima, CEO da Expocine, para discutirem o tema Brasil, Janela para o mundo.
A CQS/FV Advogados apresenta o painel Coprodução Sem Fronteiras – Editais FSA, Parcerias LATAM & Streaming, com a participação de Clarissa Kede, gerente de Gestão Executiva e Produção na Globo, Daniel Celli, coordenador da RioFilm Comission, Fabiano Gullane, sócio-diretor da Gullane e ⁠⁠Thaís Colli, sócia da CQS/FV Advogados.
O público também poderá conferir o painel K-dramas: Como eles tomaram conta do Brasil, apresentado por Carol Pardini, fundadora do Portal “Na Coreia Tem”, Cheul Hong Kim, Diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil, Nelson Sato, fundador da Sato Company e a dubladora Mônica Placha como mediadora. Ainda completam a agenda do dia debates sobre a regulação do VOD no país e sobre a pirataria digital.
No dia 2 de outubro, o evento traz como pauta assuntos como a formação para abrir caminhos no audiovisual, os próximos passos das Majors para os próximos 10 anos, o olhar cinematográfico na Geração Z, e o investimento massivo em cultura na Colômbia, China e México.
Já em 3 de outubro, o dia começa com o painel Tela sem barreiras: Audiovisual com acessibilidade de verdade, que terá a participação de Marcella Fazzio, diretora da MAV, Leandro Mendes, secretário de Regulação da Ancine, Tiago Mafra, diretor da ABRAPLEX e mediação de Edgar Jacques. Mais detalhes sobre os profissionais participantes e horários no site da Expocine.

Rapidinhas Especial

Flávio Florido
Paulo Sérgio Almeida - Fundador da Filme B

 

Hoje, excepcionalmente, a Filme B publica em sua seção Rapidinhas uma série de depoimentos em homenagem à vida de seu criador, Paulo Sérgio Almeida.

Ana Paula Sousa, Carta Capital

"Ah, Paulo Sérgio Almeida, que mestre e que amigo você foi para tantos de nós que, além dos filmes, amamos as coisas do mercado (o box office, as tabelas, as confusões). Ao saber da partida dele, há pouco, me veio imediatamente o som da sua voz. Ele era cheio de ênfases, ideias e entusiasmo e, mesmo pós-WhatsApp, gostava de telefonar. 
O Paulo, para quem não o conheceu, foi cineasta e foi o criador do Filme B, nosso oráculo dos dados sobre o cinema brasileiro. O Filme B nasceu quando os dados de bilheteria eram um mistério. O boletim chegava por Fax, e era imperdível! 
Meus primeiros contatos com o Paulo foram para entrevistá-lo. Depois, trabalhei para ele e cheguei a sonhar alguns sonhos profissionais mirabolantes com ele. Paulo Sérgio Almeida nos ajudou a entender a lógica do mercado de cinema no Brasil e, no meu caso, digo, sem exagero, que ajudou a definir alguns dos meus caminhos. RIP, Paulo querido. E obrigada por muita coisa."

Kleber Mendonça Filho, cineasta

"Eu conheci Paulo na pré-estreia de Banana Split no Cinema São Luiz. Eu era um jovem cinéfilo adolescente. Foi talvez a primeira vez que cumprimentei um cineasta de fora do Recife. Creio que isso foi em 1987. Muitos anos depois, eu e Paulo tomamos um longo café em Cannes onde ele opinou sobre o lançamento de O Som ao Redor, que na época nem distribuidora tinha. Uma grande presença no Cinema Brasileiro, uma grande energia positiva. Um grande abraço também nos muitos amigos e familiares."

Daniel Filho, cineasta

"Me lembro das moscas de Xerém, que se tornaram uma espécie de desafio para mim e meu amigo Paulinho durante a filmagem de Quilombo. Eu já havia trabalhado com ele em outros filmes, e sempre admirei sua versatilidade e paixão pelo cinema. Ele exercia várias funções no cinema, desde produção até diretor. Tudinho relacionado ao filme ele amava.
Quando eu cheguei ao set de Quilombo, Paulo me recebeu com um sorriso e me disse: "Vamos fazer isso funcionar!" Ele me convidou para um concurso de matar moscas, e me deu uma raquete elétrica de presente. E assim, começamos a passar as noites matando moscas e rindo juntos.
Aquelas noites foram inesquecíveis, e eu sempre vou me lembrar de Paulo como um homem que sabia aproveitar a vida e encontrar alegria em qualquer situação. Ele era um verdadeiro amante do cinema, e sua paixão era contagiante."

