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Guel ArraesDiretor de núcleo da TV Globo, responsável por programas como TV Pirata, Programa legal e Comédia da vida privada, seu primeiro longa-metragem para cinema na realidade foi uma versão condensada da minissérie que dirigiu para a TV, inspirada na peça de Ariano Suassuna, O auto da Compadecida (2002). O filme se tornou o campeão de bilheteria do ano, com mais de dois milhões de espectadores, e lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no Grande Prêmio Cinema Brasil. Em 2001, repetiu a experiência com Caramuru – A invenção do Brasil, outra minissérie que virou longa-metragem, mas desta vez com menos sucesso de público. Nascido em 1953, filho do político Miguel Arraes, viveu exilado com sua família na Argélia. Começou sua carreira em Paris, no Comitê do Filme Etnográfico dirigido por Jean Rouch, considerado um mestre do cinema-verdade. Dirigiu documentários de curta-metragem em super-8 e também o média Barbes Palace (1979), em parceria com Ricardo Lua. Entre 1985 e 1988 dirigiu a série Armação ilimitada, que revolucionou a tele-dramaturgia da época, e em seguida dirigiu vários programas humorísticos e novelas de sucesso. Também dirigiu peças de teatro, e uma de suas montagens se transformou em seu terceiro longa-metragem, Lisbela e o prisioneiro (2003), adaptação do texto de Osman Lins, produzido pela Natasha Filmes de Paula Lavigne e a Globo Filmes, que atraiu cerca de três milhões de espectadores. Co-produziu e co-escreveu os longas-metragens Meu tio matou um cara (2005), de Jorge Furtado, e O coronel e o lobisomem (2005), de Maurício Farias. Em 2008, lançou o longa Romance. Em 2009, começa a filmar O bem amado, baseado na obra de Dias Gomes.
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