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Ana Maria MagalhãesAtriz de cinema atuante na década de 70, passou para o outro lado das câmeras nos anos 80, dirigindo vídeos, curtas e longas-metragens. Sua estréia como diretora de longa-metragem aconteceu com o episódio Final call, da produção internacional Erotique (1994). Seu primeiro trabalho como diretora foi o média-metragem em 16mm Mulheres de cinema (1978). Seguiram-se outros trabalhos na direção em diferentes formatos, como os curtas-metragens Assaltaram a gramática (1984), O mergulhador (1985), Spray Jet (1986) e O bebê (1987), e documentários, como Mangueira do amanhã e o vídeo Já que ninguém me tira para dançar (1983), sobre Leila Diniz. Carioca de 1950, estudou no Conservatório Nacional de Teatro e aos 17 anos começou a carreira de atriz no cinema, em O diabo mora no sangue (1967), de Cecil Thiré, e Garota de Ipanema (1967), de Leon Hirszman. Depois vieram outras autuações para cinema, como Azyllo muito louco (1969) e Como era gostoso o meu francês (1971), ambos de Nelson Pereira dos Santos, Quando o carnaval chegar (1972), de Carlos Diegues, Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), de Hector Babenco, e Os sete gatinhos (1977), de Neville D´Almeida. Uma de suas atuações mais marcantes foi contracenando com Tarcísio Meira em A idade da Terra (1980), de Glauber Rocha. Teve uma pequena participação como atriz em Perigo negro, episódio de Rogério Sganzerla para o longa-metragem Oswaldianas (1991). Em 2002 dirigiu o longa-metragem Lara, sobre a atriz Odete Lara. Seu mais recente filme é Reidy, a construção da utopia, ganhador (dividido com Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez) do prêmio de melhor longa-metragem documentário do Festival do Rio 2009. Sobre o mesmo personagem, o arquiteto Affonso Eduardo Reidy, fez para a TV o documentário Lembranças do futuro (2004), pelo qual recebeu o título Urbanidade 2005 do Instituto dos Arquitetos do Brasil.
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