
|

Selton MelloMineiro de Passos, nascido em 1972, mudou para São Paulo e desde pequeno se mostrou disposto a seguir carreira artística como ator. Aos oito anos (em 1980) estreou na TV, numa série da Rede Bandeirantes. Quatro anos depois estava na TV Globo. Sua estreia no cinema aconteceu em 1990, em Uma escola atrapalhada, dirigido por Antônio Rangel. Ainda no cinema atuou em Lamarca (1994), de Sérgio Rezende, O que é isso, companheiro? (1996), de Bruno Barreto, e Guerra de Canudos (1997), também de Rezende. Atuou em O auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes, minissérie de televisão cuja versão para o cinema se tornou o filme nacional mais visto em 2000. Dedicou-se com afinco ao seu personagem em Lavoura arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho, que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília. Ator de várias novelas e minisséries, entre elas A invenção do Brasil (2001), de Guel Arraes, também transformada em filme, atuou ainda nos curtas Flora, de Marcel Cordeiro, e Razão para crer, de Erik De Castro. Em 2003, além de estrear no Canal Brasil o programa Tarja Preta, onde entrevista pessoas ligadas às mais diversas áreas do cinema brasileiro, voltou a trabalhar com Guel Arraes com mais uma atuação marcante como o protagonista de Lisbela e o prisioneiro (2003). Em 2005, deu seus primeiros passos na direção cinematográfica, dirigindo em película o clipe Flerte Fatal da banda Ira e Bala certeira, curta-metragem que integra o longa Os desafinados, de Walter Lima Jr., no qual trabalha também como ator. Integrou ainda o elenco de Nina (2003), de Heitor Dhalia, e de Coronel e o lobisomen (2003), de Maurício Farias. Em Garotas do ABC (2003), de Carlos Reichenbach, participou como ator e produtor associado. Atuou em Árido movie (2005), de Lírio Ferreira, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no 10º Cine PE. Outra premiação como melhor ator veio no Festival do Rio pela sua atuação em O cheiro do ralo (2006), de Heitor Dhalia, no qual também participou como produtor associado. Em 2006, dirigiu o curta Quando o tempo cair, selecionado para o Festival de Gramado, e filmou como ator Federal, de Eryk de Castro, e Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima, sendo premiado como melhor ator pela Academia Brasileira de Cinema. Em 2007, filmou seu primeiro longa-metragem como diretor, Feliz Natal, finalizado e lançado em 2008. No ano seguinte, atuou como protagonista em A mulher invisível (2009), de Cláudio Torres, A erva do rato (2009), de Júlio Bressane e Jean Charles (2009), de Henrique Goldman, sobre o jovem brasileiro morto pela polícia em Londres. Seus projetos mais recentes são Luz nas Trevas, continuação de Bandido da Luz Vermelha, dirigido por Helena Ignez, como protagonista, e Palhaço, sua segunda experiência na direção de longa-metragem.
|

|