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Geração Z se consolida como o motor da retomada dos cinemas nos EUA

Geração Z se consolida como o motor da retomada dos cinemas nos EUA

Redação
09 abr 26

Imagem destaque

Divulgação

'Homem-Aranha: Um novo dia'

Ao contrário do temor de que a ascensão do streaming e o consumo via smartphones afastariam os jovens das salas de exibição, a realidade do mercado cinematográfico mostra um cenário oposto.

Um novo estudo realizado pela Fandango nos EUA revelou que a Geração Z é, hoje, o grupo demográfico mais ativo no hábito de ir ao cinema, frequentando as salas com mais regularidade do que as gerações mais velhas e investindo mais em experiências premium, como telas Imax e serviços de alimentação. Essa geração geralmente abrange quem nasceu entre 1997 e 2012.

Os números detalhados pela pesquisa confirmam essa mudança de paradigma: enquanto 87% da Geração Z e 82% dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996) assistiram a pelo menos um filme no cinema nos últimos 12 meses, os índices caem para 70% entre a Geração X (de 1965 a 1980) e 58% entre os baby boomers (de 1946 a 1964).

Jovens veem cinema como interação social

Em média, os jovens realizam sete visitas anuais às salas, um comportamento impulsionado principalmente pelo desejo de interação social. Para eles, o cinema não é apenas sobre o filme, mas também sobre a experiência comunitária e a oportunidade de sair de casa — um contraponto direto às gerações mais velhas, que apontam o aumento dos preços e a qualidade dos títulos como principais desestímulos.

Para os donos de cinema, que ainda lutam para recuperar o público perdido durante a pandemia — atualmente, a frequência total ainda está 20% abaixo dos níveis pré-Covid nos EUA e no Canadá —, a fidelidade dos mais jovens é um alívio. Jerramy Hainline, vice-presidente executivo da Fandango, destaca que as empresas precisam adaptar suas estratégias para atender a esse novo perfil: "Gen Z e millennials estão redefinindo o que significa ir ao cinema, priorizando experiências de alta qualidade e engajamento social. Encontrá-los onde eles estão não é opcional, é essencial para o futuro da indústria".

O resultado parece validar os números que a Filme B vem apresentando sobre o Brasil. Nos últimos meses, apesar de uma queda nítida do público em relação ao ano anterior, a renda se manteve estável, em parte graças ao PMI mais alto das salas premium e de sessões especiais, como shows e documentários musicais.

Verão americano (e inverno brasileiro) reserva sucessos

O horizonte para os próximos meses é otimista, segundo a Fandango. Com 76% dos entrevistados afirmando que pretendem visitar o cinema durante o verão americano, a expectativa é que títulos de grande apelo garantam a sustentabilidade das bilheterias.

A lista de produções mais aguardadas é encabeçada por Toy Story 5 (Disney), Homem-Aranha: Um novo dia (Sony), O diabo veste Prada 2 (Disney) e o aguardado projeto de Christopher Nolan, A Odisseia (Universal).

O desafio, segundo o levantamento, permanece logístico: coordenar agendas e encontrar tempo disponível em meio ao ritmo frenético da vida moderna.