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Principais órgãos oficiais

Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE)
www.imcine.gob.mx



O

México é o maior mercado de cinema da América Latina e o líder em número de salas do subcontinente (são mais de três mil). Como no Brasil, o mercado está crescendo principalmente em conseqüência dos investimentos do setor de exibição, que se intensificaram a partir de 1993, quando foi inaugurado o primeiro multiplex do país, do grupo norte-americano Cinemark.

Trata-se de um mercado forte para o cinema americano, mas que ainda engatinha para a produção nacional. Apesar disso, o cinema local conseguiu emplacar alguns grandes sucessos nos últimos anos, como Sexo, pudor e lágrimas (5,3 milhões de espectadores em 1999), Amores brutos (2,9 milhões, em 2000), E sua mãe também (3,6 milhões, em 2001) e O crime do padre Amaro (5,2 milhões, em 2002).

A política cinematográfica no México está em plena fase de reestruturação. A entidade federal encarregada de promover e coordenar a produção cinematográfica no país é o Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE), criado em 1983 e vinculado ao Conselho Nacional para Cultura e Artes. O IMCINE tem dois fundos principais: o Fundo de Investimentos e Estímulos ao Cinema (FIDECINE), o Fundo para a produção cinematográfica de qualidade (FOPROCINE), destinados ao fomento, promoção e difusão de filmes mexicanos.

A legislação cinematográfica concentra-se na Lei Federal de Cinematografia, que passou por uma reforma no fim de 2002, com medidas que passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2003. O objetivo da nova legislação é elevar o número de filmes realizados no país de cerca de 20/30 por ano (entre 2001 e 2003) para 50, até o fim do mandato do presidente Vincente Fox, que termina em 2007. A legislação inclui medidas de incentivo fiscal e de otimização dos recursos públicos para o cinema.

O cinema mexicano conta com uma forte participação da iniciativa privada. Em 2004, por exemplo, foram produzidos 38 filmes (nove a mais que em 2003), dos quais 26 foram apoiados pelo estado (17 em 2003) e os outros 12 bancados por investidores privados. A escolha dos filmes a serem apoiados pelo governo é sempre feita por meio de concursos anuais e visa ao apoio de obras mais autorais, que dificilmente encontrarão financiamento privado.

Fundos de fomento

O FIDECINE pode contemplar todos os setores da cadeia cinematográfica (produção, distribuição e exibição) e está aberto para receber projetos ao longo de todo o ano. Ele privilegia longas-metragens de caráter mais comercial que são, muitas vezes, co-produzidos pelas majors norte-americanas. Em 2004, este fundo distribuiu 77,7 milhões de pesos (aproximadamente US$ 8 milhões).

O FOPROCINE tem o objetivo de “desenvolver a atividade cinematográfica local de alta qualidade” e está voltado para a produção de longas-metragens de caráter mais autoral. Os filmes são selecionados uma vez por ano, por meio de concurso público, e podem ser contemplados tanto para a produção como para a pós-produção. Em 2003, por exemplo, foi aberto concurso no fim do ano, no qual se inscreveram 33 projetos, sendo que sete deles foram selecionados.

Além desses dois fundos principais, há também o IBERMEDIA, bastante importante para o cinema mexicano. Trata-se de um “fundo de cooperação técnica e financeira” cujo objetivo geral é estimular a co-produção de filmes de longa-metragem, a estruturação inicial de projetos cinematográficos, a distribuição de filmes em mercado regional e a formação de recursos humanos para a indústria audiovisual. Não é um programa exclusivo do México. É realizado em cooperação com a Espanha e com outros países latino-americanos, e no México é administrado pelo IMCINE.

Em 2005 foi aprovada uma nova lei de incentivos fiscais para a produção, nos moldes da brasileira, que possibilita o desconto de até 10% do imposto de renda devido para a produção de obras de longa-metragem. O montante total de renúncia não poderá ultrapassar os MXN 500 milhões por ano. A lei chegou a entrar em vigor no início de 2006, mas foi embargada alguns meses depois por dar margem a diferentes interpretações e foi finalmente efetivada em 2007.

2006 foi o último ano da diretoria do IMCINE que se encontrava em vigência desde 2001, já que com a troca de presidente em 2007, troca-se também a diretoria no IMCINE. Em razão da iminente mudança de diretoria, foi realizado um balanço da administração do período 2001-2006, quando foram produzidos 213 filmes, dos quais 65% tiveram apoio do Estado, com a estréia de 64 novos diretores. O orçamento do IMCINE nos cinco anos foi de MXN 1 bilhão, dos quais MXN 680 milhões foram para produção de filmes.


 




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