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José Padilha

Diretor e produtor que ganhou projeção nos cenários nacional e internacional com seu primeiro longa-metragem para cinema como diretor, Ônibus 174 (2002). Reconstituição de um episódio dramático e violento passado no Rio de Janeiro (o seqüestro de um ônibus que terminou em tragédia), o filme foi exibido no Festival do Rio BR de 2002, onde acumulou os prêmios do público e da crítica, na Mostra BR de São Paulo, onde foi eleito o melhor documentário brasileiro, e no Festival de Sundance de 2003. Formou-se em administração de empresas pela PUC-Rio e começou no cinema na JN filmes, onde trabalhou na produção de Tanga - Deu no New York Times (1987), dirigido por Henfil, e na viabilização financeira de Boca de ouro (1990), de Walter Avancini. Em 1997 fundou, com o fotógrafo e diretor Marcos Prado, a Zazen Produções, e juntos passaram a realizar seus próprios projetos. Inspirado em fotos de Marcos Prado, Padilha escreveu e produziu o documentário Os carvoeiros (1999), dirigido pelo ganhador do Oscar Nigel Noble, selecionado para o Sundance Film Festival de 2000. O filme ganhou ainda o prêmio de melhor documentário latino-americano no Los Angeles Latino International Film Festival, entre outros prêmios. Como diretor e produtor, realizou, também com Marcos Prado, o documentário para TV Os pantaneiros, co-produção da Zazen com a National Geographic Television e o canal a cabo GNT/Globosat. Em 2004, estreou no Festival do Rio mais uma produção sua dirigida por Marcos Prado, Estamira, documentário sobre uma mulher esquizofrênica que há mais de duas décadas trabalha e vive em um aterro sanitário no Rio de Janeiro. Em 2007, lançou Tropa de elite, sua primeira ficção, que conta a história de dois jovens que entram para o BOpE (Batalhão de operações especiais da Polícia Militar). O filme, que foi pirateado quase dois meses antes da estreia, ganhou grande repercussão na mídia e entre a população e estima-se que milhões de pessoas tenham assistido ao DVD pirata. Nos cinemas, o sucesso também foi indiscutível: o filme conquistou cerca de 2,5 milhões de espectadores e foi o líder do ranking nacional em 2007. Em 2008, Tropa de elite ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, começando sua carreira internacional com grande destaque, elevando Padilha à condição de um dos principais diretores do cinema nacional no mercado externo. A conceituada revista americana Variety incluiu Padilha na seleta lista de “10 directors to watch” (algo como 10 diretores para ficar de olho). Tropa de elite foi ainda o grande vencedor no Grande Prêmio Vivo de Cinema Brasileiro, em abril de 2008, levando oito prêmios, incluindo o de melhor direção para José Padilha e o de melhor filme pelo júri popular. Na Mostra de São Paulo de 2008 lança o documentário Garapa, novo título do projeto Fome, iniciado em 2005, o filme acompanha a trajetória de uma família mineira que mostra de que forma os indivíduos lidam com a fome no cotidiano. Seus próximos projetos na Zazen são dois longas em co-produção com a Paramount, Paraísos artificiais, a ser dirigido por Marcos Prado em 2009, e Nunca antes na história deste país, sobre a cena política nacional, que dirigirá em 2010.


 
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