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Paris diversifica e aposta alto no cinema brasileiro

Paris diversifica e aposta alto no cinema brasileiro

Bernardo Siaines, de Campos do Jordão
28 mai 26

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Divulgação

'Minha melhor amiga'

A última apresentação do primeiro dia do Show de Inverno deu um panorama bastante positivo para os próximos meses, passando a impressão de que cumprir cota de tela não será um problema. A apresentação da Paris, guiada por Aline Diniz, Veronica Stumpf e Márcio Fracaroli, foi repleta de filmes fortes e contou com presença maciça de elencos, diretoras e diretoras. 

O CEO da Paris Filmes começou a apresentação louvando a volta por cima do cinema, tão aguardada após a pandemia, e que muitos temiam que não viesse. E foi além: “o cinema nacional precisa voltar a conversar com a periferia. Sabemos que o público responde. Temos talento para fazer performance como Prada e Michael”. O executivo ressaltou ainda a importância de se respeitar os autores, diretores e talentos na hora de escolher uma história para contar.

E uma das histórias que a Paris vai contar será a de Geni. Com direção de Anna Muylaert, Geni e o zepelim, baseado na letra da música de Chico Buarque, passou por uma polêmica nas redes sociais em abril de 2025, quando se soube que uma mulher cis interpretaria a protagonista, que, apesar de não haver nenhuma menção explícita na letra original da música, entende-se ser uma travesti. O debate fez a diretora voltar atrás na decisão e optar por Ayla Gabriela no papel de Geni. 

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Bastidores de 'Geni e o zepelim'

Na trama, um general invade a cidade de Geni e cabe a ela salvar seu povo. No palco, Ayla e Iafa Britz, produtora do longa, agradeceram a confiança da Paris. “Um dia estávamos ouvindo Chico em casa, como fazemos muito, e meu filho perguntou porque ninguém nunca havia feito um filme com essa música. E realmente a letra é um roteiro pronto. Pop, hypado, moderno. Além disso, temos Anna Muylaert em um momento de iluminação máxima”, contou Iafa.

Fracaroli pede ajuda à Globo para formação de plateia

Outra grande novidade que a empresa lançará em breve é Antártida. Com Andrea Beltrão, Marina Ruy Barbosa, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Antônio Calloni, entre outros, o filme se passa na Antártida, mas foi filmado inteiramente no Rio de Janeiro, com uma tecnologia utilizada pela primeira vez no país: ao invés do já conhecido chroma key, o longa se utilizou de um led que se movimenta junto com os atores. “Acho que vai furar a bolha e atrair vários tipos de pessoas diferentes. O cinema nacional está voltando. Temos que acreditar nele e em seus diversos gêneros”, disse Marina Ruy Barbosa. “Formar plateia é um desafio. Agradecemos muito à Globo pelas parcerias e pedimos que ela volte a nos ajudar a cumprir essa tarefa, que ela sempre fez tão bem”, completou Fracaroli. 

A distribuidora e produtora lançará também As dez vantagens de morrer depois de você. No longa, depois de perder a melhor amiga num acidente de carro, Gabi recebe um bilhete dela com uma lista de 10 coisas que ela deve fazer para superar sua morte. O longa conta com Any Gabrielly (mais de 6 milhões de seguidores no instagram) no papel de Gabi e Giulia Be (mais de 2,6 milhões de seguidores no instagram) no papel de Julia, a amiga que morre. O longa chega dia 13 de agosto nos cinemas.

 

Minha melhor amiga: investimento em distribuição duas vezes maior que Minha irmã e eu

E não para por aí. Já no dia 3 de setembro, chega às telas Minha melhor amiga, comédia com Mônica Martelli e Ingrid Guimarães e direção de Susana Garcia. As três subiram ao palco para falar do filme, cujo orçamento de R$ 35 milhões tem 60% de recursos privados, segundo Veronica Stumpf. “A Paris entende que o cinema é evento, e que as pessoas não vão sair de casa para assistir o que podem assistir no streaming. Vamos investir no lançamento o dobro do que investimos em Minha irmã e eu.”

Mônica Martelli disse que o filme agrada “da pediatria à geriatria”, e Ingrid Guimarães revelou que o longa partiu de filmagens informais que as filhas das duas faziam das aventuras das mães durante as viagens. Susana contou que, às vezes, fingia que cortava a cena e seguia filmando para pegar a interação entre as atrizes, que são amigas na vida real há 30 anos: “Eu dizia ‘corta’ e seguia gravando. Muito desse material entrou no filme.”

História de influencer viajante que comoveu o país ganha as telas

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'Minha vida com Shurastey'

Para fechar, também veremos a história de Jesse Koz, o influencer brasileiro que viajou pela América com seu cachorro Shurastey em seu fusca e morreu tragicamente num acidente de carro junto com seu companheiro a caminho do Alasca. O longa será dirigido por Diego Freitas e terá Nicolas Prates no papel de Jesse.

Carteira internacional recheada e "Parispalooza"

Se a empresa está apostando tudo no cinema nacional, o estrangeiro não fica para trás. A distribuidora anunciou: A queda 2; o novo da franquia Jogos VorazesCoyote vs Acme, que mistura desenho e live-action; John Wick 5; Código: Vingaça, com Jason Statham; Day drinker; The last day, com Wagner Moura, inspirado num romance de Virginia Woolf; uma versão live-action de Naruto, entre outros. Houve menção ainda a nacionais como Chico Bento 2, Os cabras da peste 2 e Deixa a vida me levar, cinebiografia do cantor Zeca Pagodinho. 

Foi anunciada ainda uma outra novidade: a Paris realizará um evento 3 meses antes do lançamento de Minha melhor amiga para mostrar o filme na íntegra para os exibidores, além de três outros longas que não foram revelados. "sabemos da importância de se planejar com calma, então resolvemos mostrar os filmes para vocês [exibidores] com uma boa antecedência", explicou Fracaroli.