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Maurice CapovillaCineasta paulista nascido em 1936, era estudante de filosofia quando começou a frequentar, no fim dos anos 1950, a filmoteca do Museu de Arte Moderna, um dos primeiros cineclubes de São Paulo, ao lado de Jean-Claude Bernardet e Gustavo Dahl. Antes de voltar-se para a direção, trabalhou na Cinemateca Brasileira, participando da organização de festivais de cinema francês, italiano, russo, soviético e polonês. Representante da linha mais engajada do Cinema Novo, dirigiu seu primeiro curta em 1962, União, filmado em 16 mm, e em 1963 fez Meninos do Tietê. Neste mesmo ano fez um estágio no Instituto de Cinematografia da Universidade do Litoral, em Santa Fé, na Argentina, com o documentarista argentino Fernando Birri. Com produção de Thomas Farkas, dirigiu, em 1964, o documentário Subterrâneos do futebol. Intercalando o cinema com o jornalismo e o magistério, foi crítico de cinema, professor da ECA-USP e organizador do departamento de cinema do Instituto Central de Artes da UNB. Dirigiu em 1967 seu primeiro longa-metragem, Bebel, garota propaganda, inspirado em Ignácio de Loyola Brandão. Segue-se O profeta da fome (1969), roteirizado em parceria com Fernando Peixoto, com José Mojica Marins no papel-título. Em seguida filmou mais dois longas, As noites de Iemanjá (1971) e O jogo da vida (1976). Na televisão, dirigiu documentários para a TV Globo – como Do grande sertão ao beco da Lapa, sobre Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Oswald de Andrade – para a TV Bandeirantes e trabalhou também na Rede Manchete, onde criou o Núcleo de Especiais e dirigiu séries. Em 2003, realizou o longa-metragem Harmada, inspirado em João Gilberto Noll, distribuído pela Riofilme em 2005.
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