Suécia é o maior dentre os países da Escandinávia, e também a maior economia. Não é de se estranhar, portanto, que o país seja não apenas o maior produtor de filmes da região, mas também o que tem o mercado mais forte.
Nos últimos dois anos, porém, houve uma queda significativa de mais de 10% de frequência nas salas. A indústria credita o mau desempenho ao impacto sofrido com a entrada dos DVDs no mercado, cujas vendas superaram a de ingressos pela primeira vez em 2004. Por outro lado, o cinema sueco ampliou sua participação ao longo do mesmo período: o market share do filme nacional cresce de maneira estável, tendo chegado a 23,3% em 2004, contra 16,8% em 2002. Em 2006 o mercado cresceu ligeiramente (4,7%), ficando em 15,3 milhões de espectadores, mas o market share caiu e ficou em 18,8%.
O principal órgão de apoio ao cinema sueco é o Svenska Filinstitutet (Swedish Film Institute – SFI), que concentra uma série de tarefas – desde a preservação de filmes até a promoção internacional da produção sueca. A fundação existe desde 1963, mas foi reestruturada a partir do Acordo Cinematográfico de 2000, firmado entre o Estado e representantes do setor, estabelecendo uma série de medidas de suporte para a indústria local. Este acordo vigorou até 2005 e, em 2006, um novo acordo foi assinado, nos mesmos moldes do anterior e com validade até 2010.
O SFI conta com um aporte anual de verbas de aproximadamente 40 milhões de dólares, e é financiado parcialmente pelo estado e por uma taxa de 10% sobre a venda de ingressos e videos. Duas redes de televisão, uma pública e outra privada, também se comprometeram a pagar taxas mensais para o instituto durante a vigência do acordo, além de arcar com um investimento mínimo anual em co-produções e aquisições dos direitos de filmes financiados pelo SFI.
Os fundos arrecadados pelo instituto são utilizados para três propósitos centrais:
· Concessão de subsídios para o desenvolvimento e produção de filmes nacionais, na forma de empréstimos reembolsáveis e prêmios sobre arrecadação de bilheteria (adicional de renda). O adicional de renda funciona da seguinte forma: quando um valor maior que 49% dos custos totais de produção vierem de empréstimos públicos, o prêmio tem um valor máximo de 25% do valor arrecadado nas bilheterias; se os empréstimos somarem menos que 49% do orçamento, o prêmio sobe para 50% das bilheterias. Filmes infantis podem receber um prêmio de até 100% sobre a arrecadação. Em 2004, o SFI concedeu SKK 126 milhões (cerca de 14 milhões de euros) em empréstimos e SKK 65 milhões (7 milhões de euros) para produções e co-produções suecas.
· Suporte para a distribuição e exibição de filmes no país, na forma de subsídios financeiros para a promoção e distribuição de produções nacionais e estrangeiras de qualidade e para as salas de cinema que exibirem estes filmes.
· Suporte para atividades culturais relacionadas ao cinema, como cineclubes, mostras e festivais.
O SFI também investe na qualificação dos profissionais do setor, com verba para desenvolvimento de roteiros, além da produção de curtas-metragens e séries televisivas. O instituto também é responsável pela promoção internacional dos filmes suecos, assim como pela preservação e restauração de filmes nacionais.