Referência
no mercado de
cinema no Brasil
O cinema brasileiro segue conquistando reconhecimento além das fronteiras.
O longa-metragem Manas (Paris), dirigido por Marianna Brennand, foi oficialmente indicado ao Prêmio Goya de melhor filme ibero-americano, um dos mais importantes da cinematografia em língua espanhola. A seleção foi realizada pela Academia Brasileira de Cinema em setembro de 2025, designando a produção para representar o país na 40ª edição da premiação.
A disputa pela estatueta será acirrada. Manas enfrentará Belén: Uma história de injustiça (Argentina), O olhar misterioso do flamingo (Chile), Um poeta (Colômbia) e La Piel del Agua (Costa Rica). Os vencedores serão anunciados em cerimônia marcada para 28 de fevereiro de 2026, em Barcelona.
Em declaração, a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, celebrou a conquista: “Termos dois filmes incríveis fazendo história pelo mundo afora [O agente secreto sendo o outro] nos enche de orgulho e nos dá certeza de que o cinema brasileiro é poderoso e único. Um filme nunca exclui o outro. Eles se somam no caminho de uma cinematografia que merece e deve ser reconhecida por seu talento e diversidade.”
Reconhecimento internacional
A indicação ao Goya soma-se a uma série de premiações que Manas já acumula em sua trajetória. O filme, resultado de dez anos de pesquisa de Marianna Brennand sobre a exploração sexual de crianças na Ilha de Marajó, no Pará, já venceu mais de 20 prêmios internacionais.
Entre os destaques estão o prêmio máximo da Jornada dos Autores, mostra competitiva paralela do Festival de Veneza de 2024; o Women in Motion, dedicado a novos talentos femininos, concedido a Brennand no Festival de Cannes em 2025; e o Prêmio Especial do Júri na Première Brasil do Festival do Rio de 2024.
Disponível no Telecine por meio do Globoplay, Manas narra a história fictícia de Marcielle (interpretada por Jamilli Correa), uma menina de 13 anos que, inserida em um ambiente de abuso, toma consciência da violência que a rodeia e busca uma saída. A obra mistura pesquisa documental e narrativa ficcional, trazendo à tona a realidade de comunidades vulneráveis na Amazônia brasileira.
A 40ª edição dos Prêmios Goya contou com inscrições de longas-metragens de 20 países ibero-americanos, incluindo Bolívia, Cuba, México, Peru e Uruguai.
© Filme B - Direitos reservados