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Eduardo Escorel

Cineasta e montador que começou a trabalhar no meio cinematográfico aos 20 anos como assistente de direção de Joaquim Pedro de Andrade em O padre e a moça (1965). No ano seguinte, dirigiu com Júlio Bressane o documentário Bethânia bem de perto. Nascido em São Paulo, em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 60, onde fez o curso de cinema promovido pela UNESCO e o Itamaraty e ministrado por Arne Sucksdorff em 1962 e graduou-se em ciências políticas e sociais na PUC. Para Joaquim Pedro, montou Macunaíma (1969), Os inconfidentes (1971) e Guerra conjugal (1974). Montou quatro filmes de Glauber Rocha - Terra em transe (1966), O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Der Leone Have Sept Cabeças (1970) e Cabeças cortadas (1970) - além de ter trabalhado com outros diretores do Cinema Novo, como Leon Hirszman, em São Bernardo (1971) e Eles não usam black tie (1981). Em 1969, dirigiu o documentário de curta-metragem Visão de Juazeiro, e em 1976 fez seu primeiro longa, Lição de amor, inspirado em Mário de Andrade. Como montador, atuou em diversos filmes de diferentes diretores e estilos, desde Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho, a Dois perdidos numa noite suja (2002), de José Joffily. Em 1980 dirigiu Ato de violência (1980), baseado em uma história real, e em 1984, O cavalinho azul, adaptação da peça infantil de Maria Clara Machado. A partir da década de 90 deu novo fôlego à sua faceta de documentarista, com destaque para os filmes de uma trilogia histórica: 1930 - Tempo de revolução (1990), 32 - A guerra civil (1993) e 35 - O assalto ao poder (2002). Montou ainda Achados e perdidos (2005), de José Joffily. Em 2005, voltou à direção, em parceria com Joffily, no documentário Vocação do poder, filme sobre a campanha eleitoral de seis candidatos a vereador no Rio de Janeiro. No mesmo ano, lançou o livro Adivinhadores de água, com crônicas e ensaios seus sobre o cinema. Em 2007, realizou o documentário Deixa que eu falo, sobre a vida e obra do cineasta Leon Hirszman. Em 2008, lançou nos cinemas o documentário O tempo e o lugar. No mesmo ano, recebeu o Prêmio ABC, da Associação Brasileira de Cinematografia, pela edição do longa Santiago (2007), de João Moreira Salles. Finaliza atualmente os projetos (37-45), Os golpes do Estado Novo e Falo de coração, que retrata formas alternativas de atuação política no sertão nordestino.


 
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