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Carlos Diegues

Diretor, produtor e roteirista, é um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro, desde o período do Cinema Novo. Representou seis vezes o Brasil no Festival de Cannes: três na competição - Bye bye Brasil (1979), Quilombo (1983) e Um trem para as estrelas (1987) -, uma na Semana da Crítica - Ganga Zumba (1964) -, e duas na Quinzena dos Realizadores - Os herdeiros (1970) e Chuvas de verão (1977), além de ter participado do júri oficial do festival em 1981. Seus filmes foram selecionados para vários outros festivais internacionais, como os de Nova York, Veneza, Berlim, Toronto, Locarno, Roterdã e San Sebastian, e ganharam mais de 20 prêmios internacionais, entre eles o de melhor filme no Festival de Londres e o de melhor direção no Festival de Havana, para Bye bye Brasil e Veja esta canção, e o de melhor filme no Festival de Cartagena, para Orfeu (1998). Nascido em Maceió, Alagoas, em 1940, radicado no Rio de Janeiro desde os seis anos de idade, entrou para o cinema no fim dos anos 50, realizando filmes amadores com David Neves e Affonso Beato, seus colegas na PUC, e escrevendo para o jornal O metropolitano, da UNE. Seu primeiro longa-metragem, Ganga Zumba (1963), indica um tema dominante em sua obra, a cultura negra no Brasil, que prossegue com Xica da Silva (1976), melhor filme e diretor no Festival de Brasília, Quilombo (1984) e Orfeu (1999), melhor filme no Grande Prêmio Cinema Brasil. Orfeu trouxe de volta às telas do cinema brasileiro o morro carioca e o carnaval, temas de sua estréia em Escola de Samba – Alegria de Viver, terceiro episódio do longa-metragem Cinco vezes favela (1961), um dos filmes fundadores do Cinema Novo. Em 1994, realizou Veja esta canção, e no ano seguinte dirigiu Tieta do Agreste, baseado no romance de Jorge Amado. Tem sido um dos principais formuladores da política cinematográfica no Brasil, desde os tempos da Embrafilme até a implantação da lei do Audiovisual e a criação da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Em 2003 dirigiu e lançou Deus é brasileiro, que fez mais de 1,6 milhão de espectadores. No Festival de Gramado de 2003 foi homenageado com o trófeu Eduardo Abelim pelo conjunto de sua obra. Em 2004, dirigiu o curta Conhecimento, dentro do projeto Valores do Brasil, promovido pelo Banco do Brasil. Em 2005, ganhou um prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Cinema Latino de Chicago e foi presidente de honra do 7º Encontro do Cinema Sulamericano, realizado em Marselha, França. No mesmo ano, dirigiu sete filmes institucionais para a Vale do Rio Doce intitulados Vale, os filmes. Em 2006 lançou O maior amor do mundo, que recebeu o Grand Prix des Amériques na categoria de melhor filme, no Festival de Montreal, no Canadá, e também foi eleito como melhor filme pelo júri popular jovem no Festival de Biarritz, na França. Lançou também, no Festival do Rio 2006, seu primeiro documentário, Nenhum motivo explica a guerra, dirigido ao lado de Rafael Dragaud, sobre a trajetória do grupo AfroReggae. Atualmente, está à frente do longa Cinco vezes favela 2 – Agora por eles mesmos, filme composto de cinco episódios filmados por diretores egressos de comunidades carentes do Rio de Janeiro, selecionado para o Festival de Cannes.


 
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