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Eryk RochaDocumentarista, costuma dizer que nasceu dentro do cinema (em Brasília, em 1978, durante as filmagens deA idade da Terra, filme de seu pai Glauber Rocha), mas que o desejo de se tornar diretor veio quando viu pela primeira vez Outubro, de Eisenstein, pouco antes de seguir para Bogotá, onde viveu com a mãe, Paula Gaitán, entre os 15 e os 20 anos de idade. Na Colômbia, montou com amigos um grupo experimental de vídeo e colaborou em documentários para televisão feitos por sua mãe. O projeto de seu primeiro filme surgiu quando ele estudava na escola de San Antonio de Los Baños, Cuba: Rocha que voa (2002) foi realizado a partir de duas longas entrevistas sobre cinema e cultura na América Latina gravadas por Glauber em Havana, em 1971, que Eryk encontrou nos arquivos do ICAIC, Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos. O filme foi premiado no Cinesul e em seguida selecionado para os festivais internacionais de Locarno, Veneza, Montreal e Havana. Em 2005, lançou no Festival do Rio seu segundo documentário de longa-metragem, Intervalo clandestino, filmado no Rio de Janeiro entre o primeiro e segundo turno das eleições presidenciais de 2002. No mesmo ano, montou o curta De Glauber para Jirges, de André Ristum. Em 2010 lançou o documentário Pachamama. Atualmente, se dedica à montagem de seu primeiro longa-metragem de ficção, Transeunte.
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