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Carlos ReichenbachDiretor e fotógrafo, filho e neto de editores de livros, pensou que seguiria o caminho trilhado pela família, mas logo o cinema e a música mobilizaram sua atenção. Nascido em Porto Alegre, em 1945, mudou-se ainda cedo para São Paulo, onde foi criado e realizou seu primeiro curta-metragem, Esta rua tão Augusta (1969). Nos anos seguintes, tal como outros cineastas paulistas de sua geração, dirigiu produções de baixo orçamento caracterizadas por elementos populares em pólo produtor que ficou conhecido como Boca do Lixo: um episódio de As libertinas (1968), outro de Audácia, fúria dos desejos (1969) e ainda Corrida em busca do amor (1971). Em 1974 escreveu, produziu e dirigiu Lilian M., relatório confidencial. Na segunda metade dos anos 70 dirigiu títulos como A ilha dos prazeres proibidos (1977), O império do desejo (1978) e Amor, palavra prostituta (1979). A partir deste período fotografou mais de 20 filmes, entre eles JJJ, o amigo do Super-homem (1979), de Denoy Oliveira, e Sua excelência, o candidato (1992), de Ricardo Pinto e Silva. Na década de 80 dirigiu Paraíso proibido (1980), Filme demência (1985) e Anjos do arrabalde (1987), melhor filme e melhor atriz (Betty Faria) no Festival de Gramado. Nos anos 90 fez dois filmes, Alma corsária (1994) e Dois córregos (1999). Homenageado pelo programa Petrobrás Cinema realizou o curta-metragem Equilíbrio e graça (2002). Em 2003, realizou dois filmes de longa-metragem: Garotas do ABC, lançado em 2004, e Bens confiscados, lançado em 2005. Em 2007, estreou Falsa loira, no Festival de Brasília. Em 2008, está finalizando o roteiro de seu novo longa O mar das mulheres finais.
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