Em clima de Varginha e Campo Largo, Universal apresenta 'Dia D' a exibidores

Em clima de Varginha e Campo Largo, Universal apresenta 'Dia D' a exibidores

Fabiano Ristow
03 jun 26

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Divulgação

'Dia D'

O timing não poderia ser mais favorável.

Na manhã desta quarta-feira, 3 de junho, a Universal reuniu donos de cinema no Cinesystem Pompeia, em São Paulo, para uma sessão especial de Dia D, o novo filme de Steven Spielberg que estreia no Brasil em 11 de junho. Ao mesmo tempo, o assunto que toma conta das redes sociais é justamente o avistamento de um suposto OVNI filmado pelo influenciador Mayk Leão em Campo Largo, no Paraná. A coincidência, claro, não passou despercebida.

"Não podia chegar no momento melhor para a gente", disse Rodrigo Fante, gerente sênior de vendas da Universal, antes da exibição, referindo-se à convulsão digital provocada pelo vídeo do influenciador paranaense. "Nos últimos dias, o TikTok, o Twitter, o Instagram... as pessoas só estão comentando as imagens, os sons."

O caso Mayk Leão fez viralizar a frase "Tinha algo aqui", que já se tornou um meme, mas também alimentou com força o debate sobre ufologia que estava latente no país às vésperas do lançamento de Dia D.

Esse caldo cultural foi reforçado, não por acaso, pelo próprio Spielberg. No último domingo, o cineasta foi entrevistado pelo Fantástico, da TV Globo, e surpreendeu ao afirmar que conhece o famoso Caso Varginha — que completa 30 anos em 2026. "O governo americano se envolveu imediatamente e enviou representantes ao Brasil para retirar os seres do exército brasileiro, que os protegia. Existem muitas histórias como essa", disse Spielberg, ao descrever o que teria visto em um documentário sobre o tema.

"Foi bom a matéria ter ido ao ar neste fim de semana, para fugir também do tema Copa do Mundo", disse Fante.

Spielberg de volta à temática alienígena

O filme em si acompanha o impacto de um "dia de revelação" — o momento em que governos do mundo inteiro são expostos por terem escondido evidências da existência de formas de vida extraterrestre. Estrelado por Emily Blunt, Josh O'Connor e Colman Domingo, o longa marca o retorno de Spielberg ao gênero que o consagrou — ele não fazia ficção científica alienígena desde Guerra dos Mundos, em 2005.

Trata-se também de sua primeira história original em muitos anos, o que, nas palavras de Fante, torna o projeto ainda mais especial. "Dia D é Steven Spielberg puro. É um talento que é da casa da Universal desde Tubarão. E a primeira história original depois de muitos e muitos anos, num tema que ele domina e é apaixonado como ninguém."

Alguns críticos estrangeiros que já assistiram ao thriller consideraram Dia D um dos melhores filmes de Spielberg em 20 anos.

Nos bastidores, os nomes são igualmente pesados. A fotografia é assinada por Janusz Kamiński, o mesmo de A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan, e a trilha sonora fica a cargo de John Williams — marcando a 30ª colaboração com Spielberg. Ao contrário de Guerra dos Mundos, em que os alienígenas eram uma ameaça direta, Dia D tem uma abordagem mais empática e urgente: e se a humanidade precisasse confrontar a verdade que esteve escondida por décadas?

A pré-venda começa nesta quinta-feira, 4 de junho, com sessões antecipadas previstas para o dia 10. A Universal aposta em resultado expressivo já no fim de semana de abertura. "A gente vem com força total nessa sequência de filmes", disse Fante, que citou ainda Toy Story 5 e Supergirl como outros grandes títulos que animam o mercado nas semanas seguintes. "Que delícia a gente ver o mercado assim, quente desse jeito."