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Principal órgão oficial

Thai Film Foundation
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cinema faz parte da tradição cultural da Tailândia há mais de cem anos como um dos mais populares entretenimentos do país. No entanto, o cinema tailandês ainda é majoritariamente visto como um produto de baixo nível cultural, voltado para a população de baixa escolaridade. Essa imagem deve-se, sobretudo, ao fato de que a maioria da produção local é composta por filmes de gênero e de baixo orçamento. O cenário da produção local começou a mudar nos últimos dez anos, quando aconteceu uma verdadeira renovação no cinema tailandês e alguns filmes e diretores conseguiram destaque no cenário internacional.

O mercado interno da Tailândia é claramente dividido em dois grupos. Enquanto a capital Bangkok, e algumas poucas outras cidades desenvolvidas, dispõem de modernos multiplexes e uma cartela mais variada de filmes em exibição, as cidades do interior têm salas precárias e pouca oferta de filmes.

A produção de cinema nacional começou na década de 20, com os anos 30 marcando o período de ouro, com uma série de estúdios produzindo filmes simultaneamente. Esse período durou até 1942 e teve uma produção diversa, com filmes de gênero, com destaque para os musicais e os filmes de ação. Em 1931 foi publicada a primeira lei de regulamentação para a atividade cinematográfica, e para a censura no país, conhecida como “1930 Censorship Bill”. Essa lei vigorou praticamente inalterada até 2007, quando, após sofrer pressão de um grupo de profissionais de destaque, o congresso acabou por aprovar um novo e complexo sistema de classificação. A nova lei foi aprovada em março de 2008 e entrou em vigor em julho do mesmo ano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo ditatorial pressionou as companhias a fazerem filmes nacionalistas de propaganda e a produção se tornou escassa, também devido às dificuldades de produção impostas pela guerra. Com o término da guerra, a indústria começou a produzir novamente usando os rolos de negativo 16mm que sobraram dos estoques da produção dos cinejornais da época. De 1947 a 1972 o formato 16mm foi o padrão da produção da indústria local. O primeiro sucesso da época foi Suparb Burut Sua Thai (Thai Gentlemen Fighters), de 1949, que ultrapassou as produções de Hollywood nas bilheterias locais de então, dando início a uma nova onda de otimismo na produção e à segunda era de ouro da produção tailandesa.

No entanto, o verdadeiro boom de produção aconteceu nos anos 70, quando o governo, no intuito de fortalecer a produção local, impôs uma pesada taxa de impostos para filmes internacionais. Isso fez com que Hollywood promovesse um boicote à exportação para a Tailândia, de modo que a demanda por filmes nacionais aumentou enormemente e a produção se proliferou com intensidade. Na década de 80, a televisão começava a ganhar audiência e concorrer diretamente com o cinema. Em 1993, pressionado pelos EUA, o governo dimimuiu a taxa de importação e os filmes americanos voltaram a invadir os cinemas locais. Começava assim uma nova crise na produção de cinema no país, que teve seu momento de produção mais escassa neste período.

Em 1994, produtores e cineastas locais criaram a Thai Film Foundation, uma organização sem fins lucrativos pra promover a cultura cinematográfica no país. A fundação também trabalha juntamente ao National Film Archive of Tahiland para organizar mostras, promove a realização de festivais e publica estudos e pesquisas sobre a cultura cinematográfica.

A crise financeira que abalou os países asiáticos em 1997 trouxe novos ventos para o cinema tailandês, quando três importantes diretores de publicidade (Nonzee Nimibutr, Pen-Ek Ratanaruang e Wisi Sasanatieng) começaram a questionar a produção local, propondo uma produção mais artística para atrair o público e os investidores. Dando início à segunda “nova onda” do cinema tailandês e ao chamado “New Thai Cinema”.

O primeiro filme desta geração a chamar atenção internacional foi Fun Bar Karaokê (Fun Baa Karaokê), de Pen-Ek Ratanaruang, que em fevereiro de 1997 participou do Festival de Berlim, depois de uma década sem nenhum filme tailandês na programação. O segundo filme desta safra foi Young Gangsters (2499 Anthaphan Krong Muang), filme de estréia de Nonzee Nimibutr, que quebrou todos os recordes de audiência no país. Em 2000, Tears of the Black Tiger, de Wisi Sasanatieng, se tornou o primeiro filme tailandês a participar do Festival de Cannes. No mesmo ano, Iron Ladies, de Yongyoot Thongkongtoon, quebrou a barreira do filme de circuito de arte e foi o primeiro sucesso comercial tailandês em escala mundial.

Um dos diretores mais renomados do atual cinema da Tailândia é Apichatpong Weerasethakul, que em 1998 teve seu filme Mysterious Object At Noon (Dokfa nai meuman) financiado pelo renomado fundo internacional Hubert Bals Fund, e em 2002, Blissfully Yours (Sud Sanaeha), participou da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, de onde saiu com o prêmio de melhor filme. A partir daí, Apichatpong se tornou um dos diretores asiáticos mais prestigiados do circuito de arte internacional.



 




Cineastas de destaque

Apichatpong Weerasethakul
Banjong Pisanthanakun
Chatrichalerm Yukol
Nonzee Nimibutr
Pen-Ek Ratanaruang
Prachya Pinkaew
Parkpoom Wongpoom
Thanit Jitnukul
Wisi Sasanatieng
Yongyoot Thongkongtoon


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