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Principais órgãos oficiais
Telefilm Canada
www.telefilm.gc.ca
National Film Board of Canada
www.nfb.ca
Canadá possui um sofisticado sistema de fomento à indústria cinematográfica. O governo apóia diretamente o cinema por intermédio de duas instituições principais de produção e financiamento. Além delas, existem várias outras formas de fomento, que podem assumir diferentes formatos, como associações sem fins lucrativos que recebem apoio do governo para oferecer apoio a cineastas, ou film commissions de caráter regional que estimulam produções locais.
Os dois principais órgãos que abrangem todo o país e apóiam produções de língua inglesa ou francesa são o National Film Board of Canada (NFB), uma agência pública criada em 1939 para produzir e distribuir filmes e outros trabalhos audiovisuais que reflitam o Canadá para os canadenses e para o resto do mundo; e a Telefilm Canada, uma agência federal dedicada ao desenvolvimento e promoção de filmes, programas de TV, novas mídias e música.
A Telefilm Canada é responsável pela distribuição de verbas, enquanto o National Film Board se caracteriza como um centro de produção, distribuição e de formação de um amplo acervo audiovisual voltado para filmes de caráter cultural, principalmente documentários, curtas de animação e vídeos. Oferecendo equipamentos de alta tecnologia, o National Film Board é considerado um dos centros de referência mundiais no estímulo à formação de novas gerações de cineastas e na preservação de filmes, sendo particularmente conhecido por seu estímulo à animação, que tornou o Canadá um dos países de ponta neste gênero.
A lei que regulamenta as ações ligadas ao cinema é a National Film Act, criada em 1980. Depois de um detalhado estudo do governo, que durante dois anos consultou profissionais da indústria cinematográfica, foi implementada uma nova política em 2000, chamada “From Script to Screen” (Do roteiro à tela), criando facilidades para a produção cinematográfica local e um fundo chamado Canadian Feature Film Fund, administrado pela Telefilm.
A principal meta da nova política é aumentar o market share do filme canadense, que, segundo o texto divulgado pelo próprio governo, "representa um dos desempenhos mais baixos do mundo para filmes nacionais". O objetivo é crescer, num período de cinco anos, de 1,5% de market share para 5%. Em 2004, esse percentual chegou a 4,6%, e em 2005 a meta foi atingida e ligeiramente ultrapassada, o market share nacional ficou em 5,2%. O índice caiu em 2006 e ficou abaixo da meta, fechando em 4,2% com nova queda em 2007, ficando em 3,2%.
A nova política prevê estímulos a quatro pontos principais, cada um deles equivalente a um fundo: desenvolver novos talentos e manter no Canadá profissionais reconhecidos (fundo de formação de profissional); estimular a qualidade e a diversidade da produção local (fundo de produção); aumentar o público de filmes canadenses no Canadá e internacionalmente por meio de investimentos em distribuição e marketing (fundos de distribuição e promoção); preservar e disseminar o catálogo de longas-metragens canadenses (fundo de preservação).
Desde sua criação, em 1967, a Telefilm Canada já financiou cerca de 600 longas-metragens e 1,5 mil programas de televisão. Os recursos são distribuídos por meio de um sistema de seleção pública aberto ao longo de todo o ano. No ano de 2003, seu orçamento foi de aproximadamente US$ 230 milhões.
O Canadá sempre foi um país que atraiu produções estrangeiras. Cerca de 80% da atividade econômica do setor audiovisual corresponde à produção estrangeira (em geral dos Estados Unidos), que se utiliza de benefícios como incentivos e créditos fiscais para filmar no país. Em 2004 houve um principio de queda no volume de produções internacionais filmadas no Canadá, devido a mudanças no sistema de co-produções em alguns países da Europa (principalmente no Reino Unido), à maior oferta de incentivos fiscais em outros países, e à valorização da moeda canadense frente ao dólar. A resposta encontrada, já em 2004, foi uma maior oferta de incentivos em diversas províncias canadenses, mas ainda assim os efeitos desta oferta não conseguiram reverter a tendência de queda dos investimentos internacionais, e o período 2004/2005 não escapou de uma queda de cerca de 23% nos investimentos internacionais, caindo de CAD 1,9 bilhão para CAD 1,4 bilhão. Em 2005/2006 a situação foi revertida e houve um aumento de 14% na produção internacional, que totalizou CAD 1,7 bilhão.
Em 2006 a Telefilm Canadá anunciou um plano de cinco anos chamado From cinemas to cellphones (Dos cinemas para os celulares) para atender a demanda de conteúdo para novas plataformas. Também em 2006, a agência criou o Canada Feature Film Fund Working Groups for the French and English-Language Markets (algo como Fundo Canadense para Grupos de Trabalho para os Mercados de Longa-metragem de Língua Inglesa e Francesa), que reúne grupos de profissionais de todos os setores da atividade audiovisual para estudar mudanças e melhorias nos fundos da Telefilm para os mercados francófono e anglófono.
Também em 2006, Bon Cop, Bad Cop, uma produção bilíngüe, do Quebec, no estilo mocinho-bandido e com clichês comuns aos “dois Canadás”, atraiu cerca de 1,3 milhão de espectadores e se tornou o maior sucesso nacional de todos os tempos, quebrando um recorde de 1982.
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