Referência
no mercado de
cinema no Brasil
Chegamos ao fim da primeira quinzena de janeiro com um total de 5,8 milhões de ingressos vendidos e R$ 128 milhões gerados até agora em 2026.
São números sólidos, mas expressivamente inferiores ao mesmo período de 2025 (uma baixa na casa dos 20%), devido ao fato de que, naquela época, títulos como Sonic 3 (Paramount), O Auto da Compadecida 2 (H2O) e Mufasa (Disney) bombavam — no bom sentido — nas bilheterias.

A última cine-semana (2 a 8 de janeiro) levou 2,8 milhões de pessoas aos cinemas, gerando R$ 61 milhões. Para fins de comparação, os resultados da cine-semana anterior (1º a 7 de janeiro) foram de 3 milhões / R$ 66,7 milhões. Ou seja, apesar da queda em público e renda, a frequência nos complexos se manteve estável.
Avatar: Fogo e cinzas (Disney) segue imbatível na liderança. Após quatro semanas, o seu acumulado é de 4,6 milhões de espectadores.
O efeito do Globo de Ouro é nítido. Após a cerimônia no domingo, O agente secreto (Disney) foi a única obra do top 20 a ser mais vista nos dias úteis do que no fim de semana (64 mil x 46 mil), com uma média de 20 mil ingressos vendidos em cada um dos três dias.


O agente secreto cresce mais de 120% e amplia circuito
Ao todo, 58% da venda de ingressos do thriller político brasileiro, que acumula 1,2 milhão de espectadores, veio do período de segunda a quarta. Seu crescimento em relação à semana anterior foi de 126%. Até então em cartaz em 137 salas, seu circuito será ampliado para 320 telas a partir de hoje.
Por outro lado, esse comportamento (fim de semana x dias úteis) não ocorreu com Valor sentimental (Retrato Filmes) e Foi apenas um acidente (Imovision), concorrentes do longa com Wagner Moura pela estatueta de melhor filme internacional. Mas tudo pode mudar após o anúncio das indicações ao Oscar, na próxima quinta-feira, 22.
Vale lembrar que, lá fora, a campanha dos três filmes é comandada pela distribuidora Neon. Mas O agente secreto acaba de ganhar um empurrão da Petrobras, que, nesta quarta-feira, 14, anunciou um patrocínio para a sua campanha na temporada.
O fenômeno A empregada
Premiações à parte, precisamos falar sobre o fenômeno A empregada (Paris). Não é exagero usar essa definição a essa altura, já que o vice-líder estrelado por Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar já acumula 1,5 milhão de espectadores — um feito notável para um suspense focado em três personagens.
Baseado no best-seller homônimo, A empregada é o único filme do top 5 em cartaz em mais de 700 cinemas que não pertence a uma franquia cinematográfica.
Enquanto as férias escolares não terminam, a criançada tem três principais atrações na programação: Tom & Jerry: Uma aventura no museu (Imagem), Bob Esponja: Em busca da calça quadrada (Paramount) e Zootopia 2 (Disney). Mas é a animação da Disney que segue na preferência, mesmo após sete semanas em cartaz, com um acumulado de 5,5 milhões em público e R$ 112 milhões em renda.
Novidade nacional mais procurada da semana, Agentes muito especiais encerrou o período com 81 mil ingressos vendidos e R$ 1,6 milhão arrecadados. Vencedor do Globo de Ouro de melhor drama e um dos favoritos ao Oscar, Hamnet: A vida antes de Hamlet (Universal) teve sessões antecipadas pontuais na sexta e no sábado, vistas por mais de 7,1 mil pessoas.
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