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Alain FresnotCineasta e produtor paulista que tem se destacado nos últimos anos, inclusive com uma certa participação na política cinematográfica. Dirigiu a comédia Ed Mort (1996) e produziu os premiados longas-metragens Kenoma, de Eliane Caffé (1998), Através da janela, de Tata Amaral (2000), e Castelo Rá-tim-bum, de Cao Hamburger (2000), além do documentário Saudade do futuro, de Marie-Clémence e César Paes (2001). Nasceu em 1951 na França e aos oito anos mudou-se para São Paulo. Formou-se em cinema pela ECA da USP em 1976, mas um ano antes já havia fundado a produtora A. F. Cinema e Vídeo. Sua estréia foi como continuísta de As amorosas (1968), de Walter Hugo Khouri. A partir daí, montou, produziu e dirigiu vários filmes curtos, como Pêndulo (1974), Nitrato (1975), Capoeira (1979) e Amor que fica (1986). Foi assistente de direção de Leon Hirszman em Eles não usam black tie (1981), co-roteirista, assistente de direção e montador de Doramundo (1977), montador de O homem que virou suco (1979) ambos de João Batista de Andrade , e montador de Janete, de Chico Botelho (1982) e de A marvada carne, de André Klotzel (1984), trabalho que lhe rendeu prêmio no Festival de Gramado. A comédia Lua cheia (1988) foi sua estréia na direção de longas, e conquistou o Sol de Ouro do RioCine Festival. Alain foi ainda vice-presidente da Associação Paulista de Cineastas e presidente da Comissão Estadual de Cinema de SP. Em 2003 lançou seu mais ambicioso projeto como diretor, o longa Desmundo, uma adaptação do romance de época homônimo de Ana Miranda. Em 2008 concluiu as filmagens de seu novo longa-metragem de ficção, Família vende tudo, e trabalha nos projetos O princesa de corfu, Xique Úrtimo e Raul, o início, o fim e o meio.
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