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Principais órgãos oficiais

Danish Film Institute
www.dfi.dk



O

cinema dinamarquês consolidou sua participação no mercado interno nos últimos anos graças a uma comunidade cinematográfica dinâmica e a uma consistente ação governamental. Internacionalmente, a produção do país ganhou atenção especial a partir do movimento Dogma 95, lançado pelos cineastas Lars Von Trier e Thomas Vinterberg no Festival de Cannes de 1998. Vários filmes feitos sob os preceitos do Dogma (que prega produções baratas e despojadas e impõe uma série de restrições ao ato de filmar) ganharam ampla exposição nos maiores festivais e movimentaram os mercados de filmes independentes, consolidando uma nova geração de diretores e demonstrando que a produção do país não se limitava a sucessos ocasionais como Pelle, o conquistador (1987) ou A festa de Babete (1988).
 
No passado, durante o período do cinema mudo, a Dinamarca chegou a ser um dos pólos de exportação de filmes mais importantes da Europa, mas a produção entrou em crise durante os primeiros anos do cinema sonoro. O estado iniciou seu envolvimento no setor em 1938, ano em que foi criado o Government Film Office, ao qual cabia a responsabilidade de garantir a distribuição de filmes nacionais no país.
 
A ocupação alemã (1940-1945) gerou condições favoráveis para o cinema dinamarquês uma vez que os alemães proibiram a importação dos filmes dos países aliados. O número de produções aumentou e o cinema dinamarquês adquiriu um status especial no país. Na década de 1950, os filmes nacionais cresceram ainda mais, com uma produção voltada para gêneros populares como comédias e melodramas.
 
A legislação que vigorou até a constituição do Ato Cinematográfico de 1972 era voltada principalmente para a concessão de licenças para distribuição de filmes e para o funcionamento de salas de exibição. O objetivo era prevenir a concentração de poder em poucos grupos, garantindo a execução de uma política cultural preocupada com a oferta de um repertório amplo de filmes.
 
O Ato Cinematográfico de 1972 foi o primeiro marco legislativo do setor na Dinamarca. Ele aboliu o sistema de concessão de permissões para o funcionamento das salas, abrindo espaço para a livre competição, e instituiu o Danish Film Institute (DFI), inicialmente responsável por prover subsídios públicos (oriundos de dotação orçamentária) para filmes de longa-metragem. Desde então, a grande maioria das produções dinamarquesas foi realizada com o suporte estatal, sendo raríssimos os filmes nacionais produzidos apenas com financiamento privado.
 
Em 1997, um novo Ato Cinematográfico reformou a legislação anterior, constituindo o sistema que permanece em vigor até hoje. Todas as instituições públicas foram unidas no DFI, que passou a ser uma nova e forte organização que centraliza as atribuições do Government Film Office, o Danish Film Museum, o Media Council for Children and Young People, o European Film College e o Danish Short Features. O DFI é responsável por todas as políticas voltadas para o setor, assim como pelas fontes de subsídio público para a produção, distribuição e promoção de filmes.
 
Com a injeção de recursos financeiros do estado e a constituição de novos esquemas de subsídio, o cinema dinamarquês foi capaz de recuperar os índices de sucesso alcançados na década de 1950: em 2001, o market share do filme nacional chegou a 30%, mantendo-se entre a média de 20% e 30% nos anos posteriores e atingindo um recorde de 32,2% em 2005.
 
A dotação orçamentária do DFI para o período de 2003 a 2006, por exemplo, foi de 86 milhões de euros, que deverão ser aplicados no desenvolvimento, produção e promoção de 65 a 85 filmes falados em dinamarquês e 15 a 25 co-produções em línguas estrangeiras. 25% de todos os recursos devem ser aplicados em filmes voltados para o público infanto-juvenil. Para 2008, o orçamento total do DFI foi de EUR 56,2 milhões, sendo EUR 18,3 milhões para produção e desenvolvimento de longas.  

Dois fundos principais de financiamento estão disponíveis para os produtores:

 
O chamado "Sistema 60/40", voltado para produções com potencial de mercado. Este sistema estabelece a concessão de subsídios estatais da ordem de 60% do valor total do orçamento, e de 60% do total do investimento dinamarquês em co-produções. No caso de co-produções minoritárias (até 20% de participação dinamarquesa), há um teto de 400 mil euros (ou DKK 3 milhões).
 
O Consultant Scheme, que tem a finalidade de produzir filmes de qualidade, de pequeno e médio porte. Os produtores podem obter recursos da ordem de DKK 5 milhões a DKK 10 milhões (algo em torno de 600 mil a 1,6 milhão de euros), para projetos ainda nos estágios iniciais de produção.
 
Há uma particularidade no Consultant Scheme que o torna único no mundo. As decisões sobre a concessão de subsídios cabem a um comitê independente, formado por seis conselheiros artísticos (três para longas de ficção e três para documentários e curtas-metragens). O produtor deve procurar um conselheiro individualmente para apresentar seu projeto; este conselheiro decide o valor do subsídio e o submete à avaliação do comitê; uma vez aprovada a proposta, o conselheiro vinculado ao projeto supervisiona todas as etapas de produção.

Em média, cerca de 34% do valor de produção de um filme local são provenientes de verbas do DFI.



 




Cineastas de destaque

Annette K. Olesen,
Bille August,
Gabriel Axel,
Jorgen Leth,
Kristian Levring,
Lars Von Trier,
Lone Scherfig,
Soren Kragh-Jacobsen,
Susanne Bier,
Thomas Vinterberg




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