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Bruno Wainer

Ocupou diversas funções na produção de filmes para em seguida dedicar-se ao setor da distribuição, atualmente no comando da distribuidora independente Downtown Filmes. Foi assistente de produção, assistente de direção ou diretor de produção em 20 filmes, dentre os quais, Bye, bye, Brasil (1978), de Carlos Diegues, Eu te amo (1980), de Arnaldo Jabor, Inocência (1983), de Walter Lima Jr., Ópera do malandro (1985), de Ruy Guerra, A grande arte (1989), de Walter Salles, e Brincando nos campos do Senhor (1990), de Hector Babenco. Em 1991 associou-se à Lumière, um ano depois de sua fundação, e à frente da distribuidora, lançou mais de 100 filmes que juntos totalizaram mais de 20 milhões de ingressos. Em 1996, a Lumière fechou um acordo com a Miramax, braço independente da Disney, e, a partir daí, lançou no Brasil sucessos como O paciente inglês (1996) e Chicago (2002). A partir do fim dos anos 90, a empresa passou a apostar também no cinema nacional: foi co-produtora de Pequeno dicionário amoroso (1996), de Sandra Werneck, e de O Trapalhão e a luz azul (1999), de Paulo Aragão; além de co-distribuidora de vários outros, como Central do Brasil (1998), de Walter Salles. Em 2000, a Lumière atingiu a liderança da distribuição independente ocupando 9% do mercado. Em 2002, a empresa atingiu a liderança no market share de filmes nacionais (52%), com os lançamentos de Abril despedaçado, de Walter Salles, Surf adventures, do qual é co-produtor, Madame Satã, de Karim Aïnouz, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Em 2003, acrescentou à cartela de distribuição da Lumière as produções nacionais Os normais, de José Alvarenga, e, em 2004, além de Os narradores do Javé, de Eliane Caffé, e Como fazer um filme de amor, de José Roberto Torero, lançou Olga, de Jaime Monjardim, que conquistou mais de três milhões de espectadores e foi a segunda maior bilheteria do ano. No fim de 2005, a Lumière deixou de operar como distribuidora de cinema e passou a cuidar exclusivamente de seu catálogo e a efetuar vendas para televisão. Foi também quando Bruno se lançou a Downtown Filmes, uma nova distribuidora que entrou no mercado com o documentário francês A marcha dos pingüins (2005). Uma das prioridades da Downtown Filmes é dar destaque ao cinema nacional, tendo distribuído longas como Crime delicado (2005), de Beto Brant, e Gatão de meia idade (2006), de Antonio Carlos da Fontoura. Em 2008, numa parceria da Downtown Filmes e Sony Pictures, foi co-distribuidor de Meu nome não é Johnny, líder do ranking nacional do ano com mais de 2 milhões de espectadores. Recentemente lançou os longas Tempos de paz (2009), de Daniel Filho. Foi distribuidor – em parceria com a Sony – e produtor associado do longa Chico Xavier (2010), também de Daniel Filho, que bateu o recorde de público na abertura de um filme nacional.


 
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