Leo Barros, produtor

"Paulo Sérgio enriqueceu o cinema brasileiro com filmes de sucesso e ajudou a elevar o patamar da nossa indústria audiovisual com a Filme B e seus dados e análises sobre o mercado. E era uma pessoa adorável. Ele fará uma falta imensa."

Roberto Gervitz, cineasta

"O trabalho de Paulo na Filme B foi fundamental para o cinema brasileiro. O Filme B se transformou no mais completo acervo de dados do cinema contemporâneo no país." 

Sandro Rodrigues, H2O Films

"Um legado de paixão, amizade e visão para o Cinema Brasileiro. Paulinho não foi apenas um apaixonado por cinema, mas uma verdadeira fonte de conhecimento e um guia essencial para o mercado nacional. Com uma visão estratégica única, Paulo Sérgio conseguia antecipar tendências e projetar o futuro do cinema, transformando cada terça-feira em um encontro imperdível para os amantes do "Filme B" e do cinema. Sua capacidade de compartilhar informações valiosas e sua inconfundível vibração a cada novo filme ou notícia inspiravam e moviam toda a comunidade. O legado de Paulo Sérgio está marcado em sua paixão contagiante, em seu olhar perspicaz sobre o mercado e na forma como nos ensinou a celebrar o cinema em todas as suas formas. Ele fará uma falta imensa, mas sua luz continuará a guiar e inspirar o cinema brasileiro. Descanse em paz, Paulo Sérgio."

Andre Di Mauro, ator

"Paulinho amado! Meu amigo querido e diretor genial, que me confiou viver Ney em Banana Split, personagem inspirado em sua própria história. Meus sentimentos e todo o carinho à família. Você estará sempre na nossa memória e no nosso coração."

Lauro Escorel, cineasta

"Companheiro dessa nossa estrada desde 1968."

Paulo Halm, cineasta

"Foi um grande quadro do nosso audiovisual. Seu Banana Split é um delicioso filme para jovens. Meus sentimentos aos familiares e amigos, que sei serem muitos pelo Brasil adentro e afora." 

André Miranda, O Globo

"Paulo sempre foi maravilhoso. Vai fazer uma falta imensa."

Maiz de Oliveira, Espaço Z

"O Paulo Sérgio foi mais que um parceiro de trabalho: um amigo leal do meu pai, Zé Maria, e um incentivador incansável do nosso mercado. Recordo-me das longas e habituais conversas entre os dois, que não mediam esforços para aproximar exibidores e distribuidores. Sempre será uma referência em informação e análise sobre a indústria do cinema no Brasil. Esteve conosco desde o início do Show de Inverno e em muitos projetos da Espaço/Z. Sentiremos imensamente sua falta. Grande parceiro! Descanse em paz, Paulinho!"

Marcos Oliveira, Cinesystem

"Grande Paulo! Uma enorme perda! Sentiremos muito sua falta! Valeu por tudo!"

Lucas Salgado, O Globo

"Paulo era realmente uma pessoa especial, sempre muito solícito e apaixonado pelo cinema."

Bruno Wainer, Downtown Filmes

"Paulo faz parte da minha vida desde o set do filme Eu te amo, de 1980, dirigido pelo Jabor (Arnaldo). Ele assistente de direção, eu um continuísta de 19 anos. Nos reencontramos anos depois, ele à frente da Filme B e eu distribuidor, primeiro na Lumière e depois na DT. Nesse tempo, Paulinho foi extremamente generoso comigo, sempre abrindo espaço pra DT. considero o apoio do Paulinho fundamental pro sucesso alcançado pela DT, pela credibilidade que a Filme B nos deu perante o mercado e os exibidores. Considero Paulo parte muito importante da história da DT e do sucesso dos filmes brasileiros nos cinemas."

