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Ana Carolina

Seu cinema, marcado pelo olhar crítico da condição feminina, tem igualmente como marca a combinação de imagens visuais com trocadilhos e imagens verbais nos diálogos e às vezes até nos títulos, como em Mar de rosas (1977), Das tripas coração (1982) e Sonho de valsa (1988). Nascida em São Paulo, em 1945, começou na linguagem documental, com o curta Lavra-dor, que escreveu e co-dirigiu com Paulo Rufino (1967). Em seguida vieram Indústria (1968), Monteiro Lobato (1969), co-dirigido com Geraldo Sarno, A fiandeira e Guerra do Paraguai (ambos de 1970), Três desenhos e Pantanal (ambos de 1971). Em 1974, fez assistência de direção de Construção de Brasília de Carlos Diegues, e, em 1978, realizou um média-metragem: Anatomia do espectador. Antes da trilogia sobre a condição feminina, formada pelos filmes Mar de rosas, Das tripas coração e Sonho de valsa, fez Getúlio Vargas (1974), com material dos arquivos do DIP. No Rio desde 1974, quando fundou com Jorge Durán e Murilo Salles a Crystal Cinematográfica, Ana dirigiu ainda, em 1979, um longa-metragem em 16mm para a televisão, Nelson Pereira dos Santos, com a ajuda dos alunos da UFF. Em 2000 dirigiu o longa-metragem Amélia, e em 2002 concluiu e lançou o longa Gregório de Mattos. Em 2003, fez a direção cênica da ópera Salomé. Seu próximo projeto é o longa A primeira missa, que está em fase de pré-produção.


 
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