Referência
no mercado de
cinema no Brasil
As projeções de bilheteria para 2026 desenham um cenário de recuperação robusta para os EUA e o mundo, aproximando a indústria dos patamares pré-pandemia.
Especialistas da Gower Street Analytics e da Hollywood Reporter acreditam que este será o ano em que o cinema "vence a ressaca" do isolamento causado pela Covid e das greves, com um calendário agressivo de franquias consagradas.
Estima-se que as vendas de ingressos alcancem US$ 35 bilhões mundialmente (um crescimento de 5% em relação ao projetado para 2025). Nos EUA e no Canadá, a meta é atingir US$ 9,8 bilhões (algumas fontes chegam a projetar US$ 9,9 bilhões). Para se ter uma ideia, isso representa uma alta de cerca de 11% sobre os resultados de 2024 e 2025.
Os candidatos ao "bilhão"
O otimismo não é por acaso: 2026 terá o que os analistas chamam de "calendário imbatível", com o retorno de pesos-pesados da cultura pop, como Vingadores - Doutor Destino (Disney), Homem-Aranha - Um novo dia (Disney), Toy Story 5 (Disney), Duna - Parte 3 (Warner) e Super Mario Galaxy (Universal).
Aliás, um ponto crítico destacado pelos analistas é o "congestionamento" de dezembro de 2026. Estão previstos para a mesma data Doutor Destino e Duna 3. Essa competição direta pode diluir a arrecadação ou criar o maior fim de semana da história do cinema, dependendo da capacidade das salas de absorverem ambos os públicos.
O fator China
A recente recuperação das bilheterias de Hollywood na China levanta dúvidas se o fenômeno é uma tendência duradoura ou apenas uma "anomalia" em meio ao esforço do governo chinês em priorizar produções locais. O sucesso estrondoso de Zootopia 2, que se tornou o segundo maior filme de Hollywood no país — atrás apenas de Vingadores: Ultimato —, foi impulsionado estrategicamente pela Disney após a abertura de uma área temática em Xangai em 2024.
Somado ao desempenho sólido de franquias como Avatar, o cenário sugere um possível degelo nas relações comerciais e culturais, embora analistas prefiram observar o comportamento do mercado ao longo do próximo ano para confirmar se o público chinês está, de fato, voltando a abraçar os grandes sucessos americanos de forma consistente.
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