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O que esperar do cinema brasileiro em 2026

O que esperar do cinema brasileiro em 2026

Taiani Mendes
15 jan 26

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Após encerrar 2025 com 10,3% de market share, o cinema brasileiro quer aumentar sua fatia no mercado para 2026. Apenas dois longas lançados no ano passado (Chico Bento e a goiabeira maraviosa e O agente secreto) superaram 1 milhão de espectadores, o que é muito pouco para uma indústria que lançou 208 títulos.
 
Considerando os últimos sucessos de Fernanda Montenegro nas bilheterias (Ainda estou aqui e Vitória), espera-se muito de Velhos bandidos (Paris), que traz a atriz veterana planejando um assalto com Ary Fontoura, Bruna Marquezine e Vladimir Brichta. A comédia de ação dirigida por Cláudio Torres acaba de ser adiada e chegará aos cinemas em 26 de março.
 
Já a 'totalmente premiada' Fernanda Torres reaparecerá nas telas em Os corretores (Sony), tragicomédia de Andrucha Waddington que tem estreia prevista para o segundo semestre.
 
 
Antes disso, no início de fevereiro, Elo Studios e Sony lançarão (Des)controle, dirigido pela atual rainha das novelas das 19 horas da TV Globo, Rosane Svartman, e Carol Minêm. Inspirado em histórias reais, o filme é um drama sobre alcoolismo feminino estrelado por Carolina Dieckmann.
 
Ingrid Guimarães e Mônica Martelli tentarão repetir no cinema o sucesso que fizeram nas redes sociais compartilhando seus perrengues em viagens internacionais. A comédia Minha melhor amiga (Paris) acompanha as duas em uma aventura pela Europa e ainda tem Guilia Benite no elenco.
 
 
Muitas continuações de recordistas de público estão previstas para este ano. Os farofeiros 3 (Downtown), Minha irmã e eu 2 (Paris) e Bruna Surfistinha 2 (Imagem) estão concentrados no mês de dezembro, enquanto, ao longo do ano, as salas receberão Se eu fosse você 3 (Disney), Deus ainda é brasileiro (Imagem), Um tio quase perfeito 3 (H2O), Cabras da peste 2 (Paris), O Shaolin do Sertão 2 (Downtown), Alice Júnior - Férias de verão (Olhar) e Colegas e o herdeiro (H2O).
 
 
Além de Os farofeiros 3, o humorista Maurício Manfrini, conhecido pelo personagem Paulinho Gogó, aparecerá em outras três comédias: Picaretas não vão pro céu (Paris), Missão 171 (H2O) e Marido de aluguel (Imagem).
 
Cinebiografias estão voltando a ser tendência, e vêm por aí filmes como: Chorão: Só os loucos sabem (Downtown), focado no antigo líder da banda Charlie Brown Jr.; O rei da internet (Manequim), sobre um dos maiores hackers do Brasil, preso antes de completar 18 anos; Viver é melhor que sonhar: A vida de Belchior (H2O); Minha vida com Shurastey (Paris), que narra a jornada trágica de um aventureiro e seu cachorro golden retriever; 100 dias (Disney), que conta a história do navegador Amyr Klink; Carolina – Quarto de despejo (Elo Studios), biografia de Carolina Maria de Jesus; e Por um fio (Imagem), baseado nas experiências médicas dos irmãos Drauzio e Fernando Varella.
 
Adaptações de livros best-sellers também constam entre os possíveis destaques de 2026, como As 10 vantagens de morrer depois de você (Paris), baseado no sucesso adolescente de Fernanda de Castro Lima; Pecadora (Galeria), que tem como fonte a literatura erótica de Nana Pauvolih; Barba ensopada de sangue (O2 Play), inspirado em texto de Daniel Galera; e O gênio do crime (Paris), a partir da obra de João Carlos Marinho.
 
O nicho religioso terá Advogado de Deus (Sony) e Cartas para Deus (Imagem), e o fenômeno infantil Galinha Pintadinha (Imagem) voltará a ocupar as telonas uma década depois de seu primeiro lançamento cinematográfico — que foi um compilado de episódios da série.
 
A paixão dos fãs promete impulsionar dois documentários: Zico, o samurai de Quintino (Downtown), sobre o craque do Flamengo; e Elza (Gullane+), que retrata a diva musical Elza Soares.
 
A música homônima de Chico Buarque deu origem ao drama Geni e o Zepelim (Paris); e um crime real que aconteceu em Londrina é recontado em Assalto à brasileira (Galeria), estrelado por Murilo Benício e Christian Malheiros.
 
Brasileiros em Berlim
 
Nos últimos anos, o cinema brasileiro recuperou o prestígio nos festivais internacionais, acumulando prêmios em Cannes, Veneza, Berlim e, mais recentemente, no Globo de Ouro. E espera-se não só que essa boa fase permaneça, mas que se surfe nessa onda. 
 
A Berlinale ainda não anunciou os títulos que estarão na disputa pelo Urso de Ouro, mas o Brasil já emplacou alguns representantes em outras mostras do evento. Entre eles Feito pipa (Paris), que tem Lázaro Ramos no elenco, Se eu fosse vivo... vivia (Malute), da Filmes de Plástico, e a animação Papaya (Boulevard), protagonizada por uma semente de mamão.
 
Confira as datas de lançamento dos filmes no Calendário de estreias Filme B.