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Helena IgnezAtriz nascida em Salvador, na Bahia, em 1942. Seu primeiro contato com o cinema foi no curta-metragem O pátio (1959), de Glauber Rocha. Em 1968, estrelou Cara a cara e O bandido da luz vermelha, primeiros filmes, respectivamente, de Júlio Bressane e Rogério Sganzerla. A partir daí, passou a ser o principal rosto do movimento que ficou conhecido como Cinema Marginal. No ano seguinte, estrelou A mulher de todos, de Sganzerla, no antológico papel de Ângela Carne-e-Osso. Em 1970, ao lado de Bressane e Sganzerla, fundou a produtora Belair, que produziu, nesse mesmo ano, títulos como Copacabana mon amour e Sem essa, Aranha, de Sganzerla, e A família do barulho e Cuidado, madame, de Bressane, todos estrelados por ela. Ainda em 1970, casou-se com Rogério Sganzerla, ficando a seu lado até a morte do cineasta, em 2003. Tornou-se sua musa, tendo atuado em muitos de seus filmes, como Nem tudo é verdade (1985), Tudo é Brasil (1996) e O signo do caos (2003). Sob direção de Bressane, fez ainda São Jerônimo (1999). Outros destaques de sua carreira são Assalto ao trem pagador (1962), de Roberto Farias, O padre e a moça (1967), de Joaquim Pedro de Andrade, Os monstros do Babaloo (1970), de Elyseu Visconti, e Perfume de gardênia (1992), de Guilherme de Almeida Prado. Em 2003, dirigiu o curta-metragem A reinvenção da rua. Atualmente, ao lado das filhas Djin e Sinai Sganzerla, dedica-se a restaurar e difundir a obra de Rogério Sganzerla. Seus projetos mais recentes são: Luz nas Trevas – continuação do Bandido da Luz Vermelha, co-dirigido por Ícaro Martins e com Ney Matogrosso no papel principal – e a direção de Canção de Baal.
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