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mercado cinematográfico mundial vem crescendo cada vez mais em volume e importância, e se tornando cada vez mais .complexo e abrangente. O filme de longa-metragem e as salas de cinema são apenas fatores de uma economia que inclui toda uma indústria anterior (produção, distribuição e marketing) e posterior (vídeo, DVD, televisão, Internet, jogos, brinquedos e produtos franqueados).
A participação dos mercados internacionais na renda anual de Hollywood aumenta a cada ano. No entanto, paralelamente, aumenta também a participação do mercado interno de filmes nacionais em diversos paises.
Para conquistar mais mercado, as grandes produções das majors norte-americanas ficam cada vez mais sofisticadas em termos de técnicas de produção, em orçamentos incríveis e em pesadas estratégias de marketing.
Para fazer a produção nacional conquistar mercado num cenário dominado pelas produções hollywoodianas, cada país tem que buscar seu caminho. Alguns se apóiam na criação de uma legislação que proteja e incentive a
produção nacional, outros conseguem criar um mercado independente com soluções criativas e accessíveis. Vale tudo na busca para garantir a existência de suas cinematografias e aumentar o volume de produção e
de público.
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Não existe uma fórmula que sirva a todos os paises, mas conhecer e estudar outros mercados é sempre uma ferramenta importante para analisar os caminhos a serem seguidos e soluções a serem buscadas.
O objetivo do Database Mundo é oferecer um resumo do mercado e das legislações de cinema e audiovisual em vários territórios. Não temos, é claro, a pretensão de esgotar o assunto, mas sim de proporcionar um painel capaz de situar o Brasil no cenário mundial e de permitir comparações entre diferentes mercados.
Esta quinta edição do Database Mundo, que tem como base o ano de 2007, repete a fórmula de sucesso das quatro edições anteriores e atualiza os dados de 29 territórios e traz mais um país inédito, a Tailândia. Muitos países começam a divulgar balanços do ano já em janeiro do ano posterior, mas na maioria das vezes são estimativas que precisam ser fechadas e analisadas e somente alguns meses depois são divulgados números oficiais, para concentrar os dados finais dos 30 países analisados no Database Mundo só foi possível reunir todas as informações nos últimos meses de 2008. Publicamos novamente também os resumos dos acordos de co-produção assinados pelo Brasil no intuito de facilitar o acesso às informações para produtores e estudiosos interessados.
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O Mundo em 2007 |
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As bilheterias mundiais ultrapassaram pela primeira vez na história a marca de US$ 26 bilhões em 2007 – quase US$ 10 bilhões a mais do que há dez anos, quando a renda mundial chegou a US$ 16,2 bilhões. O aumento em relação a 2006 foi de 8,4%, o maior índice desde 2004. Todas as regiões registraram alta nas bilheterias (em dólares), porém um aumento constante no valor dos ingressos vem escondendo a tendência marcante de queda de público. Na América Latina, por exemplo, quase todos os países registraram aumento no preço médio do ingresso.
No total, 7,09 bilhões de ingressos foram vendidos em 2007 – 8,6% a menos que 2006, quando foram vendidos 7,9 bilhões. A Europa ocidental foi a região com maior queda de público no ano passado: 2%. 857,7 milhões de ingressos foram vendidos no período, o que representa o segundo pior desempenho da região em público desde 2002. No entanto, os países da Europa central e oriental registraram uma alta de público de 7,4%, fechando o ano com cerca de 190 milhões de ingressos vendidos.
Outro mercado que cresce num ritmo forte é o Oriente Médio, que, além de uma alta de 7,4% em público (para 19,8 milhões), teve um aumento de 13,8% nas bilheterias, que fecharam em US$ 135,1 milhões. Isso se deve, principalmente, à construção de novos multiplexes na região. Apesar de ter registrado uma queda de 15,7% de público, a Ásia apresentou um crescimento de 22% nas rendas em 2007. A explicação para isso está no
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mercado indiano, que teve um forte aumento no preço dos ingressos apesar de uma significativa queda de público.