Jorge Assumpção, Paris Filmes

"Mestre eterno! Seu legado e luz continuam conosco! Obrigado por tudo!"

Alice Gomes, cineasta

"Paulo Sérgio Almeida, o querido Paulinho, foi muito mais que um chefe, foi um mestre que me ensinou tudo sobre o mercado de cinema no Brasil, um conhecedor ávido e apaixonado dos meandros das salas, da distribuição e da exibição, além de diretor entusiasmado de grandes sucessos de público que marcaram gerações. Com ele investiguei os mercados de cinema do mundo, acompanhei por quase 10 anos a evolução do cinema no Brasil ano a ano, semana a semana. Compilamos mais de 500 biografias de profissionais do cinema, ajudei a planejar aulas, filmes, projetos. Foi com ele que dei meus primeiros passos no roteiro e com quem tive a chance de ter a primeira e Inesquecível experiência em um set de filmagem. Formou na Filme B mais que uma empresa de análise de mercado, quem teve a chance e a honra de passar por lá viveu uma experiência de vida, uma família. E mais que tudo isso, foi um grande amigo querido da minha vida e da minha família nos últimos 25 anos. Obrigada por tudo."

Rodrigo Saturnino Braga, diretor Filme B

"Uma referência pessoal e profissional. Saudades do meu amigo."

Pedro Butcher, jornalista e professor da ESPM

"A última vez que encontrei Paulinho foi por acaso, no cinema - como não poderia deixar de ser. Era uma sessão de Homem com H, pequeno fenômeno de permanência no difícil mercado das salas, especialmente para o cinema brasileiro. Depois que saí do Filme B, onde trabalhei por mais de dez anos, nos encontramos algumas vezes no saguão do cinema da Praia de Botafogo, quase sempre por acaso - algo natural, consequência da paixão em comum pelo cinema -, outras vezes foram almoços combinados para colocar a conversa em dia e trocar ideias sobre o estado das coisas e o mercado de cinema, tão volátil nos últimos tempos.
Tudo o que aprendi sobre a indústria e o comércio do cinema, do ponto de vista prático, foi com Paulinho, um atento observador de determinados padrões que se repetem, de tendências, e também das turbulências, que não foram poucas, num período de transformações tecnológicas tão profundas. É incrível ver como o Filme B sobreviveu a tantos abalos e transformações. Com Paulinho fui tanto a Cannes quanto ao CinemaCon, em Las Vegas, a grande convenção em que as safras anuais dos estúdios americanos são apresentadas aos exibidores. Como trabalhamos. E como nos divertimos."

Thayz Guimarães, O Globo

"A Filme B foi meu primeiro emprego formal como jornalista depois da faculdade. Lá, tive o prazer de ter o Paulo Sérgio Almeida como chefe por longos (e intensos) cinco anos. Genial e genioso. Nos bicamos muitas vezes, mas também aprendemos a nos admirar e a confiar nos processos e tempos um do outro. Ele me chamava de baixinha, apesar de termos praticamente a mesma altura. Com ele aprendi um tanto de coisas que mais ninguém seria capaz de ensinar. O cinema nacional perdeu um de seus grandes nomes, mas tenho certeza que o céu está em festa — como não poderia deixar de ser. Vá em paz, meu querido!"

Ancelmo Gois, O Globo

"O Filme B é o IBGE do cinema. Paulo era um querido parceiro!"

Gustavo Leitão, O Globo

"Paulinho tinha tino para gente — os negócios vinham logo atrás. Seu lugar era num saguão de evento, onde podia circular como um bailarino entre amigos, parceiros e desafetos. Todo mundo merecia um dedo de prosa e era fonte potencial de uma notinha quente. A empolgação de estar no centro das rodas às vezes subia a níveis estratosféricos: em Las Vegas, na CinemaCon, parecia uma criança bêbada de docinho, à beira de uma síncope com tantas possibilidades. Ansiedade também era muito ele. Tinha sempre uma dúzia de projetos, mais notas que qualquer boletim poderia comportar, arquivos de fotos labirínticos que desafiavam o talento arquivista da Beth. Ideias brotavam, se chocavam e sucumbiam num fluxo constante, como uma respiração ofegante. Aprendi com ele que dá para olhar apaixonadamente para tudo, seja uma obra-prima do Scorsese, seja um Excel cheio de colunas.
Alguns projetos tinham vida curta — mas rancores também. Fui chefiado por ele uns bons anos na Filme B, editando o Boletim, e naturalmente tivemos divergências ao longo do caminho. Mas ele não deixava o ar pesar por muito tempo: logo quebrava o climão com uma piada, uma mudança de assunto, uma reunião de apaziguamento disfarçada de tarefa. Paulo me ensinou que dá para levar o entusiasmo com a gente para todo canto, do escritório segunda de manhã ao jantar chique no Nobu do Caesars Palace (sem esquecer as 14 trocas de roupa na loja da Armani de Miami). Oxalá eu viva mais uns 30 com esse brilho no olho."

