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Disney aposta em 'Toy Story 5' como um marco histórico na cultura pop

Disney aposta em 'Toy Story 5' como um marco histórico na cultura pop

Fabiano Ristow
10 jun 26

Imagem destaque

Divulgação

'Toy Story 5'

Antes de a sessão começar, o Cinemark Jardim, em São Paulo, já parecia uma festa junina. O café da manhã era temático da festa que marca a metade do ano, e exibidores circulavam com camisas xadrez e chapéus — o dresscode "caubói" foi um pedido da Disney inspirado no personagem que deu origem a tudo. Nesta quarta-feira, 10, a major reuniu donos de cinema para uma sessão exclusiva de Toy Story 5, que estreia em 18 de junho nos cinemas brasileiros, com sessões antecipadas no dia anterior.

A brincadeira com a estética caipira não foi gratuita: antes do início do filme, a Disney exibiu um vídeo que percorreu as três décadas de história da franquia — de 1995, quando o primeiro Toy Story revolucionou o cinema de animação ao ser o primeiro longa totalmente gerado por computador, até os dias de hoje, com mais de US$ 3 bilhões acumulados em bilheteria global pelos quatro capítulos. A mensagem era direta: "Toy Story não é só uma franquia. É um marco na cultura pop."

A frase sintetiza a aposta da distribuidora para este que é, segundo suas próprias pesquisas internas, o maior candidato ao posto de filme do ano no Brasil. Thiago Pelli, diretor de vendas da Disney no Brasil, reforçou dados de tracking que sustentam o otimismo da empresa.

"Continua sendo o maior nível de interesse e reconhecimento do público de todas as nossas animações, maior ainda que Divertida mente", disse Pelli, antes de revelar um indicador concreto de demanda: "As pré-vendas já começaram e a demanda para as sessões noturnas está alta, o que mostra que o público adulto também está ansioso. Lembrem-se disse na hora de pensar na programação."

Divertida mente 2 (2024), vale lembrar, ocupa o posto de maior bilheteria da história no Brasil, com R$ 444,5 milhões arrecadados a partir da venda de 22,4 milhões de ingressos.

A trama de Toy Story 5 dialoga diretamente com um dilema que pais e educadores enfrentam hoje: o avanço das telas sobre o tempo de brincar. Ao colocar Woody e Buzz em disputa com um tablet inteligente (dublado por Maísa no Brasil) pela atenção da criança Bonnie, a Pixar transforma num roteiro de animação algo que já virou pauta recorrente da pediatria e da psicologia infantil: a substituição gradual dos brinquedos tradicionais por dispositivos digitais que entregam estímulo imediato e personalizado.

Fabiano Ristow / Filme B
Road show de 'Toy Story 5'

O clima de festa foi reforçado por uma surpresa musical. Antes da sessão, foi exibido o clipe de "Amigo estou aqui" — a regravação da canção icônica da franquia assinada por João Gomes, o maior nome do atual cenário do arrocha e do forró pop no Brasil. Outro nome de peso na trilha é Taylor Swift, que também assina uma faixa original para o filme, ampliando o alcance da campanha para públicos completamente diferentes.

"Você tem João Gomes gravando a música e fazendo clipe, tem a Taylor Swift fazendo música lá fora, tem participação de Bad Bunny no elenco, tem esse grau de reconhecimento, tem um tema extremamente relevante para a sociedade como um todo. Tudo isso nos faz acreditar nessa ideia de que é o maior filme do ano", disse Pelli, antes de concluir: "Vocês vão assistir agora, se não o melhor, um dos melhores Toy Story de toda a franquia."

A Disney presenteou os exibidores com dois brindes: uma mochila infantil colorida com a temática de Toy Story e bonecos da linha Funko Pop dos personagens. Os presentes não são apenas uma gentileza, mas uma prévia do tsunami de produtos licenciados que já estão chegando às prateleiras. A expectativa é que Toy Story 5 movimente a economia para além das bilheterias, em acordos de licenciamento com marcas de brinquedos, roupas, alimentos e decoração.

Pelli já havia sinalizado, no 17º Show de Inverno, em Campos do Jordão, a disposição da Disney em proteger a janela de exibição, garantindo 100 dias entre a estreia nos cinemas e o lançamento em plataformas digitais. O movimento é lido pelo mercado como um gesto de confiança no potencial do título e um compromisso com os exibidores.