A América do Norte, por sua vez, teve o melhor desempenho da história em renda no ano de 2007: arrecadação de US$ 9,64 bilhões. Apesar disso, diante do forte ritmo de crescimento do mercado internacional, as bilheterias norte-americanas representam uma fatia cada vez menor da renda mundial. Em 2007, a renda norte-americana foi relativa a 36,5% do total – contra 37,5% em 2006 e 43,3% em 2002.
A produção de filmes no mundo atingiu um recorde: foram 5.039 longas-metragens produzidos em 2007, o que equivale a um aumento de 4,6% em relação ao ano anterior. A Ásia foi a região com o maior volume de produção: 2.576 filmes, com aumento significativo na China, Japão e Índia.
O número de cinemas manteve-se praticamente estável, com pequena queda de 0,1%. No total, estima-se que cerca de 147,2 mil salas de cinema operavam em todo o planeta no fim de 2007. O número de salas fechadas nos últimos anos na Ásia, que passa por um processo de modernização de complexos (principalmente na China e na Índia), puxou o índice para baixo, muito embora a expansão dos circuitos nos países do Leste Europeu, da América do Sul e da América do Norte, continue a todo vapor.
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| Cinema Digital |
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Em 2005, com a divulgação do relatório do DCI (Digital Cinema Initiatives) foi dada a largada para a corrida da exibição digital e da substituição dos projetores de 35mm para modernos equipamentos digitais.
Alguns paises se lançaram mais rapidamente neste rumo, como os EUA; outros frearam suas iniciativas, como o Japão; alguns ainda nem entraram
no páreo, como a maioria dos paises latinos, por exemplo; enquanto outros correm por fora na criação de padrões de exibição próprios, como a Índia
e a China.
O cinema digital pode funcionar como mais um atrativo para as grandes produções americanas e as grandes redes multinacionais de .
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exibição, que investem em tecnologia, ou pode ajudar na democratização ao acesso ao cinema e na divulgação da produção nacional e independente.
Em alguns casos o governo participa do processo, ajudando na escolha da definição o padrão, ou oferecendo incentivos financeiros para pesquisa e compra de equipamento. No entanto, na maioria dos paises analisados, o cinema digital está se instalando com iniciativas do próprio mercado.
Na transição para o digital, assim como na produção nacional, cada país tenta encontrar seu próprio caminho. Esta edição do Database Mundo traz informações sobre a evolução do mercado de cinema digital de cada um dos países analisados.
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| Critérios |
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O critério de escolha dos 30 territórios foi baseado na busca de um equilíbrio representativo. Foi impossível ignorar aqueles países que têm uma forte cultura cinematográfica e um alto índice de freqüência de público, caso dos Estados Unidos e da Índia. Em segundo lugar, vieram os países de forte economia e que dão grande atenção à proteção de seus mercados, como a França, com sua política de “exceção cultural”, e ainda Inglaterra, Alemanha
e Itália.
Também foram levados em consideração mercados emergentes e que se encontram em fase de expansão e transformação, como a China e outros territórios da Ásia (Japão, Taiwan, Hong Kong, Coréia do Sul e Tailândia) e a Rússia, outrora um território de grande importância, que perdeu fôlego desde a década de 90, mas começou a se recuperar a partir de 2001, quando o governo adotou uma série de novas medidas para a recuperação da produção local. Do Oriente Médio, a cinematografia que se destaca é a iraniana, que conjuga peso no mercado interno e prestígio internacional.
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Para completar, selecionamos ainda os países com afinidades com o Brasil, como nossos vizinhos da América Latina (Argentina, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela) e nossos irmãos históricos da África do Sul e de Portugal, além de mercados como Espanha, Canadá, Austrália e outros países da Europa, mercados antigos e constantes, como Dinamarca, Holanda, Suécia e Noruega.
Na medida do possível, de acordo com a disponibilidade dos dados, você
vai encontrar tabelas situando o Brasil no mercado mundial e um resumo da situação do cinema em 30 territórios, acompanhado sempre de uma tabela com os números do mercado em cada país em 2007, com uma análise dos números e tendências. O objetivo dos textos é proporcionar um panorama geral, que não perca de vista o efeito comparativo, situando a importância de cada território.
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