
|

Lúcia MuratSeu primeiro filme, o semi-documentário Que bom te ver viva (1988), estreou internacionalmente no Festival de Toronto e revelou uma cineasta dedicada a temas políticos e femininos. Nele depoimentos de mulheres torturadas durante a ditadura militar se intercalam com cenas ficcionais protagonizadas por Irene Ravache. Entre muitos prêmios, o longa foi escolhido melhor filme do júri oficial, do júri popular e da crítica no Festival de Brasília de 1989. Carioca nascida em 1948, estudou economia e se envolveu com o movimento estudantil. Com a decretação do AI-5 em dezembro de 1968, entrou para o grupo MR-8. Presa em 1971, foi torturada e encarcerada por três anos e meio. Em 1979, foi para a Nicarágua e registrou a revolução sandinista no curta-metragem O pequeno exército louco, finalizado cinco anos mais tarde. A preocupação política volta em Doces poderes (1996), desta vez sob o ponto de vista do marketing das campanhas eleitorais. O filme estreou em 1997 no Festival de Sundance e, no mesmo ano, também foi exibido no Festival de Berlim. Em 2000 lançou Brava gente brasileira, sobre a relação entre colonizadores e índios no interior do Brasil. Em 2003 filmou Quase dois irmãos – um drama político sobre o conflito entre a classe média e a favela em três diferentes épocas e situações – que lhe rendeu, no Festival do Rio 2004, os prêmios de melhor direção e melhor filme latino americano pela Fipresci, e melhor filme no Festival de Mar Del Plata 2005. No Festival do Rio de 2005 estreou o documentário O olhar estrangeiro e, na edição de 2007, Maré, nossa história de amor, uma co-produção Brasil-França. Em 2008, Maré foi selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. Atualmente, trabalha em dois projetos: um documentário sobre os índios kadiwéu (com quem trabalhou em Brava gente brasileira) e a ficção Sala de espera, um balanço da geração de 68.
|

|