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E

m 20 de fevereiro de 2004, uma nova lei entrou em vigor com medidas de apoio ao cinema italiano. Um fundo de fomento à produção, distribuição, exibição e infra-estrutura substituiu os vários fundos que existiam anteriormente de forma dispersa. Este novo fundo centralizado é administrado pelo Ministério da Cultura com base em acordos com instituições financeiras. Seus recursos provêm do orçamento geral da união, alocados no Ministério da Cultura e não vinculados a taxações sobre a atividade.

Em relação à produção, a nova lei introduz o sistema de apoio automático que se baseia no desempenho comercial do filme anterior de um mesmo produtor. O sistema prevê apoio automático para a distribuição de filmes considerados de interesse cultural. O valor da contribuição será proporcional ao número de ingressos obtidos pelos filmes desse perfil, lançados no ano anterior, pela mesma companhia distribuidora.

Para os exibidores, a nova legislação prevê uma redução de juros em empréstimos financeiros e adiantamento para aluguéis de imóveis a longo prazo. Outros benefícios são garantidos aos exibidores que investirem na construção de salas em cidades pequenas, na condição de que a sala exiba um percentual anual de filmes italianos ou europeus.

O Ministério da Cultura também destinou à Cinecittà, empresa de capital predominantemente estatal, uma verba de 3,5 milhões de euros. Além de ser o mais famoso estúdio da Itália, a Cinecittà centraliza a coordenação de investimentos públicos para as produções italianas e a promoção e lançamento dos filmes italianos. Ela foi criada em 1937 e em 1997 foi parcialmente privatizada.

Em 2003, o capital investido na produção de filmes subiu para 301,7 milhões de euros (contra 277,6 milhões de euros em 2002), sendo que o estado é responsável por um terço desse valor. Em 2004, os investimentos no setor recuaram brutalmente, registrando uma queda alarmante de 40% do total de capital investido nas produções (fechando em 197,4 milhões de euros). O financiamento estatal direto também recuou em 16%, de 98,7 milhões de euros em 2003 para 83,4 milhões no ano seguinte.

A reforma na legislação audiovisual efetivada em 2004 vitimou principalmente os estreantes, uma vez que instituiu um sistema de referência baseado no desempenho comercial das produções anteriores do realizador ou produtor. A participação do estado na composição do orçamento de uma produção passou a ser de, no máximo, 50% e não 80% como era anteriormente. Analistas apontam para o fortalecimento do duopólio RAI Cinema e Medusa em razão da reforma, que implementa uma dispersão dos recursos dos fundos para produções mais orientadas para o mercado.



 




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