Fabiano Ristow, editor Filme B

"A relação entre Paulo e eu era de chefe-funcionário, mas, eventualmente, passei a vê-lo como mentor e amigo, derrubando o mito de que todo chefe é chato. Afinal, foi ele quem me ensinou que bilheterias de cinema não eram apenas números: revelavam, também, o que o brasileiro buscava em sua vida. Podia ser alívio em momentos de rebuliço social; medo para ver que a vida podia ser bem pior; ou risadas para esquecer dos boletos no início do mês.
A gente discordava muito sobre filmes e séries. Mas as opiniões dele eram tão bem fundamentadas em técnica, linguagem e potencial mercadológico que, sempre que eu via algo na TV ou nas telonas no fim de semana, pensava: "O Paulo vai amar/odiar isso", e não via a hora de chegar a reunião de pauta de segunda-feira para discutir.
Uma vez, no início dos quase seis anos que convivemos, quis um feedback sobre meu trabalho na Filme B. Não entendia por que o Paulo apostava tanto em mim. Só que, em vez de perguntar "O que você está achando de mim até agora?", o que saiu da minha boca, sem querer, foi simplesmente: "Você gosta de mim?". Ele deve ter notado o meu constrangimento diante do ato falho, porque gargalhou e respondeu: "Claro, eu te amo!". Ufa. Agora é tarde (ou não) para dizer, mas eu também te amo! Paulo para sempre."

Cris Denik, marketing Filme B

"O mais estiloso da Filme B! Nosso grande e querido amigo e chefe, Paulinho Sérgio."

Luiz Gonzaga de Luca, consultor e especialista de mercado

"Prefiro contar uma história gostosa. O Paulo adorava que eu a contasse. Foi o dia que o Paulo Sérgio salvou um evento da Embrafilme com a presença do Presidente Figueiredo.
Era a gestão do Celso Amorim e se decidiu fazer uma première com a presença do Presidente da República. O filme escolhido foi Na estrada da vida, dirigido por Nelson Pereira dos Santos e interpretado pela dupla caipira Zé Rico e Milionário. A sessão aconteceu no Cine Brasília na Capital Federal. O curta Dá-lhe, Rigoni!, do Paulinho, foi exibido antes do longa. O cinema estava sem ar-condicionado, e Figueiredo queria abandonar a sessão devido ao calor insuportável. No coquetel depois da sessão, o presidente demonstrava claramente o seu famoso mau humor até que lhe apresentaram o Paulo Sérgio. Entabularam uma conversa falando de cavalos e jóqueis lendários. Para surpresa geral, os convidados presenciaram o irritadiço Figueiredo gargalhando. O evento estava salvo pelo Paulinho."

Luiz Severiano Ribeiro Neto, Kinoplex

"Paulinho amigo de longa data, conhecido conhecedor de Cinema como um todo, vou sentir saudades."

Beth Ribeiro, assistente Filme B

"Se me pedissem para defini-lo com poucas palavras, eu diria 'um mestre'. Ou 'o melhor chefe do mundo'. Desde nosso encontro profissional na Top Tape, em 1996, e depois me juntando à Filme B, no primeiro aniversário, em 1998, lá se foram quase 30 anos de parceria, amizade, muitas histórias engraçadas, muito cinema, muitos números, planilhas, análises. E, principalmente, muito aprendizado. E muito amor envolvido. Muito obrigada por tudo. Até breve, Paulo Sérgio Almeida!"