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Paulo ThiagoCineasta e produtor nascido em Aimorés, Minas Gerais, em 1945, vive desde os cinco anos no Rio de Janeiro. Cursou economia e sociologia política na PUC, mas seu interesse por cinema e pela literatura brasileira (sobretudo a mineira) logo o atraiu para a produção e direção de filmes. Estreou com o documentário A criação literária de João Guimarães Rosa (1969) e, de volta à cidade natal, realizou seu primeiro longa, Os senhores da terra (1970). O gosto pela aventura se destacou a partir da superprodução A batalha de Guararapes (1978). Em seguida, com Jorge, um brasileiro (1987), baseado no romance homônimo de Oswaldo França Jr., que levou o prêmio de direção no Festival de Trieste, na Itália. Como produtor realizou vários filmes, como Beijo na boca (1981), de Paulo Sérgio Almeida, Engraçadinha (1981), de Haroldo Marinho Barbosa, e O bom burguês (1982), de Oswaldo Caldeira, entre outros. Com Vagas para moças de fino trato (1993), fez um longa intimista, baseado na peça de Alcione Araújo, e com Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1997), trouxe para a tela o romance de Lima Barreto. Realizou, em 2002, dois projetos em torno da vida e da obra de Carlos Drummond de Andrade, o docudrama O poeta das sete faces e o filme de ficção O vestido (2004). No ano seguinte, foi eleito presidente do Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV). Em 2005, estreou um novo documentário: Coisa mais linda, sobre a Bossa Nova. Seu mais recente longa-metragem A orquestra dos meninos – que estreou em 2008 – conta a história real do maestro Mozart Vieira no interior do Nordeste. Atualmente se dedica à produção do longa-metragem Aparecida – A padroeira do Brasil, ao lado de Gláucia Camargos.
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