|
|
 |

|
|

|

|
Na mesma medida em que a economia audiovisual tem se tornado cada vez mais complexa e globalizada, a importância dos mercados internacionais vem aumentando ano a ano. Nesse panorama, o filme de longa-metragem passou a fazer parte de uma ampla cadeia econômica e cultural. Para sobreviver em tempos como este, os agentes dos mercados precisam estar constantemente atualizados e bem informados.
Com a retomada da produção nacional e, principalmente, com a recuperação do mercado como um todo no país (que se deu a partir dos anos 90, com uma expansão do setor da exibição), o Brasil voltou a figurar entre os territórios mais importantes do planeta. No entanto, ainda há muito espaço a ocupar e muitos desafios a superar, o que torna essencial conhecer o cinema em outros mercados, estabelecer intercâmbios e aprender com outros modelos e outras experiências.
|
A hegemonia global do cinema americano fez com que vários países adotassem caminhos específicos para garantir a existência de suas cinematografias, mas pouco se sabe sobre esses rumos e sobre a importância que o cinema tem em cada um desses países.
O objetivo do Database Mundo é oferecer um resumo do mercado e das legislações de cinema e do audiovisual em vários territórios. Não temos, é claro, a pretensão de esgotar o assunto, mas sim de proporcionar um painel capaz de situar o Brasil no cenário mundial e de permitir comparações entre diferentes mercados.
Esta terceira edição do Database Mundo, que tem como base o ano de 2005, repete a fórmula de sucesso das duas edições anteriores e atualiza os dados dos 30 territórios cobertos na segunda edição. Publicamos novamente também os resumos dos acordos de co-produção assinados pelo Brasil no intento de facilitar e o acesso a informação para produtores e estudiosos interessados.
|
|
| O mundo em 2005 |
|
O ano de 2005 foi de queda na maioria dos países ocidentais, inclusive nos EUA, que tiveram baixa de 9,1% em público. O Brasil seguiu essa tendência, e fechou o ano com 93,6 milhões de espectadores, 19,4% a menos que em 2004 (uma observação: a partir dessa edição, passamos a somar o público das distribuidoras independentes que não estão filiadas ao Sindicato das Distribuidoras do Rio de Janeiro aos números oficiais do Sindicato, oferecendo assim um retrato mais preciso do mercado brasileiro).
Na Ásia, porém, a maioria dos países obteve crescimento em seus mercados cinematográficos, como vem acontecendo consecutivamente nos últimos anos, visto que esta é atualmente (junto aos países do leste europeu) a região de maior expansão do setor no mundo.
A Coréia do Sul, por exemplo, foi um dos países que tiveram crescimento em 2005, ficando com público de 143 milhões, 3% acima que no ano anterior. Mas o fato mais relevante por lá, no ano passado, foi a discussão sobre a redução da cota de tela coreana, uma das mais antigas e altas do mundo. A lei previa 142 dias de obrigatoriedade para exibição de produções nacionais, mas nos últimos anos vinha sofrendo pressões internacionais para redução, e protestos internos a favor da continuidade integral da mesma. |
A partir de julho de 2005 o governo reduziu à metade a cota, ficando em 73 dias de obrigatoriedade.
Na América Latina os mercados tiveram resultados irregulares em 2005, mas a maioria apresentou queda de público com relação a 2004. O México, o maior mercado da região, foi um dos países que menos sofreram com a crise mundial, ficando com 162,4 milhões de espectadores, apenas 1% a menos que no ano anterior.Mas apesar de seu tamanho, o mercado mexicano não protege devidamente a produção local e o país tem índices muito inferiores ao Brasil e à Argentina, apenas a título de comparação, quando o assunto é o cinema nacional. Pra se ter uma idéia, em 2005 foram lançados internamente apenas 23 filmes mexicanos (contra, 64 argentinos e 51 brasileiros) que tiveram 4,5% de ocupação do mercado (contra 11,4% na Argentina e 11,4% no Brasil).
O Brasil é o país da América Latina que mais teve público para a produção nacional em 2005, foram 10,7 milhões de espectadores para filmes brasileiros. Ainda em comparação com a América Latina, o Brasil teve a segunda melhor fatia de mercado para o filme nacional, foram 11,4% de market share, contra 17,3% na Colômbia.
|
|
| Critérios |
|
O critério de escolha dos 30 territórios foi baseado na busca de um equilíbrio representativo. Foi impossível ignorar aqueles países que têm uma forte cultura cinematográfica e um alto índice de freqüência de público, caso dos Estados Unidos e da Índia. Em segundo lugar, vieram os países de forte economia e que dão grande atenção à proteção de seus mercados, como a França, com sua política de “exceção cultural”, e ainda Inglaterra, Alemanha e Itália.
Também foram levados em consideração mercados emergentes e que se encontram em fase de expansão e transformação, como a China e outros territórios da Ásia (Japão, Taiwan, Hong Kong e Coréia) e a Rússia, outrora um território de grande importância, que perdeu fôlego desde a década de 90, mas começou a se recuperar a partir de 2001, quando o governo adotou uma série de novas medidas para a recuperação da produção local. Do Oriente Médio, a cinematografia que se destaca é a iraniana, que conjuga peso no mercado interno e prestígio internacional.
Para completar, selecionamos ainda os países com afinidades com o Brasil, como nossos vizinhos da América Latina (Argentina, México, Bolívia, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela) e nossos irmãos históricos da África
|
do Sul e de Portugal, além de mercados como Espanha, Canadá, Austrália e outros países da Europa, mercados antigos e constantes, como Dinamarca, Holanda, Suécia e Noruega. Na medida do possível, de acordo com a disponibilidade dos dados, você vai encontrar tabelas situando o Brasil no mercado mundial e um resumo da situação do cinema em 30 territórios, acompanhado sempre de uma tabela com os números do mercado em cada país em 2005, com uma análise dos números e tendências. O objetivo dos textos é proporcionar um panorama geral, que não perca de vista o efeito comparativo, situando a importância de cada território.
Novamente, a coleta e organização desses dados foi uma tarefa complexa. A informação sobre cinema, de uma maneira geral, ainda é dispersa e conflitante. Recorremos a várias fontes como sites oficiais, revistas especializadas e relatórios. Os números de mercado e detalhes sobre a legislação foram especialmente difíceis de se obter no caso de países como o Irã, a China e a Índia. No caso dos Estados Unidos, os dados de mercado são abundantes, mas a informação sobre leis e proteção é escassa e de difícil acesso.
|
|
|
|

|
>
>
>
>
> |
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
>
>
>
>
> |
|
|
|