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por
Fernando Veríssimo
Em maio, pela segunda vez este ano, o público de cinema no Brasil ultrapassou o patamar de 10 milhões de espectadores em um único mês - perdendo apenas para janeiro de 2009, com a excepcional marca de 14,8 milhões. De acordo com levantamento realizado pelo Filme B junto às distribuidoras e à base de dados do Sindicato dos Distribuidores do Rio de Janeiro, o público de maio foi o segundo melhor da série histórica (atrás apenas de 2003), com 10,4 milhões de ingressos vendidos. Em renda, maio de 2009 foi 34% maior que o de 2008 e o melhor da história, com R$ 90,4 milhões.
Público dos nacionais cresce 167% em relação a 2008
Os totais do ano continuam apontando para um surpreendente crescimento do mercado em um ano marcado pela crise econômica: com 46,8 milhões de espectadores e bilheteria de R$ 398,3 milhões, os cinco primeiros meses do ano tiveram alta de 31% em público e 34% em renda em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio do ingresso apresentou alta de 2%, chegando a R$ 8,50.
Uma observação mais detalhada dos números de maio afasta qualquer dúvida de que o cinema nacional é o grande destaque do mercado em 2009 até agora. Com 8,9 milhões de ingressos vendidos, o público dos filmes brasileiros entre janeiro e maio teve alta de 167% em relação ao mesmo período do ano passado. Na verdade, esse número já supera o público de todos os nacionais lançados em 2008 e é também o melhor resultado do cinema nacional num primeiro semestre ao longo do período da retomada –isso ainda sem contar com A mulher invisível, que estreou em junho.
Divã foi um dos filmes mais vistos do mês
A título de comparação, em 2003, ano histórico do cinema nacional, os filmes brasileiros somaram 8,86 milhões de espectadores até o fim de junho. Com um segundo semestre forte, puxado por Os normais e Lisbela e o prisioneiro, o ano chegaria ao fim com mais de 22 milhões de ingressos vendidos, ou 21,4% de market share.
Embora a cartela de filmes nacionais para o segundo semestre não seja tão expressiva em 2009, há apostas fortes em títulos como Os normais 2 (agosto) e expectativa em torno de Salve geral! (setembro). A ausência de filmes voltados para o público infantil, no entanto, pode desequilibrar o jogo em favor de 2003, que contou com Didi, o cupido trapalhão em julho (1,7 milhão de espectadores) e Xuxa Abracadabra em dezembro.
A comédia Divã manteve sua trajetória de sucesso e garantiu seu lugar entre os filmes mais vistos do mês, logo atrás dos pesos-pesados Wolverine, Anjos e demônios e Uma noite no museu 2. Os blockbusters foram responsáveis por elevar a participação de mercado do top 10 do ano para 49%, enquanto o nacional garantiu a manutenção do market share dos filmes brasileiros num patamar elevado (19,1%).

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